segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Por que morrem as flores?!

POR QUE MORREM AS FLORES?!






...Um grande jardim, com buquês espalhados que aos poucos serão retirados entre os blackouts que ocorrerem e mudanças de luz...

...Ele entra amparado pela bengala, arcado, tem um chapéu na cabeça que ele ajeita um vento é sentido, traja um velho paletó e o texto que segue acontece em off, sob uma forte chuva, é o que se ouve: vento, chuva e a narração:





Narração voz do velho:



Tristes pétalas...



__Você partiu... Onde foi... Alguém viu?!

O nosso amor está guardado

Entre as páginas no livro do passado,

eu encontrei nesta noite insone

uma flor amarelada,

símbolo de uma esperança que se guarda,

guardada com carinho no peito antes que se finda,

com um pedaço de vida extinta.

É a flor seca das emoções,

é o cadáver de um sonho mergulhado,

no cemitério das recordações,

... Tristes pétalas...

Como resto de uma juventude que não mais me resta

e ainda dispersa nas lágrimas muita saudade...





... Ele em dado momento senta-se na cadeira pré marcada da frente do pequeno bar, outras mesas ali também estão, passar a visão de um velho bar (imaginei o velho bar do Titio ou até mesmo fazer a apresentação nele) Aos poucos ele retira do bolso um pequeno livro e dele a carta, a foto e as pétalas...



Velho:

__Pareço ver, é assombroso saber que algumas mentiras carregam grandes verdades, que o medo que gela a Alma é o mesmo que causa pane ao coração nele aprisionado.



... Ao canto uma jovem surge sob o bean-bean, suas vestes de colegial, tem cadernos à mão e olha o velho com curiosidade...



Moça:

__O escuro dos cantos desta opressão, as paredes deste quarto pequeno de pinturas mistas que o dividem como a mim mesma divide, paredes que me enjaulam no ego inflado sob o abajur de cúpula fosca e encardida e de luz amarela...



...sob outra luz u rapaz está encolhido, suas vestes de menino, mantém uma arma de brinquedo na mão...



Rapaz:

___ A calma errada me expulsa, a terra foi feita para mim e para você disse a professora hoje em sala de aula, e este momento eu olhei para a minha Eva que tanto tenho sonhado e acordado úmido em minha roupa de dormir que tenho de me trocar para que ninguém perceba ou veja, queria ser eu e ela neste pedaço de paraíso... Ai meu Deus é ela que chega...



Moça:

__É você... Você senta na fila do canto... Mora aqui perto?



Rapaz:

___Ali ó... Pertinho...



Moça:

__Não sabe como me deixa tranqüila, poderemos fazer trabalhos juntos... Eu não gosto de ir muito longe de casa, sabia?



Rapaz:

__Mesmo?



Moça:

__É... Até amanhã...



Rapaz:

__Até... (a luz sobre ela apaga e ele fica só) Uau! Será que este pedaço de paraíso servirá a nós dois? E depois a escuridão veio, algo aconteceu, profundo, senti queimar em mim. Perguntei o que seria, mas era uma necessidade de tê-la, uma falta entende?!



Velho:

__ A solidão me pegava à força. A amargura começou a me atormentar, não conseguia dormir aqueles dias... Parecia ter sua presença em todos os lugares, adorava e sentia medo...



Rapaz:

__Por que me atormenta? Parece fantasma que me laça em seus feitiços de menina mulher, que dias, que noites... Meus lábios querem se deixar acolher em seus braços, minha insegurança é causada pelo vazio que você faz em mim, nem estudo direito, nem me concentro mais... Hoje apanhei de meu pai, é foram as notas, sabe como é né? O boletim estava um tanto colorido demais para o filho dele...



Velho:

__ Um ato, um segundo... É o que precisamos para mudarmos o rumo de tudo, para o certo ou para o errado... (a luz acende e ela ressurge).



Moça:

__ Oi, a que horas faremos o trabalho?



Rapaz:

__As três pode ser?



Moça:

__Pensei que ia direto daqui da escola, já vim preparada para só ir mais tarde para casa... (dá um passo para a boca de cena). Mas tudo bem...



