domingo, 24 de abril de 2011

Os ratos

Os ratos






Seres obscuros...

Aparecem bem vestidos

Belos casacos e gravatas, em alinho.

Andam furtivos entre o real

Surreal conivência à indecência

Ali nos remendos da rampa, o ninho

São desmedidos na própria lei

Afagos ambíguos entre o que é e a oposição

Apanham migalhas em favores

Avançam aos restos sociais

Que viram milhões em ações

Agora em ONGs arrecadantes de mais um tostão

Feras com rabos longos

Atingem a colônia submissa

Do interior ingênuo e oco

Como queijo antigo a banquetear

A ratoeira do poder

se vê à mostra em cartão postal

Tem dois dedos finos apontados para o céu

A clamar por mais tempo no planalto central

Nas suas tocas a infestação

Um prato aberto:

É para a coleta dos zeros das taxas,

Impostos absurdos,

Qual será a próxima corrupção?!

E o outro prato tombado

Na sua ânsia em acobertar

Os vorazes seres

Roedores implacáveis da nação.



video

Um comentário:

  1. Cem por cento verdade meu caro Abilio, e, nós ratos sem casta assistimos indignados e loucos por uma fatia, pra dizer em rede nacional que o problema esta na genética e em quatro aninhos não tem como por ordem na “casa”,
    *
    É por ai... votem em mim, kkkkkkk inté.

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