sábado, 28 de maio de 2011

Menino_ homem: Brasil



Menino_ homem: Brasil




Por Poetha, Abilio Machado.







Menino levado esse Brasil, peraltices não lhe faltam no currículo, teve sua fase criança com tranqüila ingenuidade e abençoada proteção nos seus primeiros dias de mundo novo, mas como toda criança linda, promissora e cheia de riqueza pessoal, qualidades de ouro.

Teve sua intervenção do velho e logo foi elevado a condição de colônia quando do seu tempo de internato, que durou bons anos que lhe incutiram os primeiros desvios de sua já esquecida personalidade e assim, pobre menino tornou-se um adolescente malcriado, desajeitado e indiferente consigo mesmo.

Para que se tentasse mudar, mas apenas em vãs teorias conseguiu em subconsequente conduta a vários tutores que viajaram em suas vontades, fizeram-no passear por diversos regimes, passou pela liberdade nativa, foi escravista, foi império, independente, republicano, militar, ditador, uma parte de direita, outra foi centro e principiou pela esquerda e perdeu-se em si, onde já não sabe de mais nada.

Sabe, porém, que alguns costumes ainda persistem, a falta de memória, pobre rapaz, reelege confessos corruptos e beija a mão dos corruptores como afilhado bem devoto, e ambos parentes que o tutelam escapam ainda por que fazem seus juramentos de que o que fazem é para o bem do jovem Brasil.

Para falar deste garoto temos que coloca-lo em um cenário, seus dias são marcados por algum fato que traz um determinado assunto ou ocorrência em discussões que infelizmente ficam nisso, discussões.

O ‘abris’ passam e o parente seu que teve como custo a própria vida, na insanidade da traição, o Joaquim foi enforcado, picado, distribuído pelos centros rebeldes do país como exemplo do que pode acontecer se ousar inquirir um acesso de rebeldia.

Lutar pela defesa do menino era considerado subversão. Fico ainda curioso com Joaquim, hoje quais seriam seus ideais, já que patriotismo, nacionalismo, cidadania por amor à Pátria, o que seria se tudo pelo que lutou caiu por terra?

Pois ainda existem aqueles que pensam que globalização nada mais é que todos os aparelhos de televisão sintonizados na rede Globo.

Neste ainda acontece o aniversário de Brasília, 21, que é linda em arquitetura, em projeto de urbanismo, que teve como desejo de realização Juscelino e que já no passado havia sido idealizada pelo Marques de Pombal e até mesmo demarcada na 1º Constituição, no artigo 3º em 1891. (Conhecer Atual, vol.14).

No outro dia, 22, temos o chamado descobrimento, que na verdade foi um achado para registro, pois a corrida de navegação entre Portugal e Espanha dirigia-se quase a uma guerra aberta nos seus mares e no comércio europeu. E que pela falta de orientação as naves poderiam ter ficado em Abrolhos, rebentadas nos corais e rochas. Na brincadeira ficamos sem pau-brasil, sem ouro e pedras preciosas.

Hoje estamos ficando sem a Amazônia pela invasão de organizações não governamentais e entidades religiosas, que estão no estado e na mata sem qualquer fiscalização e nossa farmácia natural e desconhecida acabará nas mãos dos chamados protetores que escondem em si talvez muita coisa escusa, como interesses de terceiros.

Qual é a reação do garoto Brasil?



Que reação meu querido terá com o intruso que se aproxima às escondidas para levar o seu pão?

Primeiro foi Vera, e depois Brasil, confundiram a sua sexualidade em seus primeiros dias.

E o engraçado que os colonizadores deram um dia para os donos da terra, e hoje ele só tem o dia dezenove de abril.

Sofreram mudanças em seus costumes, em suas maneiras, sua vida arrebanhada e modificada em nome de um progresso que vemos dia a dia ruir a natureza ingênua e pura. E como revolta o invasor pinta a sua cara, clamando que este povo também crie esta reviravolta mundial.

A falta de memória é não aprender com a própria história, daquilo que causa dor, destruição, morte, fome, miséria.

