quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus ' dedos' velhos...


Adeus ‘dedos’ velho

A imagem busca a vidraça da sala...
o relâmpago explode ao trovão
a água resvala o vidro
suaviza o rolar pela taça
carregada
vê-se a caminho do chão
a mão amolecida
os dedos se abrem
a taça cai e gira
o líquido toma o espaço
a música acompanha um só compasso
o relâmpago e o trovão
a visão que se vêem é o corpo de fora
uma bela figura em pose de bailarina
que grita em desepero
os acordes do piano também esbraveja
acalmariam a angustia da alma?!
Mas não a voz do trovão...
Estouros que brincam
nas febris mãos de idiotas
que torram seus poucos trocados
na compra de fogos
e o fazem
mas só até perderem alguns dedos
que lhe tem as mãos
olha porém agora e se lamenta
que na sua imaturidade alcoólica
deixou para trás não só o ano velho
mas três dos dedos que lhe faziam ganhar o pão...
e agora além de improdutivo
ficará todos os anos a olhar os velhos dedos
e cantará em meio às lágrimas à sua mão...

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