sábado, 17 de outubro de 2009

As meninas malvadas

AS MENINAS MALVADAS...


De Abilio Machado de Lima Fº.
(19.06.08)

As duas meninas estão sentadas num banco de madeira escrevendo em folhas sobre uma tábua de madeira tosca, envelhecida pelo tempo.

CRISTINA: Nossa! Que frio, você sentiu muito frio esta noite de madrugadinha?!

SHEILA: Sabe que não?! Lá em casa garças a Deus todos têm várias cobertas...

CRISTINA: Lá na minha já não. Teve até um dia que tava tão frio que quando acordei tinha feito xixi pra me esquentar...

SHEILA: Credo, xixi?! Cuidado!

CRISTINA: (assustada) __ Cuidado?

SHEILA: __ É! Imagina se ‘aquelas’ te ouvem falando isso?

CRISTINA: __ É mesmo. Não quero nem pensar. Eu seria crucificada no jornalzinho da escola.

SHEILA: __ Lembra aquela vez que colocaram aquela fofoca falando de mim?

CRISTINA: __ Ih, se lembro. Foi um assunto que rendeu dias...

SHEILA: __ Infelizmente. A manchete dizia: ‘Vejam Sheila em sua piscina particular’. E na verdade elas tinham me empurrado dentro do rio sujo, ali no banhado.

CRISTINA: __ Mas sabe que a foto até que saiu bonitinha?! ( retira a folha do jornal da mochila e mostra, onde Sheila toma da sua mão e sapateia sobre).

SHEILA: __ Ah!

CRISTINA: __ Mais calma agora?

SHEILA: (recompõem-se) __ Em falar nisso eu estou devendo uma vingança a elas...

CRISTINA: __ Uma vingança?

SHEILA: __ É. Minha vingança será...

CRISTINA: __ Será?

SHEILA: __ Uhm, será...

CRISTINA: Maligna? Perversa? Maldosa? Cruel?

SHEILA: __ Será bem preparada... Elas irão perder os cabelos. Farei um coquetel com todos os produtos da escola e colocarei num frasco de xampu e enviarei no dia do aniversário delas... Principalmente para a Sofia.

CRISTINA: __ A Sofia? Mas ela adora aquele cabelo de barbie paraguaia. Você sabia que ela já foi minha amiga?

SHEILA: __ Já foi? Como você conseguiu?

CRISTINA: __ Eu era bem pequena. Mas hoje eu não sou porque ela é muito chata. E só anda com a Mariana...

SHEILA: __ Tenho uma idéia, será que o livro de bruxaria da merendeira funciona?

CRISTINA: __ Ah. Não apela que a merendeira não é bruxa...

SHEILA: __ Ela usa caldeirão? Aquelas panelas grandotas assim?

CRISTINA: __ Usa!

SHEILA: __ Ela usa uma colher de pau deste tamanho?

CRISTINA: __ Usa!

SHEILA: __ Ela não faz tudo com cara de felicidade?

CRISTINA: __ Faz...

SHEILA: __ Viu? Não te falei?

CRISTINA: __ Uau... Eu tenho uma merendeira que é uma... Mas ela tem cara de fada madrinha.

SHEILA: __ Fada madrinha?! Por acaso você percebeu o montão de vassouras que chegou na escola?!

CRISTINA: __ Você não vai querer dizer que...

SHEILA: __ Isso mesmo. Todos os professores e professoras saem voar á noite depois que acabam as aulas...

CRISTINA: __ Você deve estar pirando.

SHEILA: __ Claro que não. Afinal não sou sua melhor amiga?

CRISTINA: __ É. É sim... Se eles são bububuxas... Elas devem conhecer o Herry Potter... Será que elas me dão o endereço?

SHEILA: __ ãrh. Mas você é difícil...

CRISTINA: __ Um autógrafo?

SHEILA: __ Deixa para lá... Que agora me bateu uma fome...

CRISTINA: __ Agora eu descobri por que a sopa da escola é tão gostosa!!! Vamos ver se rola uma bolachinha com chá quente co’a bruxa...

SHEILA: __ Shiiii!

CRISTINA: __ Ah. É segredo?! A sim... Vamos ver se rola uma bolachinha com chá quente co’a merendeira?

SHEILA: __ Vamos lá amiga... Afinal o que não mata engorda.





