quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Poetha na Praça...




Poetha, em foto tirada por uma peuerrucha de 06 anos, em pleno sabadão com sua tralha expondo na Praça é do artista.








Aqui as telas com os motivos de marinas, todos feitos na espátula e acrílica.

Eis o retrato do conjunto, levei poucas peças, mas de ótima qualidade, tenho que levar material e pintar na hora,vai dar mais glamour à minha arte...


Aqui as paisagens, na espátula e acrílica e também em óleo, estas tem técnica mista com a aerografia na criação de mundos...
Aqui minha pequena, adora estar junto, me ajudou até a pintar a cozinha na semana passada...
diz ela que é minha colega de artes... e olha que tem jeito, eihm...

Artesanato é na praça!

Aqui está outra perseverante do artesanato, também do Projeto a Paraça é do Artista, seus trabalhos consistem em pinturas em madeira mas precisamente em MDF, tem para todos os gostos, para todas as utilidades...


Portas-treco, identificadores, portas-jóia, maquilagem, pequenas peças, guarde o que quiser desde que seja com e em peça da da minha amiga...

O maridão sempre está lá, parceiro inseparável e que pega no pesado artístico também... 

Lembranças de times de futebol está em alta, portas-chave com vários escudos, selá é só pedir que aceita-se encomendas...

não cabem mais na barraca, uma estante ao lado foi colocada para expor as peças...
visite-nos quartas e sábados das 09 horas às 16 horas...

Adelino Longo

Este é Longo, Adelino, artista plástico que persevera levando seus quadros para a praça, mostra sua arte, tem orgulho pelo que faz...

Alguns de seus trabalhos...

Este tem uma mão especial, uma espiritualidade, mefez refletir, é um caminho que está seguindo e quando se aproxima de uma figura que lembra o Mestre, simplesmente se desvia, um simbolismo gnóstico.

Este eu disse a ele que poderia se chamr de casas da vila, parecem as casas das vilas do pé da serra, tipo assim vila praiana...
Novamente caminhos, Longo parece procurar ou indicar estes rumos

Cantata de Natal dos Meninos Cantores de Nova Friburgo






sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Manifesto Anti-inclusão





Manifesto Anti-Inclusão parte_1



A Inclusão propõe hierarquia de capacidades.

A Inclusão é incapaz de ver e enxergar.

A Inclusão é incapaz de ouvir e escutar.

A Inclusão é simplesmente incapaz.

A Inclusão pressupõe passividade.

A Inclusão não interage.

A inclusão causa pena

A inclusão é unilateral

A inclusão exclui

A inclusão isola



Manifesto Anti-Inclusão parte_2

colaboração de Lenira Rengel



Arte é conhecimento

Arte é habilidade

Arte é construção

Arte é diálogo

Arte é investigação

Arte é Ação

Arte é troca

Arte é liberdade

Arte é criação

Arte é expressão

Arte tem de toda pessoa

A inclusão quer te normatizar

A inclusão quer te excepcionalizar

A inclusão quer te paralizar

A inclusão quer te desconsiderar

A inclusão quer te desincorporar

A inclusão quer te ignorar

A inclusão quer te especificar

A inclusão quer te deixar só!



Arte e Inclusão estão na contra mão!

O significado das palavras vão além de sua semântica

Trazem em seu traçado gráfico e sonoro pesos e levezas históricas e arraigadas às mais diversas sociopoliticoculturais

O que quero propor aqui é que R-E-P-E-N-S-E-M-O-S

Sobre o significado e a significância que carregam as palavras Arte e Inclusão ou Arte Inclusiva.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Centro Médico Hospitalar de Campo Largo #INTERDITADO, PODE?!

 Parte do Centro Médico foi Interditado por motivos de prevenir novas contaminações, A Ala de Pediatria, Lavanderia...
E enquanto isso tudo adormece em sinos de Belém... Ou melhor em chácaras e sobrados praianos...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Hoje teve show na praça...


Pois é meus amigos, quem foi se divertiu, pelo menos eu e minhas meninas tentamos levar além de quatro história maravlhosas de natal, oito músicas bem reflexivas com a tecnosonoplastia de Nicolle Taner e uma surpresa: a pequena Alexia fazendo sua segunda performance efetiva na cia.