Curioso é que no mês também se cultua a mentira, e sendo o inverso da verdade, dá-nos a chance de avaliarmos o que é esta verdade. Eu proponho agora que se crie o “dia da verdade”. Dia em que a verdade será dita. Fico a imaginar os políticos em todas as bases abrindo o jogo, os empresários, os trabalhadores, os policiais, os marginais, o homem de família, o professor, o aluno, a mulher que se diz divina...

Um só dia e o caos imperaria. Filhos e pais, pais e filhos...

Um único dia para que começassem a aprender o sentido verdadeiro da verdade...

E o maio inicia. Dia do Trabalho. Não do trabalhador. Um dia sindicalizado, que oferece permuta com prêmios pelas greves e dizendo nas entrelinhas: - Vejam só trabalham porque eu deixo.

O dia em que o pobre coitado vê seus direitos de sobrevivente ser colocado à prova com o mínimo que lhe oferecem, enquanto lá no reto campo das estruturas de cimento, os corações petrificados, tem no salário um gordo aumento, esmero e defesa pessoal.

Nos dias que decorrem mais tios aparecem envolvidos em falcatruas e o menino fica perdido, pois seu tutor que ganhou mais uns anos em voto, vai ao visinho pactuar em negócios e deixa o tudo ao ócio.

E o menino Brasil tenta sobressair-se agora sugerindo ao mundo umas novas fontes de energia, mas será que também aos novos produtos colocarão umas mulatas em trajes mínimos acreditando assim aumentar as vendas e não o turismo sexual sobre o garoto travesso?

Vou...

Tenho ainda de comprar um presentinho, é maio, além de noivas, que mães também serão. A elas dedicarei minhas últimas linhas, pela coragem, amor perpétuo pertence às mães. Sábias pessoas que tentam nos indicar sempre o caminho, ainda acredito que lá, nos pratos trocados, um virado, mães os tenham tidos.

Pois vemos o nosso dia ser achacado por absurdos como churrasco na cadeia com direito a pagode e carne de primeira; a greves que fazem prejuízo a terceiros, causam danos e causam mortes; a um grupo que detém o poder dos ares e oferecem atrazos e apagões. Qual é o real significado da greve?

Direitos sim, mas desde que não atrapalhem ninguém, pois a quem deveria atrapalhar não conseguem, pois vão onde querem só que não de ônibus e nem de trem. Aos que gostam das mentiras, que levantaram o cobertor de Vera Cruz, deixando os nato_brasileiros a descoberto e sem seu domínio, apenas reservas; aos trabalhadores que teimam na loucura da persistência pelo dia melhor; às mães, senhoras maravilhosas que são mais que heroínas, são símbolo de tudo que requeira força e vida; lembrei que as datas passam e nós deixamo-las despercebidas irem, e eu para não fugir à regra também deixei algumas, mas o que vale é lembrar que cabe a cada um de nós o crescimento deste menino-homem, chamado Brasil.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Uma delinqüência comentada...

Uma delinqüência comentada...




Eu não queria falar, achava estranho entrar numa sala e olhar uma pessoa que não tinha nada a haver comigo, nem mesmo sabia distinguir uma pedra de uma pasta, nem o loló de um mesclado... Entrei todo dono de mim, eu me achava o maior malandro, meu pai costumava dizer:

__Onde errei? Dei a mesma criação dos outros e olha aí em que você virou, não há mais jeito, entortou agora só se quebrar.

E realmente me quebrava na pancada, oferecia seus carinhos com chinelo, cinta, cabo de vassoura, vara de grinaldas, para quem não conhece a vara é flexível com folhas pequenas e serradas e a diferença com o marmelo é que a grinalda explode em flores brancas pequeninas que lembram o arranjo floral das cabeças das doidas que resolver se engatinhar ao casamento. Às vezes voava uma acha de lenha enviada para pegar nas pernas, mas acabavam pegando nas costas, dava graças em não acertar a cabeça.

Dizia que não conseguia mais dar-me um jeito. Que venhamos ao pé da orelha era o jeito que ele em seu positivismo social achava ser correto.