Rapaz:

__Tudo bem, acho que dá sim, é que sabe, minha tia só chega depois... Lá pelas quatro.



Moça:

__Não tem problema algum... (à boca de cena)... Ele não sabe ainda, mas eu estou de olho nele há muito, desde o dia em que vi ele depois da escola a andar pela calçada levando seu cachorrinho, daquele assim tipo lingüiça, eu também queria andar com ele sobre a calçada cheia de mato, ervas daninhas que se agarram entre si até o muro de tijolos úmidos... Ele de bermuda mostrando suas pernas tão brancas, será que todo seu corpo é branquinho assim... Leite, puro leite em mim...



Velho:

__ Se soubesse deveria ter dito não! Sonhar com a lua e as estrelas, o que imaginar se até o mar é inconstante, com sua língua a acariciar a pele da ilha, eu era ilha, tão só. Eu... Este torpor do sono me atinge os olhos que pesam, os braços pesam, as pernas pesam, o mundo sobre ombros tão velhos e já tão frágeis... O vôo colorido e disperso das palavras levadas pelo pensamento... Aquela tortura dos sentidos e eu ali a olhá-la...



Moça:

__Sua casa é tão... Modesta e bonita...



Rapaz:

__ Valeu. Já volto ta?!...



...No escuro...



Moça: (indo atrás)

__ Está trocando de roupa?



Rapaz:

__ Que faz a... Uhm... Que é iss...?



Moça:

__Não fale nada... Deixe-me tocar esta pele branca, esta pele juvenil e tão... Que lindo... Tão inocente...



Rapaz:

__ Por favor me solte... Não. Não é assim que eu sonhei... (sai de samba canção ao palco meio de costas vigiando a coxia e colocando a camiseta)... Eu... Por quê? Meus dedos estavam tão próximos de tocá-la, de senti-la... Sua pele parecia tão macia quanto a pétala da flor... Os lábios quando me beijaram aqui... (toca o peito)... Sua mão quando pegou em mim... (pega em sua virilha)... O sorriso entredentes e aquele olhar que me colocou medo... O que ela pensava?! Meu desespero... Eu tive medo.



Velho:

__ Os olhos não lhe obedeciam...

...Tristes pétalas...

Na tristeza infinita

carrega a mensagem da estrada de melancolia,

de pura poesia que poeta algum escreveu.

Poesia. Melancolia.

Aquele resto de flor não menos morta

nem tudo fugido,

ainda resta um pouco do teu perfume antigo.



...(entram dois vultos e ficam próximos ao velho que demora a vê-los)...



Vulto I:

__ As aflições que agarram os pensamentos tem duas fontes: ou é fruto da vida presente ou é oriunda de outra vida. Consciente ou não é uma memória presente, sentida e que deve ser vivida... Quantos não pressentem?



Vulto II:

__ Acredito que está cansado e não haverá mais fuga, a esperança que reinava está minada, as lágrimas vêem facilmente como quando chorava pelo brinquedo quebrado ou pelos joelhos esfolados depois da queda... Ferimentos reais ou imaginários...



Velho:

__ Vocês de novo? Por quê? Me digam... Venho fugindo de vocês a tanto tempo, porque esta perseguição? O que vocês sabem? O que vocês sabem, pergunto eu? Enquanto estamos aqui ainda poderiam?! Vultos quem são?



Vulto I:

__ Vultos?! Assim trata seus velhos amigos?!



Vulto II:

__Magoou não é mes...?



Vulto I:

__Somos tão vultos quanto possivelmente você, que a gente vem a tentar contatar desde a quanto tempo?! Não sabemos nada de você ou de seus amores, de sua vida, dos seus prazeres carnais ou liberais! Não sei se um dia viremos a saber!