A primeira foi em Sandália Amarela Remendada com prego e agora em Os Clowns Também Merecem o Céu!

As crianças se divertiram, participaram, a interatividade foi boa de mais.

Fiquei tão extasiado com tudo.
Quem bateu umas fotinha por favor envia aí que eu não levei ninguém para fazer o registro que ficou da hora..


Depois foi a vez dos Pequenos Cantores do Senhor Bom Jesus, com o Maestro Gilmar e a Regente Thalita que nos presentearam com seu coral, músicas alegres, musicas festivas, músicas divinais.. Além de uma coreografia bíblica redondinha, com a presença de um papai noel no esquema...

E eu assisti tudinho sentado no banquinho da melhor vendedora de pipoca da cidade, a grande Maria, minha amiga de muitos anos que com sua família de pipoqueiros se firmaram em vários pontos da praça...

Vejam algumas fotos:



Quem foi foi, quem não foi até a próxima...

Um agradecimento ao Departamento de cultura pelo convite, e me convidem mais vezes, adoro me divertir!

Dia Universal do Palhaço 10 de dezembro


                                             Raquel Gonçalves em seu momento palhacinha

Dia Universal do Palhaço


Dia 10 de dezembro

É Arte o Fazer Rir?!


Quantas brincadeiras observamos destes meninos homens e mulheres que com suas pilhações fazem o divertir de todas as idades. Eu adoro quando sou palhaço, quando estou palhaço, mesmo confesso que tenho meod profundo de não agradar, de não conseguir o respaldo do publico que assiste.

O uso ou não de palavras transbordam, sou o brincalhão, não curto muito a linha do besteirol, palhaço não precisa disso, de falar besteira e nem tampouco ser truculento... O dicionário de língua portuguesa define o palhaço de maneira sublime.



Quem já foi a um circo ou teve a oportunidade de assistir às brincadeiras desse artista numa praça ou na TV, sabe bem que essa simples definição não consegue transmitir toda a magia e a alegria que o palhaço proporciona.

E é no dia 10 de dezembro comemora-se o dia universal do palhaço.

Nas minhas roupas coloridas e descombinadas, seu sapato de pantufa, um nariz vermelho e minha cara pintada, muitas vezes não preciso sequer abrira boca para provocar o riso.Uma ameaça de brincadeira que são geralmente à base de mímicas, com trapalhadas, piruetas, tombos e pulos que animam a criança dentro do outro. Crianças são as que mais se divertem com as brincadeiras deste sonhador, ficam ali estáticas, e embarcam junto nas fantasias e sorriem, esta semana no hospital nem mesmo estava maquiado, carregava as coisa de palhaço num saco amarelo mas na mão carregava um martelão de plástico e observando as carinhas ao passar eplos corredores daquelas filas quase intermináveis, eu parava fazia uma ameaças e tumb, batia nelas com o martelão e naqueles olhos entristecidos vinham o sorriso e o grito:

Ai, mãe olha aqui... um palhaço diferente!


Claro que eu quando era pequeno também me assustava com facilidade, fiquei assim como uns traumas de palhaço, principalmente com medo que roubassem minhas irmãs, afinal palhaço o que é? Ladrão de mulhé!

O paradoxo é que as mesas roupas de cores absurdas e a cara pintada fora a época dos cara pintadas causam um treco chamado coulrofobia, ou seja fobia de palhaço, fobia de mim, de mim mesmo...

__oh! Vida cruel. uel,uel,uel,uel,uel...



Para isso os psicologos e os palhaços pedem a ajuda dos pais que colaborem já nos primeiros sintomas de que a informação seja dada de que o palhaço é um artista, um artista do riso, e da alma.Eis alguns palhaços que fizeram história:

O palhaço Bozo é, sem dúvida, o primeiro nome que vem à cabeça de qualquer pessoa com mais de 20 anos de idade. Bozo foi um personagem criado em 1946 nos Estados Unidos por Alan Livingston, que fez um sucesso estrondoso em todo o mundo durante décadas. O sucesso foi tanto que um sistema de franquias foi criado para quem quisesse explorar o nome e o formato do programa de TV do palhaço norte-americano. No Brasil, Bozo era interpretado pelo comediante Wandeko Pipoca que conduzia um programa infantil regado a brincadeiras, músicas, sorteios, desenhos e encenações de personagens como a Vovó Mafalda, Bozolina e o professor Salci.