E nesta parte é que discordo da lista realizada no Texas, pela polícia de Houston... Dizem eles:

1. Comece, na infância, a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que deseja.

Já em mim diz que não atenda as necessidades de seu filho e verá a revolta somar dentro de sua casa, colocar limites é uma coisa, mas não lhe dar por que simplesmente acha que na sua época você não tinha e por isso no hoje não há necessidade de tê-lo é um absurdo. Comece pelo transporte público em fazer com que ele sente no lugar e não ofereça a um idoso ou a um mais velho que ele, o próximo idoso ou adulto cansado do trabalho pode ser você

2. Quando ele disser palavrões, ache graça. Isso o fará considerar-se interessante.

Claro que deve ensinar a não dizer palavrões, mas deve ensiná-lo a usar suas habilidades sociais para que possa ao menos sobreviver no mundo lá fora. Um ser acuado e sem manifestação é presa fácil a abusos. Ao invés disso bata no peito dizendo que seu poder monetário ou teu sobrenome alivia qualquer coisa, se vanglorie na frente dele da corrupção feita ou do medo que teu nome impôs.

3. Nunca lhe dê orientação religiosa. Espere até que ele chegue à maioridade e "decida por si mesmo".

Orientação sim, obrigatoriedade não! Ensine nos princípios, mas exigir que ele como fruta apodreça a seus pés, ele pode sim rolar a outros segmentos sem perder o amor e carinho por você, aceitar a crença deve ser mais que no social deve ser familiar.

4. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade.

Não o lembre de juntar, apenas lhe bata, não dialogue com ele e ele passará a confiar m quem ao menos lhe dá ouvidos na esquina da tua própria casa. Ensine-o desde cedo a furar filas, a não respeitar a vez dos outros, brigue com ele por não juntar seus pertences em casa, mas ao saírem jogue seu cigarro ou lixo pela janela do ônibus, do carro ou escolha a calçada no lugar do latão de lixos.

5. Discuta com freqüência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.

Faça-o ver que é bem melhor separado que numa vida desgraçada por brigas e discussões que na verdade não levará a lugar algum a não ser mantê-lo fora dela para não os ouvir.

6. Dê-lhe todo o dinheiro que quiser. Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro. Por que terá ele de passar pelas mesmas dificuldades pelas quais você passou?

Cada um é seu tempo, nunca é tarde de se ensinar, e o ensino de como conseguir e como utilizar o dinheiro deve ser manutendido em casa.

7. Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. (Negar pode acarretar frustrações prejudiciais.)

Esta considero a mais absurda, pois a alimentação é necessidade e não obrigatoriedade, e a variação de alimentação, de refeição, deve ser óbvia... Deve sim primar pela união, reunir a família no almoço ou no jantar e não só nos fins de semana de vê ser todos os dias.

8. Tome o partido dele contra vizinhos e policiais. (Todos têm má vontade para com o seu filho.)

Defender o filho é premíssia de proteção, quantas vezes queria que alguém me ajudasse contra a violência que sofria? Quantas vezes quis que o partido fosse o meu e não que apenas eu era o errado só para não se indispor com os vizinhos ou com a escola, aquele tapa no rosto ainda queima só por que esqueci de levar o livro de inglês.

9. Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: "Nunca consegui dominá-lo."

É não lhe dê a atenção que deve, não defenda ele, deixe aprender por si, aí vai realmente usar estas palavras. Pois quem deverá colocar a mão e dizer o que eu fiz é realmente você mesmo.

Por último, uma advertência: prepare-se para uma vida de desgosto. É o seu merecido castigo se não cumprir com seus compromissos de dar educação de pai ou de mãe nos princípios da moral e da ética comum a todos e não apenas a seu umbigo.

É bem verdade que jamais esperamos que algumas atitudes nossas venham a ser assumidas por nossos filhos afinal quase sempre dizemos que aos nossos filhos criaremos diferentemente que nossos pais, raro são as exceções, mas devemos lembrar sempre que os primeiros obserados somos nós, e eles vão nos imitar, então prestar atenção neles seria o ideal para um futuro mais elaborado à fidelidade de nossas vontades.

Pois é, sentei meio sem jeito ao lado daquela pessoa e a bem da verdade só comecei a conversar depois de minha quinta sessão, mas posso afirmar que minha delinqüência fazia parte de meu meio e não de mim, a violência era genética, o morder a língua, e erguer os braços e falar alto, mas as atribuições às drogas que usei aos atos que cometi só me foram possíveis pelos caminhos que percorri.

