domingo, 24 de abril de 2011

Os todos os dias d’um motorista e d’um passageiro infeliz.

Os todos os dias d’um motorista e d’um passageiro infeliz.




Onde estaria a fiscalização da possível aventura?

Nos companheiros de prosa que teimam em palavrear o dia de ontem ou o dia que foi?

Os olhos do retrovisor às bundas que passam, olhos desatentos às linhas que passam sob os passos emborrachados, recapados e o papo que vai e que vem, mesmo que ali sobre o vidro-parabrisa tenha um adesivo onde a primeira frase é “ proibido conversar com o motorista”, mas dias de futebol é lástima, dias de sol com mini-saia então que sofrível, nem mesmo o quarto degrau que é o meio-fio é respeitado, param em meio à rua sem importar-se que a altura do último degrau vá derrubar, quebrar ou constranger.

E o céu se abriu, em gotas despencaram, brilhos umidecidos de uma vã infelicidade, seja qual for a capa de chuva é luva calçada, pois a cada comentário tudo é culpa da empresa, até eu mesmo por vezes acredito, agora dizem que param no meio da rua por que os motoristas ao tentarem encostar nos pontos de ônibus queimam os pneus e a empresa desaprova.

E lá vamos nós pobres passageiros, todos que se empurram num esbarra daqui e num empurra pra lá, são atrasos que vadiam e antecipações que enraivecem, agora me dizem outro dia palavras no fundo do busão anunciando uma ISO de qualidade, mas qualidade para quem? Diz-me, please: Quem?

Uma luz intacta do intelecto, seleto, galáctico ruiu de forma e deformado ponderou sobre o pó espanado em macropósito de vértices de um universo contido em uma assinatura que os cidadão comuns não foram ouvidos se o queriam, um trem chamado ‘monopólio’.

Ainda ouvi que teve uns gatos pingados que no primeiro dia, aquele da tal inauguração disfarçada, do tal e atual terminal dividido, aplaudiram o camarada, que é meu amigo, que agora faço a pergunta andará ele de ônibus alguma única vez?!

Que bela razão é o caminho das palavras que poxa! Me lembrei de outras palavras pronunciadas em campanha eleitoral, veja onde me fiz parar, pregaram o Béco e muito sobre o conjunto habitacional Partênope pela divisão das casas onde ele quis saciar mais famílias, lembro que falaram que ele cometera um ato indigno, que não prestou atenção à qualidade e só a votos eleitoreiros...

Mas o que dizer em alguém que inaugura primeiro um terminal meio ano antes só para que a placa mantenha alguns nomes e não passem pelo crivo da fiscalização e de alguém que permite que o terminal seja dividido ao mesmo proprietário para que se cobre duas vezes a mesma viagem? Não há como entender. Perderam-se em travessas palpitações, aqueles augustos vezeiros fluíram ao mar que tudo desanda e que nada... Nada.

Onde estão os oposicionistas que se riram no dia da reunião de vereadores, administração pública e empresa, quando alguém perguntou ao gerente da empresa se os ônibus seriam integrados e ele em sua inocência disse sim e o dono da empresa em mesmo instante inflamou a todos um sonoro: NÃO?! É meus amigos vereadores cadê vocês?

Olha que ano que chega é ano de voto qual será sua bandeira? Linguiçada ou Cesta básica outra vez? (atente povo que é só uma vez, nos outros 48 meses não tem).

Que bom seria não existisse o tal monopólio, nem este absurdo de contrato longo que pelo que dizem vai até que meus netos também paguem pela sua vez, caramba que círculo vicioso outra vez, que bom seria não ser assim... Assim a concorrência se auto forçaria: uma real qualidade melhorada, mais ônibus nas linhas e conforto aos que nele vêem, motoristas mais atenciosos, uma organização nas paradas mais ordeira e buscando eficiência não só à empresa mas daqueles que a provém, um preço justo e uma integração que já é tardia.

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