sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Este SETE de setembro... É setembro! Sete eim brow!


Este SETE de setembro... É setembro! Sete eim brow!




Note-se que este dito sete se repete no nome do mês que é o nono do calendário, temos aí uma formação mística variada: a magia e o popular.

Iniciando o processo de preparação para o verão, com o sol fulgurante nas místicas manhãs, como transformando as pessoas para uma introspecção, um breve estudo de si mesmo para as datas comemorativas que se aproximam...

Outubro, novembro e dezembro.

O alto poder da transmutação. Pelo zodíaco traz a mixagem das personalidades.

Os sentimentos, assimila as cores tênues, trabalhando o instinto natural de cada um, transborda o alegre e o triste, o amor e a desilusão, o melancólico ou o eufórico, um enfoque clássico no velho adágio de ou ‘é oito ou oitenta’...

Registrados nas decisões, nas artes, na poesia, na história e claro nas lembranças.

Temos um dia á margem do Ipiranga, um alto moço, de barbas desalinhadas, indumentária de quase rei, um brado comercial alavancado pela perda de divisas ao Império, um brado que acham na descrição poética um ato heróico e que ficou retumbante... A Independência ou Morte...

A Independência do Brasil ou endividamento eterno... Mas buscamos dentro deste contexto da história diária a independência adormecida, assim o peito estufado que mobilizou vários fazendeiros e comerciantes da época, tornou-se mirrado pela falta de patriotismo que nos impele aos dias de hoje...

Se este dia de grito fosse hoje, onde esconderiam as moedas que na época eram feitas em ouro e prata?!

Cairiam as ceroulas, acreditam alguns que até em preservativos animalescos estariam entrouxados os víveres trocados. Se para alguns é a cueca e meias ou bolsas de grife da 25 de março... No passado se vivessem seriam escondidos em que? Valha-me Deus a imaginação... De onde vêem este povo que só pensam em negociatas e levar seu quinhão não se importando com a razão, com a saúde, com a construção e com o bem?! Batem no peito sob os dogmas da religião, professam mentiras como se elas os livrassem de todo mal que causam ao seu bairro, à sua cidade e à sua Nação... Não despertam ouvindo os gemidos dos desamparados que esperam atendimento, um medicamento, uma casa ou um pedaço de pão...

Primeiro cortaram a aulas de Moral e Cívica, ou OSPB e os jovens caíram na falta de respeito a si mesmos e ao descaso... Logo depois tiraram a religiosidade sob falsos delírios de que uma seita estava tendo vantagem sobre a outra resultado: todas a igrejas perderam suas crianças e seus jovens. Vimos pasmados a violência, o desrespeito, o vício e o anti poder deflagrar o caos como nova ordem social... E isso nos faz seres desesperados com os gritos nas ruas à noite de tubões às mãos... São filhos a maltratarem seus pais, a violentarem aos idosos a entrarem em casas para roubar o mais sagrado de nós, nosso lar... E saber que isso poderia ter sido diferente quando os diferentes eram iguais... Mais que na hora de retomar o caminho que era árduo, mas não era tão perigoso como hoje é.

Meu sentimento é bem antigo, sou até conservador demais, é difícil explicar o bater do coração quando vejo tremular a Bandeira de geométricos simples e tão simbolicamente inclusos pelos maçons e até as cores são de singeleza e clássica magia: amarela, azul, verde e branca. As estrelas e a composição da Republica Federativa do Brasil. Minha Pátria, Minha Terra, Minha Raiz... Mesmo que seus 99% tenham sua ascendência em imigrações legais ou não, no voluntariado ou na escravidão, forma-se uma legião de cidadões ímpares: os Brasileiros.

E neste sete de setembro vaguei em vão. Busquei um local que sentisse o clima do dia, com um campo de visão e muita palma... O meio arranjado teve o atrazo esperado e teve aquele início insoço, sem glamour ao que nas forças chamam de ‘Parada Militar’, que nos tempos de praça já discordava... Pois ficam naquela de apenas mostrar seu poderio bélico, uma vistoria do que há, do que trabalha e do que talvez seja capaz.