10. É chegada a hora prepare seu coração para o lado amargo do que você mesmo plantou...

Os caminhos acabaram por me levar e trazer várias vezes, jamais fui consistente em meus compromissos, iniciava um projeto, ia bem embalado e em determinado momento tudo cessava sem nenhum motivo verdadeiro, apenas aparente, coisas de minha cabeça, retiradas de alguma gaveta empoeirada, mas ouvia coisas, sentia coisas, além do corpo que com o passar do tempo fraquejava, chegou o dia em que com dores tive meu coração remendado, literalmente, duas safenas e uma mamária, alguns dias hospitalizado e a vida toda mudada, ritmo, remadas, alimentação e meu corpo, antes não tão esbelto mas dentro do peso para quase 40 quilos a mais.

E saber que tudo isso foram frutos que eu mesmo plantei em minha jornada.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Problemas a se resolver para enfrentar...

Problemas a se resolver para enfrentar...




Muito comum se falar sobre pedofilia, hoje mesmo um padrasto atentou contra uma menina deixada a seus cuidados pela mãe que foi trabalhar e deixou o seu dildo em casa, é dildo mesmo você leu corretamente, consolo, pênis de borracha.

Ah! Aquele brinquedinho comprado em sexshopping que algumas mães viciadas em sexo acabam levando o primeiro que encontram para dentro de suas casas colocando em risco à sua prole...

E depois ver o canastrão de blusa na cabeça a chorar pedindo pela mãe, mostra a bestialidade de sua imaturidade a ser considerado um pai...

Que falar então da gravidez precoce?

Quando um jovem discute com a mãe também menor e joga água fervente na criança apenas por que esta não lhe pertence? Mães jogando fora seus filhos como se fossem seus cachorrinhos, é podem apostar estas pessoas que jogaram os filhos também um dia jogaram animais nos cantos escuros, em outros bairros, do bicho animal para o bicho seu um estalo...

E agora o próprio Ministério da Educação e Cultura financiando com dinheiro público mais um incentivo para que nossas crianças aprendam sexo mais cedo e de maneira que elas iriam descobrir bem mais tarde, estão apressando as coisas. Estamos confundindo a prioridade que é a educação com ensinamentos que acontecem em épocas.

Como uma amiga K. Y. Otta escreveu tempos atrás: estamos confundindo Deus e o amor e exteriorizando erros do passado, reencarnações, atrasos de caminhos.

A confusão que estamos vivendo é esta ansiedade de direitos pós ditadura sem nos atentarmos que esta mania de culpar ao outro é herança da ditadura, temos que tomar consciência que nós somos culpados por nossas escolhas.

O sexo tem entrado cada vez mais através da televisão, e aquela visão romântica está dia a dia perdendo a vez, pois torna-se símbolo de rebeldia, de fazer por fazer, de ser por ser, de até diria ‘dar sem prazer só para dar mesmo’.

Quando ouvi o ex ministro falar que uma equipe ficou três meses com salário milionário, pois não é uma realidade nacional o ganho destes funcionários e assessores, discutindo até onde ia a língua na boca das meninas na hora do beijo... Perguntei-me a frase da música da lendária Legião: Que País é Esse?!

Dentro da imensidão que são os problemas que circundam a educação, falta de estrutura, salários, investiram milhões para agradar um grupo, digo por que não agradou a todo aquele que tem a natureza homossexual, pois eles sabem que isso vai gerar muito mais bullying aos que estão agora em tenra idade do que a eles quando passaram pelas escolas, aquele que falar ao contrário jamais foi zuado ou fechado dentro de um banheiro masculino em tempo de colegial.

A calamidade das escolas é resultado também de pais permissivos, que estão perdidos dentro da educação no seio familiar, nas situações que lhes apresentam o cotidiano.

Tratar o sexo como única demonstração de amor, de afeto não é a maneira mais civilizada de se viver e de se plantar para o futuro um consciência correta, o aumento de perversidades no meio familiar e nas instituições são herdados já de uma cultura ‘do eu quero você tem de ceder’, sem se importar com a aprovação ou não do outro.

Amizade também não é sexo...