George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha, deu início à sua carreira aos cinco anos de idade no circo da família sem saber que mais tarde se tornaria o palhaço mais popular brasileiro. Carequinha foi o primeiro artista circense fez sucesso na TV, seu programa foi pioneiro com o formato de atração infantil de auditório, no qual ele agitava a criançada com o bordão "tá certo ou não tá?". O sucesso de Carequinha foi tanto que fez com que ele gravasse 26 discos ao longo de sua carreira e participasse de diversos filmes. As músicas que mais se destacaram e que até hoje são conhecidas pelas crianças foram: "Sapo Cururu", "Marcha Soldado", "Escravos de Jó" e o "O Bom Menino". Carequinha faleceu aos 90 anos de idade em 5 de abril de 2006.



Existiram também os palhaços sem pintura característica, mas que não ficaram atrás no quesito gargalhadas:

O grupo Trapalhões, que fez sucesso na TV e no cinema, arrancou inúmeros sorrisos de crianças e adultos que assistiam as palhaçadas de Didi Mocó, Mussum, Dedé Santana e Zacarias. O programa dos Trapalhões era estruturado em várias esquetes que representavam situações cômicas em que os protagonistas apostavam algo entre si ou pregavam peças uns nos outros, onde o ator escada era tão visível quanto o protagonista.

Como imortalizado na múisca Sonhos de palhaço de Antonio Marcos:

Ah a via sempre foi, um circo sem igual, onde a farsa do palahço é natural...

Ser palhaço é ser feliz!
                            A Alexia com sua roupa de 'Lola, a cachorrinha feliz'... E Raquel na pose... ui!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eu?! Era um ser desigual...


Eu?! Era um ser desigual...




Sonhava tanto com sonhos

Me via assim quase um estranho de mim

Eu era um ser desigual

Um tanto fora do normal.

Gosto da noite, do entardecer

A magia que me acolhe é luz de simplesmente ser...



Escrevo à noite, começo à tarde

Me desembaraço

Minha mente flutua

Meus dedos contam as teclas

E logo me vejo mais uma poesia

Ou mesmo uma história...



Hoje nesta noite não haverá lua cheia

A chuva desce pelo telhado

Pela goteira na minha sala

Os barulhos dos gotejões são marteladas úmidas

E minha mente voa



Nas palavras sou outro mundo

Sou verbetes, frases

Sou afirmações e sou anseios

Sou sonhos não vividos

Sou uma base real com um tudo ficção...



Me perco quando ultrapasso os sentidos

Me vejo sentido o cheiro

O resultado de tamanha concentração

Meu corpo responde aquilo

Como se você estivesse aqui

A pegar a minha mão...



Assim sei que esta solidão de escritor

É tão passageira quanto um breve instante

Que me basta no medo de mim mesmo

Correr ao quarto e sob o edredom

Me deixar ser todo teu...

Como homem e como mulher

Um ao outro realizando desejos e...

Oferecendo prazer!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sacrifissosoçiar...








O casal andava meio apressado, José carregava um remelento moleque ao colo e Maria puxava uma menina de cabeleira desengonçada e vestidinho maltrapilho e na barriga levava seu mais próximo rebento...

Era quinta-feira, dia santo, véspera da sexta tão discutida e tão representada, e a família andava, da sua remota tapera até o posto de saúde mais próximo, a mulher reclamava...

___Zé, não guento mais nenhum passo, oia que já ta chegano. -dizia ela passando a mão no suor que escorria pela face sofrida e envelhecida, e olha que nem tinha passado dos trinta.

___Calma minha muié. Que já tamo chegano, é logo ali depois do forquiadão.

As crianças também reclamando da fome e do cansaço, por que tinham de morar tão longe, e não bem pertinho, como os primos que moravam na cidade grande, afinal Campo Largo era quase capital.