Aí meus amigos, textos e esquetes, leiam, divirtam-se e por favor comentem...
AS MENINAS MALVADAS...
(crônica infanto-juvenil que conta o imaginário de duas meninas sobre o boohling e sobre amizade, e uma visão pura sobre professores... hahahaha... (esquete)
http://recantodasletras.uol.com.br/roteirosdeteatro/1154391
LE CONFESSION
(quase um tratado pastoral, conta as conturbações durante uma confissão, leia e tire sua própria conclusão...)
http://recantodasletras.uol.com.br/roteirosdeteatro/1151273
ADEUS MENINOS !
(a mudança e todo o medo que se acopla, o ciclo infanto-juvenil, a separação, a identidade, os medos e a nostalgia... monólogo devorador)
http://recantodasletras.uol.com.br/roteirosdeteatro/1142517
O URSINHO MÁGICO
(um texto- conto de aniversário e de natal, infantil, que fala sobre um presente mágico, de uma madrinha mágica e de visitas mágicas e de aprendizado)
http://recantodasletras.uol.com.br/roteirosdeteatro/1057751
A GARRAFA INACABADA !!!
(Um monólogo de auto analise, de busca, de reagrupar conceitos e valores, as transformações que enaltecem relacionamentos, a diferença de mundos talvez?!)
http://recantodasletras.uol.com.br/roteirosdeteatro/1057742

Nossa Língua...


Nossa língua


Na Declaração dos Direitos do homem e do cidadão, datada de agosto de 1789, o artigo nono estabelece:


"Todo homem é reputado inocente até que ele tenha sido declarado culpado."


Por sua vez, a Proclamação dos Direitos do homem da Organização das Nações Unidas - ONU, em seu artigo onze, afirma que "Toda pessoa acusada de ato delituoso é presumida inocente, até que sua culpabilidade tenha sido legalmente estabelecida em processo público, no qual todas as garantias necessárias à defesa lhe tenham sido asseguradas." Recordamos, neste dia, ambos os artigos que a Humanidade abraçou, para analisarmos uma atitude que temos, muitas vezes adotado. Basta que a mídia notifique algum fato ocorrido e um possível suspeito seja apresentado, para que de imediato tomemos a iniciativa de julgá-lo e condená-lo.


No mesmo dia, passamos a falar a respeito e estabelecemos para o condenado pela nossa razão, as penas mais cruéis. Não faltam aqueles de nós que prescrevem as mais duras penalidades, sem indagar de circunstâncias e nem de veracidade.


Quantas criaturas já tiveram as suas vidas destroçadas pela nossa língua que, como afiado punhal, decepa a honra, o caráter e a vida particular de cidadãos, apenas suspeitos? Já se viu, por mais de uma vez, algumas semanas ou apenas dias passados, a própria mídia apresentar o verdadeiro culpado, enquanto lastima o que fez ao anteriormente apontado. Sem discutirmos as questões profissionais, levemos a questão para o nosso terreno pessoal. Não seria tempo de pensarmos um tanto mais a respeito do que ouvimos, vemos, lemos? Antes de tirarmos conclusões apressadas, não nos deveríamos permitir ao menos a dúvida inquietante, a cautela?

Oportuno se lembrar da exortação do Cristo: "Com a severidade com que julgardes, sereis julgados" e aqueloutra: "Atire a primeira pedra o que estiver sem pecado." Antes de nos preocuparmos em disseminar o mal, atenhamo-nos em divulgar o bem.


Falemos das coisas positivas, das que enobrecem e colaboram para a tranqüilidade das criaturas. Selecionemos uma frase edificante, um trecho construtivo, um livro nobre e falemos a respeito deles. Tenhamos, para cada momento, em cada instante, uma palavra de alento, de bom ânimo, de otimismo. Assim fazendo, com certeza, teremos dado ao talento da nossa língua a melhor utilidade.


* * * Na Epístola de Tiago, no versículo 6 do terceiro capítulo, está escrito: "A língua também é um fogo." Seria muito importante que, toda noite, em nosso exame de consciência nos perguntássemos: "Terei hoje utilizado a minha língua como Jesus utilizou a Dele?"



Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. A língua, do livro Segue-me, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O Clarim.

Nossa Língua...

Nossa língua

Na Declaração dos Direitos do homem e do cidadão, datada de agosto de 1789, o artigo nono estabelece:

"Todo homem é reputado inocente até que ele tenha sido declarado culpado."

Por sua vez, a Proclamação dos Direitos do homem da Organização das Nações Unidas - ONU, em seu artigo onze, afirma que "Toda pessoa acusada de ato delituoso é presumida inocente, até que sua culpabilidade tenha sido legalmente estabelecida em processo público, no qual todas as garantias necessárias à defesa lhe tenham sido asseguradas." Recordamos, neste dia, ambos os artigos que a Humanidade abraçou, para analisarmos uma atitude que temos, muitas vezes adotado. Basta que a mídia notifique algum fato ocorrido e um possível suspeito seja apresentado, para que de imediato tomemos a iniciativa de julgá-lo e condená-lo.

No mesmo dia, passamos a falar a respeito e estabelecemos para o condenado pela nossa razão, as penas mais cruéis. Não faltam aqueles de nós que prescrevem as mais duras penalidades, sem indagar de circunstâncias e nem de veracidade.