Ao invés de um gasto destes a se fazer um kit com situações nada convencionais, a cartilha simples poderia ensinar a ensinarmos como aceitar esta decisão ou escolha de vida pessoal, deveríamos aprender a dar amor e afeto real, dando condições e melhora de qualidade de vida ao estudante que muitas vezes vai à escola porque lá garante a melhor refeição do dia.

Incentivar projetos que façam as crianças melhores, melhores alunos, melhores filhos, melhores cidadãos...

Como que um estado quer promulgar leis e coibição de turismo sexual, quando vende seu produto de turismo com mulheres seminuas?

Como reduzir este turismo sexual sem uma educação correta quando o próprio MEC incentiva e diz que tem orgulho de ter investido dinheiro do povo neste projeto que no mínimo foi incoerente...

Volto a falar não é por que eu sofri bulliyng quando pequeno que vou querer enfiar goela abaixo que hoje me aturem, tenho também de respeitar o pensamento do outro senão o que seria de mim? Seria igual às atitudes que eu condeno?

Temos que nos reeducar, nem tudo é preconceito, nem tudo é racismo, nem tudo e rejeição... Sofremos com isso que hoje sofremos antes mesmo de saber o que é, sobre o que é...

Vamos todos nós enfrentarmos estes problemas, não baixemos nossos olhos e dizer amém a tudo, não é isso que estou descrevendo, estou dizendo para discernirmos sobre o assunto e entrarmos num caminho de igualitariedade completa, não basta cota só para uns e esquecermos da pobreza ao cúmulo de alguns lugares pedirem foto para que se prove ser afrodescendentes, como se só a eles foram esquecidos, sendo que na verdade todos os pobres foram esquecidos.

Vamos todos nós juntos lutarmos para um lugar melhor para todos, para mim e você...

Pois se você se põe em cota automaticamente também está me descriminalizando.

Se você como diria Maycowiski também sente seu jardim ser invadido, seu cachorro morto ou sua porta arrombada, temos é que falar juntos ou corremos o riso de ficarmos mudos!



domingo, 22 de maio de 2011

Folheto de domingo.

FOLHETO do Domingo!



Todos os domingos à tarde, depois da missa da manhã na igreja, o velho padre e seu sobrinho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos sacros.

Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do padre e seu sobrinho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito.

O menino se agasalhou e disse:

-Ok tio (padre), estou pronto. '

E o padre perguntou:

-'Pronto para quê?':

-'Tio, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '

O padre respondeu:

-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '

O menino olhou surpreso e perguntou:

-'Mas tio, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'

O padre respondeu:

-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '

Triste, o

menino perguntou:

-'Tio, eu posso ir? Por favor!'

O padre hesitou por um momento e depois disse:

-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '

-'Obrigado, tio!'

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos sacros a todos que via.

Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu, e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas

ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.

Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele

tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar.

De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste.

Ela perguntou gentilmente:

-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:

-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.

Ela o chamou e disse:

-'Obrigada, meu filho!!! E que

Deus te abençoe!!!'

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Padre estava no altar,

quando a missa começou ele perguntou:

- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé.

Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.

- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu

coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.

Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço.

De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:

-'Vou esperar um

minuto e quem quer que seja irá embora. '

Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:

-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '

Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.

Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em

minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês!

As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:,

-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '

Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.

Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DE DEUS!!!

Já que o endereço da igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja.

o Velho Padre desceu do altar e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu sobrinho nos braços e chorou copiosamente.

Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este.

Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem.

Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.

Por isso...

- Me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de

dizer que JESUS TE AMA MUITO e eu também, e passei por aqui, para lhe entregar o meu último folheto!



domingo, 8 de maio de 2011

Um olhar no espelho...

Um olhar no espelho...




Menina de meus olhos, meus olhos se perdem em você.

Deixei-me levar olhando os pequenos volteios dos pássaros e seus pousos sobre os galhos fracos em piados agudos jogando conversa fiada, pelos ventos e cascatas. Esse som mergulhado em alegria e lamentos fazia-me pensar na morte, me via ali parado no palco, nu em meu corpo desajeitado, acima do peso e a platéia chegava assustada em ver-me assim tão... Pelado!

