domingo, 28 de março de 2010

Quilombo São José da Serra

sábado, 27 de março de 2010

Abre-te sésamo.

Abre-te sésamo.




Por Abilio Machado, 100600848, 1º Psicologia.

História da Filosofia. Profº José Neivaldo.





Platão, adepto de Sócrates, em seu clássico ‘ A República ‘, apresenta em conto simples toda a complexidade do novo mundo, neste livro 8 somos levados a analisar além de nós mesmos, nosso constante desenvolvimento, nossas lutas diárias para superar os obstáculos existentes nos processos da mudança quando nos vemos frente a outra verdade, a vista, fundamentada, tocada e experimentada.

Mesmo escrita a tanto, cerca de dois mil e quinhentos anos, ainda constitui num exemplo da perseverança e de mudança. Mesmo nos dias de hoje percorremos a mesma trajetória do prisioneiro que conseguiu se libertar e enxergar ou absorver novos conhecimentos ao sairmos de nossas ‘ cavernas ‘ e também de mesma forma ao retornarmos devemos estar cientes que enfrentaremos resistências sobre o que lhes oferecemos, pois há comportamentos conservadores que ainda preferem as sombras do que nova realidade.

Como numa paráfrase a ‘Aladim e sua alâmpada ou Ali Baba e os quarenta ladrões’ vivemos perdidos no deserto em total pobreza, fome e sede a procura de alento. Somos perseguidores de sonhos ou descobridores de tesouros, e a palavra mágica poderia ser ‘verdade’ e com ela abrirmos outros recantos secretos repletos de riqueza, pois incontestavelmente nossos dias são progressos e sabemos disso ao reconhecermos o caminho que percorremos e de nossa reflexão como agentes de mudanças e de partilha a encorajar a outros a também seguir além das sombras.

O Mestre da Vida ou Sócrates ao proferir seu célebre adágio ‘ Sei que nada sei ‘ nos diz que reconhecer a ignorância é o princípio da sabedoria, que isto é um aviso ao constante aperfeiçoamento, é o que nos impulsiona a querer saber mais e, sobretudo partilhar apesar das dificuldades, das resistências, devemos nos manter firme em busca pela evolução, a busca de novas verdades que são nossos tesouros no deserto, sem esquecermos, claro, que devemos partilhar desta luz ou distribuir estes bens e assim causarmos a verdadeira distribuição de renda ‘o estranhamento’, e deste virá a incerteza que lhes darão questionamentos, e destes virá a necessidade de buscar as respostas cada vez mais.

Tal como o conto de Aladim ou como a Ali, andamos a procura pelo deserto de uma ‘palavra’ que abra novas fronteiras, que nos oportunize o aprender e quissá contribuir ao benefício de outros.









“A maior de todas as ignorâncias é rejeitar

uma coisa sobre a qual você nada sabe.”

H. Jackson Brown

Meu prazer: a arte!

Meu prazer: a arte!




Por Poetha, Abilio Machado.



Mais que trabalho, mais que uma aparição, fazer arte é uma doação tão completa que por vezes me satisfaz mais que o sexo, é o ato cabal de postar-me em devaneios solitários ou acompanhado.

Fazer arte é estar em complacência com o universo, um mundo mágico onde o tudo é tão perfeito que os pequenos erros n dramaturgia acabam a fazer parte do espetáculo, é um responder incondicional à própria alma, é sofrer na personagem e pela personagem, chorar em seus declínios e felicidades, rir de pequeníssimos poréns que acultuam-se vorazmente o belo, amar e debruçar-se pela vida numa plástica corporal e lingüística, e estes movimentos naiscidos não são apenas impressões sobre uma materialidade casual.

É um estudo de referências, buscados laços mínimos que unam o ator e a personagem em impressões que ficam subentendidas com reflexões de cada cena, cada palavra de um texto que tenha algo a dizer e não um besteirol barato ou banalizado com um propósito único de divertir e nada somar à vida do ator ou ao público que ansioso por algo bate à porta do teatro e abre a carteira em frente ao bilheteiro.

Fazer arte exige uma elaboração mental, num sentido mais amplo, deixa de ser interno, pessoal e ganha outras vidas neste meio, na relação que o ‘eu’ ator estabelece através desta vivência ímpar anteriores ao trabalho e no seu depois.

Quando nos expressamos é implícito nosso desenvolvimento intelectual, emocional e perceptivo que por tema ou contexto torna-se universal, uma linguagem sem barreiras e sem fronteiras, e mais que ao usurpá-lo como experiência é único e verdadeiro a cada um.

Construir algo do novo e inserido a um contexto cultural com informações de desenvolvimento seja moral, ético ou intelectual. Seja histórico, comportamental ou de costumes, fará-se-á uma observação de euforia lógica de estar prestando serviço a si e a outros, começando por pequenas nuances de mudanças através da pesquisa pessoal na realização do trabalho que avança e deixa de ser mero e casual par ser algo inflamado de vontade e verdades.

Criar este esqueleto estético é a maneira significativa de construção, mas não em só imaginar o produto final, é todo o processo acompanhado, deixando de ser restrito a um mínimo de entendimento e globalizando a própria linguagem, elaborando um ritmo de absorção de conhecimento e como capim seco ateado em chamas deixá-los queimar nesta voracidade de presentear a natureza mesmo que ignorante de seu trabalho o açoite das vozes.

Os meus pesadelos...

Os meus pesadelos...




Me vejo descalço a correr pelos corredores isolados,

paredes brancas como a luz naquele fim que na luminescência não existe,

só ando, só corro,

arrepios cantam minha pele

e a imagem que persegue

quem persegue

quem vem

quem vai

quem fui

quem sou

as perguntas são pregos nas janelas lacradas

minha vontade é gritar

a voz não sai

só ar sem ar

meu cansaço chega

nunca é noite chegada

sempre é ela já ida

e eu descalço a correr por corredores isolados

paredes brancas como o branco de teus olhos que não existem

só a paisagem

só um retrato

imagem insana

que me corta a pele como navalha

que sangra

que bebe

que sacia

que me invade

as respostas são marteladas em constantes sons

minha vontade é fugir

por isso corro

o controle

o choro

a angustia

é o chicote que dilacera meus passos tão cansados

tão desajeitados

neste corredor de paredes brancas

tão brancas como seu lençol

naquela noite em que me deitei

e você se foi...