Quantas criaturas já tiveram as suas vidas destroçadas pela nossa língua que, como afiado punhal, decepa a honra, o caráter e a vida particular de cidadãos, apenas suspeitos? Já se viu, por mais de uma vez, algumas semanas ou apenas dias passados, a própria mídia apresentar o verdadeiro culpado, enquanto lastima o que fez ao anteriormente apontado. Sem discutirmos as questões profissionais, levemos a questão para o nosso terreno pessoal. Não seria tempo de pensarmos um tanto mais a respeito do que ouvimos, vemos, lemos? Antes de tirarmos conclusões apressadas, não nos deveríamos permitir ao menos a dúvida inquietante, a cautela?
Oportuno se lembrar da exortação do Cristo: "Com a severidade com que julgardes, sereis julgados" e aqueloutra: "Atire a primeira pedra o que estiver sem pecado." Antes de nos preocuparmos em disseminar o mal, atenhamo-nos em divulgar o bem.

Falemos das coisas positivas, das que enobrecem e colaboram para a tranqüilidade das criaturas. Selecionemos uma frase edificante, um trecho construtivo, um livro nobre e falemos a respeito deles. Tenhamos, para cada momento, em cada instante, uma palavra de alento, de bom ânimo, de otimismo. Assim fazendo, com certeza, teremos dado ao talento da nossa língua a melhor utilidade.

* * * Na Epístola de Tiago, no versículo 6 do terceiro capítulo, está escrito: "A língua também é um fogo." Seria muito importante que, toda noite, em nosso exame de consciência nos perguntássemos: "Terei hoje utilizado a minha língua como Jesus utilizou a Dele?"


Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. A língua, do livro Segue-me, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O Clarim.

sábado, 10 de outubro de 2009

a voz do coração

Poetha Abilio Machado.
Às vezes as pessoas pensam que professores são máquinas, que não sofrem, e que pelo ato de verem o mundo com outros olhos, tudo é compreendido...
Pensam que, nós os professores somos iguais aos poetas não entendemos nada do mundo? Será? Nada do amor, nada das pessoas. Acabamos por tomar o papel e caneta, a lousa e o giz, as folhas ainda brancas do caderno e os livros como amigos confidentes, simples parceiros de estudos.
Fazendo descobertas felizes debruçados sobre exercícios e planejamento.
Buscando por respostas às vezes tão simples em meio a garranchos verdadeiros ideogramas indecifráveis.
Nós, professor, professora, que vivemos fuçando para encontrar meios, somas, cálculos, caminhos e palavras para explicar o que muitas vezes é inexplicável, ou pelo menos parece ser, que é esta arte: o ensinar...
Eu entendo que esta comunhão chamada magistério é uma missão. Este amor em repassar o aprendido é algo crescido aqui dentro no peito, a felicidade sem igual quando este sonho torna-se realidade com o resultado alcançado, desde a primeira infância com a socialização até ao sabermos que aquele nosso aluno está na sala ao lado também ensinando, é algo belo, imensurável.
Ser professor é ser toda esta complexidade que para nós é tão simples: DOAÇÃO. É ser algo complexo e sem respostas, confuso às vezes, por outras parecer perfeito, mas também ter falhas, sim... E essas falhas consistem apenas na programação feita em cada SER, como obra de DEUS e o professor é falível e ao ter consciência disso torna-se tão próximo e tão amigo, tão mais aberto a ouvir, tão mais livre para falar...
É ser uma doação do inteiro porque todos estes itens vivem dentro de uma máquina poderosa, que às vezes confesso que pelo cansaço não é utilizada por completo, e mesmo não sendo este pouco aproveitado produz o que deve: SERES HUMANOS.
Professor não é mera máquina, busca ser centrado com problemas e dilemas.
Ser professor é estar presente, é abraçar a causa do recomeço, pois é assim ano a ano. É escola, é combustível para o caminho do acerto.
O professor é fonte de aprendizagem. Um ponto de referência. Quantos que hoje são professores não começaram imitando em brincadeiras os seus professores, quantos não se espelharam e hoje seguem mesmos passos...
O viver do professor é corrido e é simples.
Ele é simplesmente um entendedor de almas na mais pura forma de aplicação, encaminha os passos reservados de todo aquele que lhe surge nesta renovação constante, insiste em ensinar a qualquer que ouse em ultrapassar os portões, a quem sentar-se à frente, a quem esteja disposto a ouvir, sem a pueril escolha e sem o retrocesso dos preconceitos.
O professor simplesmente aceita a incumbência de formar mentes pensantes, cidadãos atuantes, homens e mulheres conscientes. Estruturar estes alunos e fazê-los se sentirem importantes, especiais...
Se visto o professor em mim com a alma, com amor, tenho a felicidade e o universo conspira para que tudo seja bom nesta profissão abraçada e tudo que aparece em meu caminho são meros detalhes nesta viagem chamada VIDA, desta maneira que escolhi para viver chamada ENSINAR.
Sem mais palavras... A você, a mim, a todos nós: __Parabéns...
out/09.

escolha de amigos...de Oscar Wilde


o orgasmo