Claro que também serve para avaliar se as verbas estão sendo usadas e a importância de algumas figuras presentes se apresentarem à sociedade civil, e na amostragem dizer a todos o que têem, o que falta, o que precisam em manutenção e reparos. Pois a esta sociedade é quem cabe decidir, saber, avaliar e por que não ajudar e fazer!

Na cidade o desfile foi empobrecido, em momentos fugi ao passado, onde as escolas, empresas e entidades preparavam carros alegóricos sob tema imposto pela administração havia uma movimentação, uma reunião, elaboração de tudo e participação de funcionários e alunos... Cheguei a ouvir os ensaios da fanfarra, que saíamos pelas ruas da cidade durante um mês e mais 1/2 para colocarmos a escola em cadência febril sob as lamentações dos estudantes que já iniciavam uma carreira de contraventores sem causa... Era de uma efusão estonteante ver mães tietes querendo que seus filhos acertassem os compassos, como se estes fossem os passos da vida... E sem saberem era!

Queria era não como agora com apenas uma turma representando a escola, e sim todos, escola unida jamais será vencida e a Moral e Cívica sendo praticada como conceito e aprendizado da Moral e da Ética.

Agora vemos um narrador aproveitar o desfile para fazer alusões a obras que ainda dormem em gavetas, vemos apresentadores de um marketing duvidoso polarizar a indução da conduta estética de seu contratante... E o povo chora os seus...

Crianças alegres perguntam por isto ou aquilo que o pai prometeu e não está ali, e de ombros geralmente a resposta não sai...

Lembrei que quando pequenos, claro que era um saco acordar cedo e enfrentar uma demora interminável para a vez de entrar pela Avenida do Centenário, mas quando entrava o coração batia forte, os passos em frente ao palanque eram de uma vontade que doía... Chegávamos à vila e saíamos á procura de latas de leite, azeite e tinta para tentarmos infernizar a vizinhança montando a nossa própria fanfarra, a dos guris da Vila Silka que quanto mais barulho mais adeptos surgiam...

Se estão lendo essas palavras com certeza lembram, e se lembram daqui a pouco o telefone toca e vamos nos falar sobre tudo isso e muito mais, saudades de momentos que apenas quem viveu o tempo traz.

Neste dia parabéns a aqueles que se dispuseram a participar, acredito que gostariam de estar assistindo, ali no bloco das palmas, mas o orgulho e a curiosidade, os lábios das mães mexendo escondidos: direita, esquerda...

E na cabeça das autoridades o que se passa? Seria este o exemplo ou um tempo perdido, conversei rapidamente com dois: Um disse eufórico que tudo estava perfeito e que deve com certeza fomentar para que no próximo ano seja melhorado ainda mais. O outro foi direto sobre a saudade do passado, da falta de carros alegóricos, de participação mais maciça, um envolvimento mais claro e menos propaganda administrativa e mais Moral, Ética, Civismo e Cidadania.

Quem sabe criar um prêmio comemorativo para incentivar que haja mais participatividade e que se trabalhe o civismo como prova de nacionalidade, patriotismo e que se perpetue o amor ao País, vemos nossos filhos sendo avaliados sem a raiz da Terra, sem a pertença, os induzem a pensar que até a dança indígena que era nativa dos primeiros povos daqui não pertencem a eles e sim que vieram de lá, do velho mundo... Querem que acreditemos que nada é nosso, que devemos tudo ao outro lado do Atlântico...

Imaginei cada área representada, cada entidade, cada secretaria, cada escola, cada empresa, cada associação, cada núcleo de trabalho se não for dentro do dia SETE que seja no dia de aniversário da cidade, no dia da emancipação, da padroeira, sei lá... Mas que neste dia o que é da cidade seja mostrado e não só o que a administração pública está com vontade de se divulgar... Mas com alegorias, exposições, bandas, música, arte, vida, esporte, prazer e vontade em ser.

Uma cidade se mobilizando para o bem de todos, criando um vínculo consigo, com sua família, com a identidade de sua raiz, sabendo o que é, sabe de onde veio e para onde vai!

E afinal seria gostoso ensinar o vizinho a cantar nas manhãs de setembro... Nas manhãs de Setembro, sete ehim brow...?!

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