Andei pelo espaço tão vazio e sublimamente iluminado, as sombras dançavam à luz de velas, os passos eram vagarosos e trêmulos em seus não mais que os anos de uma outra vida, propunha outra vinda como a vinha embebida em sangue, seu sangue. Queria olhar aqueles que sentando o olhavam com curiosidade e malícia, parecia-lhe ouvir os sussurros sobre si, as comparações indolentes sobre as mesmas sementes, e em sobressalto falei em baixa voz sobre o que sua alma imperfeita sugeria, falou da espada em riste tinindo sobre a decisão da vida e morte e nem era Severina, as batalhas ensandecidas de uns loucos profanos, e, no entanto descreveu como seria o amor dos que se riam caídos sobre a própria carne, desenhou sobre a venda mesquinha dos bonés e das roupas extravagantes que nada te dizem e só te usam, assombrações do capitalismo que te fazem correr sem rumo na estrada do lixo, sem mesmo oferecer os braços à sua metade amada.

E se perguntam em lamúrias sob a música de tambor como um recital de tendas, acelerando suas batidas desmedidas, doce e sal, é o coração. Uma nuvem se arrisca a cruzar o azul celestial do céu daquele paraíso imortal. Deixando pegadas na pele, deixando marcas nas rebarbas da fé...

Fé, angustiante de não saber ser e nem entender. Queria ser esse ator aí sentado, com o peito aberto neste tempo em retalhos, pedacinhos miúdos de palavras fugazes trajadas de cores transparentes.

Deito-me aqui na varanda de teus cílios. No fundo eu morreria mais de uma vez para te ver novamente sorrir, mata-me, por favor, deste fardo que me acorrenta a tantos passados, e mesmo munido da espada da verdade, é uma condição só minha, pois é nua a crua, como o capim esverdeado do pasto que me ponho a comer, remoer, dormir e ser.

Eu, Ele, o espaço, a luz e a escuridão.

Ela, eu, o céu, as estrelas e a solidão.

Não queria morrer sem escrever a história, de falara da vida e da vitória que nunca consegui, queria o poder de fazer por mim as minhas regras, regaria meus minutos com doces palavras de ajuda, banharia minha estada com gotas de abraços desmanchados em beijos de pais.

O brilho no horizonte padeceu minha esperança ao apagar-se na manhã, não ouvi mais seus lamentos, não vi mais sua tez, nem mesmo descobri sua nudez e minha avidez.

Assim ao verter a mim mesmo ao espelho deixei-me navegar nos olhos, a menina ali me sorria e me divertia com trejeito e medos, esta menina que me leva a leva-me em seus dias, menina que vê por mim o que é belo e eu em desequilíbrio a lavo com água salgada, e sua cor tão pura se enfurece, avermelha-se e me ignora, evita me ver de novo, esse composto de meus olhos, furiosos efeitos de seres imperfeitos.

Minha menina dos olhos o que houve que ao tentar te encontrar frente do espelho e apenas consigo vê-la aí, sentada a olhar desconfiada de mim... Tão perto e tão longe como se a descortinar minha alma, eu estranho de mim, eu não digno de mim...

Retrato de mãe

Retrato de Mãe




Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus; e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões; viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios. Não exijam de mim que diga o nome desta mulher se não quiserem que ensope de lágrimas esta página que fala deste álbum: porque ‘eu’ a vi passar no meu caminho. Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe.



(Tradução de meu amigo Guilherme de Almeida) Autor: Don Ramon Angel Jara - Bispo de La Serena -Chile

Helena Mãe

Helena Mãe




O que falar ou o que dizer

Nestas horas, nestes dias...

Minha mãe se chamava Helena

Minha Helena de Tróia

Minha protetora, minha jóia



Sempre lembro dela, quase todos os dias

Às vezes entro pela cozinha

pareço vê-la sentada ao caixote de lenha

aqueles olhos azuis que entravam pela alma

e me abriam por inteiro...

Ela lá a me fitar, chimarrão à mão

A me dar aquele sorriso largado das minhas brincadeiras.

Ela sempre me achou meio palhaço

Como também me lembro das suas queixas

Sobre minhas atitudes,

Tão erradas de adolescente,

Mas só hoje as reconheço...