O posto foi avistado, até diminuíram os passos, agora era só mais alguns metros. Descobrindo que estava fechado, véspera de feriado cristão, com um cartaz escrito a pincel atômico azul em pedaço de embrulho da venda do seu Juvenal...

___E agora inté a venda ta fechada... Vamô tenta liga pelo orelhão...

___Ixi, pai num dá oia aqui oh. Todo esbagaçado o coitado. -disse a menininha segurando o fone arrebentado à mão.

___Vamô até a Dona Cidinha, quem sabe uma luiz bateu na veia e hoje ela ta incasa e assim ligamo e pedimo ajuda, num é?- disse o homem que andava já arcado pelo peso da vida que levava no corpo e na alma o moço da vida apanhado.

Acharam melhor cortar caminho pelo matão, mesmo correndo o risco de ser escorraçado por algum catetão endiabrado ou algum touro desgarrado. Ele vez ou outra parava para esperar a mulher que vinha entre seus gemidos... Ao passarem pelo pasto a chuva os alcança e rápidos entram na pequena estrebaria onde uma vaca magra e um boi minguado quase em seus últimos dias, estava sendo guardado para o Natal onde ficaria umas boas horas sobre uma fogueira para a família inteira lhe agradecer pelos anos de trabalho puxando o carro pesado de madeira ou a roda do moinho do farelo triturado de milho na troca pelo feijão.

A chuva crescia, os chuviscos iluminavam a encosta, a escuridão tomava conta da tarde...

___Muié ieu vô atrais de ajuda...

___Não meu veio não vá, fica cumigo qui mi dá força...

___Envio uma das cria intão?!

___Não! Ninhuma sai di perto di minhas asa, ninhuma ta intindendu?

___Vamô vê o qui fazemô intão? Arrumá um lugá e você discansa e num faiz força qui é pra esta criatura num vim já e isperá só mais uno poquetim... – tentava falar com voz suave e matreira o homem para que a mulher ficasse calma e não sentisse o medo que lhe tomava conta.

___ Ah, si num fosse você meu hómi. Já feiz tantu pur mim... Mi deu uma famía e eu gradeço sempre porela... Mas num to guentano, já vô pari... O pobre já nasce, vê se enrola ele naqueles pano qui eu truxe naquela sacola ali do mercadinho.

___ Crianças vão oia os animar ali inquantu seu irmâzinho se achega...

As crianças vão à beira do armado, chamado de paió... A chuva dava uma certa nostalgia na vida até mesmo daquelas duas crianças que agora sentiam um pouco daquela chegada entardecida...

A menina pensava e agora o que seria deles, mais um pra dividir a comida, mais um pra dividir as roupas, mais um que iria tomar a sua esteira até o pai fazer uma outra com imbira e costaneira...

O menino pensava o quanto seria bom ter mais um menino, lembrava que já estava na hora de ter alguém para dividir as tarefas da roça, de levá a marmita, a lima para afiar as ferramentas, ou ficar feito doido atrás das galinhas para que pelo menos a farinha tivesse um gosto diferente.

De vez em quando olhavam, a mãe agarrando o capim e a palha de milho, as suas caretas, o pai acocorado e gritando:

___Ah que vida de desgraçado! Um posto fechado e nem é feriado, somo um bando de excluído nesta vida desleixado...

___Não maldiga nossa vida meu amado querido.

___ Como não minha muié quase parindo? Olha que já vejo a cabeça toda cabeluda apontano, faz mais força que ele vem di veiz...

___Não maldiga pramode eles num intendi o qui fazem, eles num sabim qui dia vai vim qui terão de pagá essas conta... O nosso sinhor vai cobra deles i nóis temo qui agüenta... Ahhh, qui alivio deve ser que saiu tudo di mim... Nasceu num nasceu?