Vulto II:

__ Não somos nada! Assim de tão especial, somos socorristas... Apenas fazemos isso, resgates!



Velho:

__Confusão à vista. Bem sabes que não tive tais prazeres, que nunca foi...



Vulto II:

__Sei... O que aconteceu...



Velho:

__ Ninguém o sabe...



Vulto I:

__ Sabemos... Isso basta! Como e porquê não vêem ao caso. Você não poderia simples assim...



Vulto II:

__ Chegar à velhice sem ter conhecido os prazeres da carne, sem ter tido nenhuma doença aparente nem mesmo um resfriado, apenas solidão...



Velho:

__Nem sempre foi assim...



...Aparece o jovem e a moça...



Moça:

__ Porque fugiu?



Rapaz:

__É que nunca parei um minuto sequer para saber sobre isso, só em meus sonhos e aí você chega e percebe que eu existo, eu achava que ninguém me via...



Moça:

__ Complexo puro...



Rapaz:

__ Não, por favor, você também não... Já basta a escola, em casa, na rua...



Moça:

__ Sério?! Foi mal... Mas vai me ouvir? Prometo...



Rapaz:

__ Não! Pare por aí... Eu não gosto de promessas, é tudo igual e vai acabar que eu ficarei frustrado. Porque a promessa não vai ser cumprida e fica aquele vazio de sempre esperar e não rolou.



Moça:

__ Menino, é assim? Escuta eu nunca... Quero dizer... Não saio todos os dias correndo atrás de um menino como você. Você está fazendo parecer que eu sou uma estup... Aquela coisa... E eu só quis te ver nu com esta tua pele branca como o leite, essas suas pintas... Esses seus lugares...



Rapaz:

__ Que. Que é isso... Você me deixa sem jeito... Eu nunca fui assediado...



Moça: (ri)

__ Asse, o que?



Rapaz:

__ Assediado.



Moça:

__ Você não existe...



Rapaz:

__ Existo sim... Pega aqui ó... (pega a mão dela e põe na própria face) Porque não aconteceu tudo normal como deveria? Porque não saímos para ir ao parque, à praça no domingo, ao cinema, comer alguma coisa na lanchonete...



Moça:

__ Assustei... Acho que te assustei... Você nunca fez?!



Rapaz:

__Fez o que?



Moça:

__Nunca fez... (cochicha no ouvido dele que transmite a reação).



Rapaz:

__Nã...



Moça:

__Nem sozinho?



Rapaz:

__Uhum... (negativamente).



Moça:

__ Virgem?! Eu ainda não peguei um virgem...



Velho:

__ E realmente... Tão virgem quanto um... Ixi não sei... Não sei nada a não ser em meus sonhos... Tudo que tive são memórias, queria voltar para casa...



Vulto II:

__ Então vamos...



Velho:

__ Como poder voltar para casa se a memória está encarcerada em outro mundo. Se há dúvida... E a minha é esta: A qual dos mundos eu pertenço?!



Vulto I:

__Venha conosco e descobrirá tenho certeza... Vive tal qual um fantasma perdido entre os anos, fantasma é de si mesmo...



Velho:

__ Não foi a morte,

foi em meu coração que a saudade invadia forte...

Palpitações de momentos, de recordações...



Moça:

__ Onde vai? Vai me deixar? A casa é sua, quem deve sair sou eu... Eu que tive um sonho que não aconteceu, na verdade eu me prometi e não cumpri... A não ser que venha aos meus braços...



Rapaz:

__Como o sonhos com os homens de Jobim Neto em ‘Virgens à deriva’ ?



Moça:

__Sim assim mesmo... (toma a posição de remadora de barco invisível)... “No meu sonho de amor... Eu vislumbrava um navio, sempre um navio, como aqueles que meu pai possui, para traficar escravos... Eu vislumbrava este navio, que aparecia no meio de uma bruma... e dentro dele apenas homens...

Rapaz:

__Nús?!





Moça:

__Não. Havia apenas homens. Eles não possuíam rosto, eram apenas homens. E por serem apenas homens, sem rosto, eles vinham em minha direção. E me acariciavam...eles me beijavam em todo meu rosto(fecha os olhos, sente o próprio sonho), desciam suas mãos fortes e quentes sobre o meu colo, e levantavam um de meus seios... e beijavam meus seios...( em ‘ seios, o rapaz tira uma luneta de sua roupa e começa a olhar em direção á praia). E eu gemia... Eu gemia! Os impulsos deles eram tão vigorosos que não havia a necessidade de eles estarem nus para eu imaginá-los... e eu imaginava...