Me entristeço, tenho essa vontade de ficar só

De recolhido lhe dar um tempo

Só às boas lembranças

Ela tão linda e eu ainda criança

Lembrar das suas dores,

Lembro do vestido preto de seu luto

Lembro de querer abraçá-la em meus cinco anos

e dizer que a vovó ia voltar

Eu apenas queria que ela parasse de chorar...



E depois como me senti estranho

Quando ela caiu no rio

Duas crianças ao colo

Tentava manter apenas a ela fora d’água

E eu pequeno impotente

Gritava por ajuda

E gritei a Deus me leva no lugar dela

E como milagre ela se pôs em pé



(como chorei neste dia,

ela tentava me acalmar

dizendo que Deus não iria cobrar

...logo aquela dívida)



Tantos outros momentos

E estes vieram em meu pensamento

Só para mostrar

Que hoje depois de tantos anos de sua partida

Você ainda faz parte de todos os meus momentos...



Seu dia é estar em mim todos os dias, Helena querida!

Maternidade

Maternidade




Como definir o que é maternidade? Fico pensando... Talvez haja muitas formas de definir, mas nenhuma se aproxima totalmente da realidade e somente quem é MÃE pode, ao menos, sentir.



Somos assim: um pouco loucas, neuróticas ou psicólogas; anjos ou cruéis; modernas ou antiquadas. Temos o antagonismo em nossas atitudes e o paradoxo em nossos sonhos e medos. Não por sermos as chamadas mães pós-modernas, não. Embora saibamos que isso nos deixa um pouco “emancipadas”, faz-nos sentir, consciente ou inconscientemente, um pouco culpadas também.



A verdade, a verdade mesmo é que somos MÃES. Não importa o momento histórico em que estejamos. Mães são Mães da mesma forma em todos os tempos. Basta ouvirmos histórias de nossas mães sobre as mães delas. E, das mães delas, histórias das outras mães. Todas são muito parecidas, pois riem e choram com seus filhos, lutam para ensinar a eles tudo o que a vida já ensinou a elas, para que não passem pelas mesmas dores.



São loucas de amor, principalmente isso, muito, muito loucas de amor. A tal ponto, que , algumas vezes, perdem o bom senso e, diante de vários expectadores, em frente à escola do rebento, gritam: Filho, eu te amo! Ou, quando muito inspiradas, começam a mostrar fotos do álbum de bebê, onde aparecem fotos que eles, os filhos, gostariam de já tê-las jogado ao fogo há tempos. Ou ainda quando começam a contar à namorada, ao namorado, as aventuras do seu filho, da sua filha, quando criança. Grande mancada...! Isso servirá para levar uma bronca depois.



Mas elas são MÃES, oras, e não há nada nesse mundo, em nenhum momento histórico, que as faça mudar, porque o amor que carregam é maior do que tudo o que se sabe sobre o próprio amor. E por isso, ousam demonstrá-lo de forma explícita. Ousam senti-lo de forma incondicional.



Porém, essas mesmas MÃES não se acham “DEMAIS!”... não. Elas dizem aos quatro ventos que foram abençoadas por Deus, quando se tornaram MÃES. Mesmo as que não pariram e, de alguma forma são MÃES, acreditam que foram abençoadas, que seus filhos foram o maior presente que o Criador poderia ter-lhes dado. E eu sou uma delas.



por Sueli Fajardo.



domingo, 1 de maio de 2011

Que é esta divindade enunciada a Cristo?

Que é esta divindade enunciada a Cristo?


Por Abílio Machado

A iluminação de Jesus coloca-O como admirável, inigualável, já que Sua presença veio a causar mudanças significativas no seio de seu povo, causar mudanças além de suas fronteiras, a povos em toda etnia, em formas, filosofias, dogmas, teologia e suas mensagens são vivenciadas dentro de mim ou de você, cada um na sua medida, mas O é.

Seja você crente ou que s abstenha da profissão de fé, mas na sua escolha já existe implicitamente sua acolhida pela semente plantada, pois dentro do peito cada um de nós, eu ou você, carregamos esperança. Ou até muitas vezes procuramos um ‘milagre’, um porto seguro ou salvação. Coração em sintonia ou cérebro em oração, tudo é parte do contexto que formará uma só posição. Morada da Alma. São probabilidades inerentes ao ser humano, duas distinções ao obtermos então imagem e semelhança.