___É minha muié nasceu, mais algo está fora do jeito...

___Dá uns tapa pramode chorá...

___Mas veja só... Nem mesmo dianta espancá...Tão mirrado qui vê só...

A mãe olha o rebento, segura o choro qui vem e diz ao homem que assiste a tudo, que traga o pano que aquele menininho pequeno vai ficar bem quentinho quem sabe ele junte forças e dali um pouco consiga chorar... Enrolam com todo cuidado a pequenina criaturinha e ao seu lado é colocado para tentar si isquentar, os filhos agora vêm e querem ver o menino e o pai manda esperar... Ficam ali na frente a contar alguns causos,o pai tentando afugentar a fome dos maiores com um pão seco que estava na sacola e uma fogueira foi acesa par esquentar o torresmo guardado na banha, o café trazido na lata já preta que segundo a muié era a sua melhor panela... Vez em quando ele ia dava uma chacoalhada na mulher para ver como ela estava, dormia de um jeito engraçado o novinho com a boca agarrado no seio murchado.

Das primeiras vezes que ele mexeu ela deu umas resmungadas... Mas desta vez ela não se mexia e ele achou que estava assim por que estava cansada... Saiu pelo mato e voltou logo com uma galinha embaixo do braço ia fazer para a janta um caldo de galinha não muito gorda e depois daria outra para a Dona Cidinha por que aquilo tinha mais urgência.

Usou um grande espeto e pedaços das costaneiras que dividiam o recinto, as crianças dormiam encolhidas ao lado da mãe sobre o arrumado... Ele ficou velando a noite toda e nada, nem um pio da velha e nem do minguado... Os maiores comeram e caíram no sono cansados e ela que não acordava...

De manhã bem cedo acordaram em pavorosa era o Janim que vinha pra dá comida pros bichos, sabendo do caso saiu em correria de volta pra casa grande, ele voltou todo sorriso que a Dona Cidinha já tinha chamado um carro só ia demorar um pouco que a ambulância estava na vigília na Igreja com o Seu Chico...

___Mais Seu Chico disse qui assim qui acabá sua ora de rezação ele vem i leva voceis tudo pra cidade e pro hospitá... Vejo qui já si arranjaro cum cuzido sustancioso qui só.

Quando foi à tardinha conseguiram carregar a mulher e o nascido dentro da ambulância e mais hora e meia até a maternidade da cidade dali do lugar.

A enfermeira veio toda correndo, pois a novela das seis já ia começar e nenhum capitulo podia perder naquela semana, pois o personagem ia dar o primeiro beijo na mocinha, escondido do pai que é o senhorzinho manda-chuva da cidade como é o formato de todas as novelas do horário na Globo.

Deu uma olhada bem rápida, sem olhar o pai mandou que fosse preencher a papelada, olhou com nojo a mulher ensangüentada, pensou na hora na novela e no jaleco novo, manobrou a maca barulhenta da ambulância do interior lá para dentro, mexeu na mulher que nem gemido deu, alguém já tinha carregado a criança e já estava já lá na porta com uma cara de triste, daquelas caras de quem ainda não tinha comido...

___Vamos ter uns problemas e papelada pra preencher, a criança parida já foi com os anjos para os braços de Nosso Senhor.

___Ah, que hora maldita, foi isso acontecer bem na hora da minha novela preferida. Vamos levar esta e dar-lhe socorro, quem sabe ainda dá tempo de pegar nem que seja o final?!...

___Você tem de olhar bem pra ela, ela também há horas deve ter ido, acho que morreu antes mesmo de chegar...

___Tinha de morrer justo nesta hora?! Podia esperar para morrer no outro plantão e dar trabalho pras outras que vêm de um feriado e descansadas. Mas que vida é esta de pobre que só atrapalha, até no fim da vida só servem para nos dar trabalho!

Lá na recepção o jovem velho tremia para assinar com o dedo os papéis que lhe ofereciam, a moça lhe explicava enquanto lhe sujava o dedo de tinta , que uma folha era do parto coisa que ele não entendia, pois a sua mulher tinha parido nos meio dos bichos ainda no meio do mato. A outra folha era de internamento e a outra de liberação dos corpos, ‘e que diacho seria isso de liberação?’ ‘seria o que isso?’, ele se perguntava...

Pouco tempo depois o sino da Igreja badalavam as seis horas da morte de Jesus Cristo, a moça da recepção fez o sinal da cruz e ele e as crianças imitaram olhando lá para fora de mais um dia de Deus...