Rapaz:

__Imaginava como?



Moça:

__Eu os imaginava devastando meus vestidos, minhas composições, todo o meu substrato, tôo o meu cerne! Eu não possuía mais nome, simplesmente não sabia mais onde eu vinha, eu não queria mais coisa alguma... Você começa a pensar que tudo aquilo que você é tem um sentido... É como se soubéssemos, de antemão, a que viemos...”



Rapaz:

__Eu não consigo saber este meu sentido, não sei a que vim, não sei quem sou...



Moça:

__ Talvez não goste tanto assim, talvez também sonhe com... Homens?!



Vulto I:

__Interessante... Só há um lugar para encontrar respostas...



Velho:

__Sabe?! Quando crescemos aprendemos a esconder os nossos sentimentos, tudo isso já fiz e palavra eu tentei sempre apesar das dores mostrar uma face feliz... Mesmo pequeno tentava parecer um gigante, chorar é coisa assim de fracos dizia meu velho pai...



Vulto II:

__ As lágrimas são importantes a corpo e...



Velho:

__ À espiritualidade também... Isso?! Parece besteira, coisa boba mesmo... Era uma coisa que sempre me deixou embaraçado e constrangido... De repente elas caem como quedas d’água sem cessar...



Vulto I:

__ Trazendo lembranças em recordações... Como fotos. É... Um álbum de fotos com som, não é assim que sente? Os diálogos surgem do nada trazem fatos, momentos, e logo depois vêem as imagens que se montam na mente...



Vulto II:

__Quem não sabe como funciona?



Moça:

__ E então?



Rapaz:

__Não. Não é isso... Tenho sonhado sim... Com você nos últimos dias... Mas...



Moça:

__ Mas?!



Rapaz:

__ Antes sabe?! Eu sonhava com... Não, eles... (sai correndo).



Vulto I:

__ Deveria ter contado a ela sobre nós...



Velho:

__Alguém acreditaria?



Vulto II:

__ Tentasse ao menos, ela não teria pensado coisas de você...



Velho:

__ Essa é boa. Falar que desde a quanto tempo sou perseguido por dois seres vestidos de roxo e negro que me apontam, que tentam me segurar, que me deixam apavorados... Por que nunca falaram comigo?



Vulto I:

__ E por que só agora não fugiu?



Velho:

__ Estou cansado... Sabem?! Quando peguei a velha agenda e dentro dela encontrei esta foto, esta carta e estas pétalas resolvi vir esperá-los, tinha o propósito de não fugir... De encará-los... Passei a vida fugindo e não mais... Olhe...



Vulto II: (apanha o papel e vê a foto e o que está escrito e lê)

___Você partiu... Onde foi... Alguém viu?!

O nosso amor está guardado

Entre as páginas no livro do passado,

eu encontrei nesta noite insone

uma flor amarelada,

símbolo de uma esperança que se guarda,

guardada com carinho no peito antes que se finda,

com um pedaço de vida extinta.

É a flor seca das emoções,

é o cadáver de um sonho mergulhado,

no cemitério das recordações,

... Tristes pétalas...

Como resto de uma juventude que não mais me resta

e ainda dispersa nas lágrimas muita saudade...

Os olhos não lhe obedeciam...

...Tristes pétalas...

Na tristeza infinita

carrega a mensagem da estrada de melancolia,

de pura poesia que poeta algum escreveu.

Poesia. Melancolia.

Aquele resto de flor não menos morta

nem tudo fugido,

ainda resta um pouco do teu perfume antigo.

Não foi a morte,

foi em meu coração que a saudade invadia forte...

Palpitações de momentos, de recordações...

Vulto II: (Recebe o papel do outro e continua).

___Pressenti naquelas pétalas

Que não fugiram.

Percebi que minhas mãos tremiam,

No quarto meio escuro

num belo canto

eu não conseguia conter o meu pranto

E a lágrima ameaçava rolar em minha face triste.

