quinta-feira, 11 de junho de 2009

respeitável público.


Respeitável público!

Por Poet Ha Abilio Machado. 210109.

Ah! Ser humano. Ser bestial que se acha o máximo. Somos por assim dizer vis, cruéis, egoístas desde a mais tenra idade, somos seres inigualáveis pela conduta anti espécie, andamos na falsidade da terra, escondemos nossa natureza real atrás de pedaços de outros seres para nos cobrir, tecidos rotos, trapos puídos, fazemos de tudo para nos esconder que por muito e por tão pouco acabamos esquecendo nosso mais breve passado. O passado onde se respirava pela arte, nas paredes, nas praças, no vilarejo e nas catedrais.
Quando falamos da arte, falamos das marcas, dos registros que ficaram, foi o escritor, o poeta, o desenhista, pintor, escultor, arquiteto, o médico, o operário, a mulher, a mãe, o músico e o ator, a natureza crua, o sonhador. Artistas! Que como menestréis da magia do tempo maravilham o futuro com o que se ficou marcado, que se ficou intacto como um pacto às gerações que dali conhecerão a história.
Se eu fosse o artista que fosse seria artista também, um que lhes fale de tudo, não seja papai e mamãe e nem fale de elefantes cor-de-amarelinha com pedrinhas no inferno e no céu. Minha alma é toda assim, misturada qual o sangue que parou em mim e despejei em minha prole, a ansiedade de mostrar e fazer algo numa mistura entre a cigarra e a formiga, trabalhando juntos e pondo-se a cantar.
Meu prazer mora sob o espaço, qualquer um, onde se possa falar, cantar, declamar, expor, as tábuas que me ficam aos pés são a força que me mantém além da cadeira arriada ou da cama encostada.
Meu prazer é receber o aplauso, é ter comentários, é fazer mesmo mentindo que a resposta não importa e que eu quero é apenas fazer, o que vem a me oferecer os ouvidos, os olhos, os sentimentos, as alegrias e as lágrimas, é a estes que devo agradar, me dar, me fazer, me esvair de mim na próxima poesia, no próximo ato, na próxima nota, no tocar do pincel sobre a tela, uma pequena resposta.
Dou-lhe sonhos e fantasias e você me aplaude; dou-lhe esperança e carinho e você me aplaude; dou-lhe meus pensamentos, castos, imundos ou em serenatas e você me aplaude; ofereço-lhe reflexões, soluções e muitas outras perguntas e você me aplaude; dou-lhe magia e delírio em alguns minutos e você me aplaude; digo-lhe que não abandones esta vida eufórica de amar e sorrir e você chora e me aplaude; eu professo verdades, mentiras e farsas e você me aplaude.
Sou eu agora que em pé lhe ofereço essa ovação, aplaudo você por ter lido esta crônica do começo ao fim e ter se identificado com ao menos uma palavra como a uma canção que fiz para falar de tua importância nos meus dias alegres ou tristes, nos que tem chuva ou sol, naqueles que não quero levantar, naqueles que quero renascer para sempre ter você aqui, com essas palavras colhidas e tratadas para lhe oferecer como se fosse a mais gostosa e substanciosa refeição que alimentará nossos dias e nosso coração!.

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