sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Vapor da sombra

Na sombra te vejo sentar-se
Acama range
Espirituosamente me sorri de soslaio
Seu olhar me desnuda
Não fala nada
Só gestos toda muda
Sinto na pele teus dedos loucos
Irreverentes
A despertar meu desejo
Que salta á fresta
À sua procura
Quando te descobre
Pulsa radiante
Sob o hálito quente
Saliva, língua
Te observo à sombra
À luz que te mostra
Os movimentos na gula
A ansiedade e eu arfante
Ainda tento segurar meu silêncio
Mas meus lábios desobedientes
Gemem!

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