Tão triste...

... Aquelas tristes pétalas...

Parecia tristeza infinita, tristeza sem ter mais fim...

Ao apanhar sua foto amarelada pelo tempo,

doce relíquia que jazia guardada comigo,

entre as páginas de um livro que então segurava nas mãos...

... Um dia no passado e eu te amava,

... e hoje, passado tantos e tantos anos e eu ainda te amo.

Tudo está em minha mente,

eu guardo na foto, na carta e nessas tristes pétalas.

Pétalas melancólicas

de uma flor morta que me fala

de um mundo perdido entre páginas de um livro,

entre as brumas de um passado que não volta mais

... Guardadas aqui ó...

... Eu fiquei, fiquei sem rumo, sem prumo

desde que você partiu...





Velho:

__ Então... Esta é minha última lembrança real? Esta minha dor? Por vezes imagino o carro de meu amigo, entrei escondido depois de ler estas palavras, sai pelas ruas com as lágrimas a me sufocar, queria gritar, queria dizer mais que a tudo e a todos eu queria dizer do meu amor, a velocidade sempre foi minha adrenalina, meu desvio e eu corri para tentar achar uma solução e na verdade deixei alguns a soluçarem por mim, eu me vejo subindo a Serra pelo asfalto tão liso e azulado me vejo virando entrando pelo caminho de São Luís, aquela estrada esburacada e cheia de pedregulhos, vejo o Cristo e passo perto dele, sigo em frente, em frente, ao alto e ao céu... O vazio na barriga perdido no ar dentro do carro, um vôo sem volta e depois o som de ferro torcido, de vidros quebrando e virando, virando, logo caído na ribanceira vi o carro continuar seu trajeto sem controle, rodando e amassando galhos, derrubando árvores e logo vejo vocês dois a virem em minha direção... Eu me assustei e saí correndo... Demorei muito para me recuperar, eu apenas cheguei em casa reuni minhas roupas e fugi, peguei o primeiro ônibus, e mais um e mais outro até chegar nesta cidade e aqui me senti seguro, meus problemas eram apenas meu passado que por mais que forçasse não conseguia lembrar até agora... Isso quer dizer que eu...



Vulto I:

__ Sim... Você...



Velho:

__ Eu tenho de ir então?!



Vulto II:

__ Você já está muito atrasado... (A luz começa a ficar forte, mais e mais)

Velho:

__ Um adeus então?!



Vulto I

__ Não seja bobo... Diga apenas até logo... Ou adeus...



Velho:

__ Ad... (black-out total e barulho de um ônibus saindo de alguma estação, anuncio de saída, o ruído segue com murmurinhos, vento, relâmpagos naquele escuro e música (ao vivo?)).





Música...

__ Por que morrem as flores...



Jogam-se os dados da existência humana

Alegria, tristeza, felicidades e desamores

Saúde, fé, discernimento e temores...

Leis disciplinam a evolução

Estas experiências e cada um com seu quinhão...

Da reencarnação somos alunos

Em aprendizado constante e específico...

Ou vão artifício

Desvendo meu destino

Sei alguns porquês

Me perco em outros

E fujo de medo por não me entender...

Suicidas nas frustrações

neste mergulho de vida sem orações

Na fuga de seus delírios,

fugindo para tentar procurar alívio

Crianças perdidas

Nas ruas, nos sabores do vento

Não sou sol, nem lua, nem sombra ou luz

Gestos tresloucados...

Passo a minha saliva em meus machucados...

São imagens em abstratos

Imagens insanas de um ou mais pecados

Sintonia de saudade,

Que um dia reencontrarei...

Será que vim de algum lugar

E que a ele voltarei?!





























Fim?!



































Ficha técnica:



Velho:

Moça:

Rapaz:

Vulto I:

Vulto II:

Músicos: (se for ao vivo as sonoplastias).







... Em momento há uma pequena colagem da peça ‘Virgens à Deriva’ de Ruy Jobim Neto (apenas como lembrança do amigo e uma simples homenagem...).

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