Em algum lugar alguns atores encenavam o sacrifício do homem que abalou uma sociedade no passado, e ali acontecia uma cena natural... Ao saber da morte da mulher e do filho José entendendo o porquê da tal liberação dos corpos, falou a Deus baixinho: ___ Seria a morte deies um sacrifísso tamém?!

___Meu senhor qual nome coloco na criança?

___ O nome di minha muié é Maria. Maria du sofrimento e cumo hoje é sexta-fera santa coloca o nome dele de Jesus...

___ Como? Isso é uma afronta... Uma afronta a tudo que é mais sagrado...

___ Nénão dona, Jesus num morreu pur sacrifisso di tudo o mundo?! Intão o meu fio é mais um sacrifisso sociar que representa o povo menos favorecido di nosso país, vai vê si os hómi qui tão na política as sua muier tiveram os fio no macadame, na luiz de lamparina de gordura e pariram no meio dos animar?! O meu fio dona é sim mais um sacrifisso sociar!

A moça recebeu a pancada, algo dentro dela se quebrou, o mesmo aconteceu na enfermeira que vinha correndo trazer as últimas notícias da novela, pois o moço havia declarado que tinha outra noiva na outra cidade onde tinha ido para estudar. Perdia-se agora na cena do jovem e já velho abraçando os filhos que restaram e os três ali choravam a perda da mãe, da esposa, do filho e do irmão.
Enquanto no noticiário informavam que mais um desvio de verba da saúde era descoberto no Congresso Nacional.

sábado, 3 de dezembro de 2011

CONFERÊNCIA DA CULTURA DE CAMPO LARGO

Então amigos iniciou neste dia 02 às 19h30min,
onde foi a hora e a vez dos políticos de plantão
anunciarem o quanto aguardavam pela conferência
e suas dinâmicas, sei como das vezes anteriores
que quem discursa e sobe na mesa não vai no outro dia,
mas eu como artista preciso que você compareça e participe:
A programação começa às 8h deste sábado
onde haverá as inscrições dos delegados e distribuição de materiais,
com diretito a votação, apresentação de propostas,
moções e comissão de eleição para o Conselho Municipal de Cultura...

Peraí no ano que passou já foi feito um conselho provisório que nem mesmo assumiu ou tomou posse...
Ficou parecendo que não gostaram da equipe que foi eleita: eu, professor Theo, Ana Paula, Ramón e a esposa do Bob...
Viu a necessidade de você participar? é para que isso não aconteça...
Venha escolha um eixo para atar e manifeste-se:


 Passei na hora do almoço e aproveitei para ver como estava a arrumação... Encontrei Margarete sempre na correria...


 Uma grande tenda foi armada ao lad do Museu, com Margarte a Rozeli... Ambas correndinho para almoçar e voltar terminar os preparativos...


Um palco de madeira, provavelmente onde ficariam os discursantes...
mas dei a volta completa pela barraca gigantesca pois não entedia os comentários as pesoas sobre o que haveria ali: é reunião do prefeito... vai ter showmício... acho que uma daquelas dupra... trabalho co'as iscola...
Pois é não havia nenhuma identificação.
A população precisa saber o que esta acontendo e não saber o que aconteceu...
pois aí ela já não vai mais poder participar, não é mesmo?
Pela manhã estarei lá!
Se eu estiver bem,
a prova de Desenvolvimento II estava não muito fácil...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Olha aí amanhã é dia de CONFERÊNCIA DA CULTURA DE CAMPO LARGO



É chegou o dia da Conferência que discutirá a Cultura de nossa cidade...
E você conseguiu descobrir a que eixo pertence?
sabe quais são as diretrizes? sabe onde foram as pré-conferências?
Sabe o qual é o discurso atual sobre a Cultura?
Se você é um fazedor de artes ou seja um representante da manifestação da Cultura sabe onde você se encaixa em tudo isso?
Você sabe que tudo isso é para dividir os valores que seriam ao artista, pois antes ele não tinha acesso às verbas e agora muitos querem colocar as mãos neste novo quinhão?
Eu se fosse você participaria... Para conhecer, saber mais, participar, ter decisão, e ver o que acontece de perto... Quem? quando?onde?
http://rumosconferenciadecultura.blogspot.com/p/pre-conferencias.html
eu joguei meus dados...