sábado, 27 de março de 2010

Meu prazer: a arte!

Meu prazer: a arte!




Por Poetha, Abilio Machado.



Mais que trabalho, mais que uma aparição, fazer arte é uma doação tão completa que por vezes me satisfaz mais que o sexo, é o ato cabal de postar-me em devaneios solitários ou acompanhado.

Fazer arte é estar em complacência com o universo, um mundo mágico onde o tudo é tão perfeito que os pequenos erros n dramaturgia acabam a fazer parte do espetáculo, é um responder incondicional à própria alma, é sofrer na personagem e pela personagem, chorar em seus declínios e felicidades, rir de pequeníssimos poréns que acultuam-se vorazmente o belo, amar e debruçar-se pela vida numa plástica corporal e lingüística, e estes movimentos naiscidos não são apenas impressões sobre uma materialidade casual.

É um estudo de referências, buscados laços mínimos que unam o ator e a personagem em impressões que ficam subentendidas com reflexões de cada cena, cada palavra de um texto que tenha algo a dizer e não um besteirol barato ou banalizado com um propósito único de divertir e nada somar à vida do ator ou ao público que ansioso por algo bate à porta do teatro e abre a carteira em frente ao bilheteiro.

Fazer arte exige uma elaboração mental, num sentido mais amplo, deixa de ser interno, pessoal e ganha outras vidas neste meio, na relação que o ‘eu’ ator estabelece através desta vivência ímpar anteriores ao trabalho e no seu depois.

Quando nos expressamos é implícito nosso desenvolvimento intelectual, emocional e perceptivo que por tema ou contexto torna-se universal, uma linguagem sem barreiras e sem fronteiras, e mais que ao usurpá-lo como experiência é único e verdadeiro a cada um.

Construir algo do novo e inserido a um contexto cultural com informações de desenvolvimento seja moral, ético ou intelectual. Seja histórico, comportamental ou de costumes, fará-se-á uma observação de euforia lógica de estar prestando serviço a si e a outros, começando por pequenas nuances de mudanças através da pesquisa pessoal na realização do trabalho que avança e deixa de ser mero e casual par ser algo inflamado de vontade e verdades.

Criar este esqueleto estético é a maneira significativa de construção, mas não em só imaginar o produto final, é todo o processo acompanhado, deixando de ser restrito a um mínimo de entendimento e globalizando a própria linguagem, elaborando um ritmo de absorção de conhecimento e como capim seco ateado em chamas deixá-los queimar nesta voracidade de presentear a natureza mesmo que ignorante de seu trabalho o açoite das vozes.

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