Em espaços ditos diferentes podemos crescer, na matéria e no espírito, podemos nos revelar neste fenômeno que ganhar a notoriedade pelos anos e que aceitamos por motivos que a cada pertence, eu teria minhas respostas que seriam minhas verdades e minhas convicções e você as suas, sejam elas positivas ou negativas, são suas e suas são as escolhas de caminho, de seguimento, quase como a velha história do rei e do monge, para um se acreditar pode ser só o negativo a existência e assim terá uma paga e se for positivo também o terá... Nossa vida se detém a uma sucessão de escolhas, decisões.

Ser seguidor deste Cristo relataria o que de mim, seria eu um crédulo?

Um temente? Um deus?

Se realmente seguir este exemplo (caminho), se me couber dentro desta sabedoria em passos largos caminharei a esse encontro da verdade e essa verdade me libertará e com isso me dará vida, pois é neste princípio de ventral desta Alma é que me associo na Energia pura e única e me associo a Ele em toda esta essência em saber a história e conhecer e beber desta fonte de um ser que foi homem e Deus, foi trabalhador e pregador, foi profeta e andarilho.

Ser este que em si mesmo é mistério que emerge de uma trindade ao se entender a amplitude que emana deste ser divinal e devotados em oração prostrados de joelhos dizemos que somos um milagre todos nós, eu ou você, somos feitos nesta imagem e semelhança em pitadas dentro desta infinidade e infimidade de estruturas que afirmam esta propriedade única e simples pela explosão celular oriunda da união de células.

E é nesta simplicidade que escrevo estas linhas sem espanto, sem tentar falar em complexidades ou até mesmo tentar refazer citações para buscar uma credibilidade que só deve vir se seu coração vier a bater na mesma seqüência que o meu ao ouvir uma música, ao ver a água da chuva cair, ao pisar o orvalho na noite, de visualizar o nascer de um filho, nada de mediocridade ou supremacias, nem esta e nem aquela, e sim todas até que se prove em contrário.

E é neste andar de fatos que o tempo vem mostrando para que nos certifiquemos de que sempre haverá vida, pois nossa essência ainda viverá de maneira especial, por isso e outras tantas, que dia destes ainda escreverei, me pego.

Às vezes penso por que valorizamos tanto o poder, a posição, o cargo, a elitização, a subjugação? Hoje minha professora de AEC (Análise Experimental do Comportamento) disse em sala que deveríamos nos considerar a nata da nata, pois fazíamos parte dos 1% que tiveram acesso à universidade, e dentro do ônibus, na espera no terminal, na fila do mercadinho meu pensamento ficou a divagar por que? Deveria sim ficar triste por que muitos não têm a mesma oportunidade, por que nossa educação está deplorável, por que... Por que...

Cada vez que usamos os artifícios da materialidade que este regozijo hipócrita e umbigóide nos atrasamos nesta evolução espiritual tanto pregada e difundida aos séculos, a nenhum ser vivente materialmente ou espiritualmente foi dada a chave de interpor ou intervir no livre arbítrio do outro, cada um é responsável pelos seus atos, mais que direito nas leis dos homens e uma das mais fortes leis espirituais.

E vivenciar o respeito e o amor é refletir esta convicção de fé, é conceber o Espírito, fazer dele um Espírito Sagrado e nos desenvolvermos através da caridade, prudência, justiça e na humildade. Tentarmos uma aproximação em fé, moral e virtudes ao Reino de Deus, e só conseguiremos quando deixarmos de sofrer apenas por nós mesmos e abrirmos o nosso pensamentos e sofrermos pelo bem do coletivo, deixarmos de pedir a mim para pedir a nós.

Fermento em pó em bolo de aniversário...

Fermento em pó em bolo de aniversário... 1ª parte.




Este título tão simples acarreta uma avalanche de sentimentos adquiridos em situações que passam despercebidas para alguns, outros preferem esconder sob várias formas sendo a mais comum se seguirem palavras como: se assim fez não foi por mal ou deixe de ser orgulhoso.



Geraldo era homem assim nem tão trabalhador e tampouco tão preguiçoso, era o tipo que sobrevive, sempre seguiu sua vida, fez algumas tentativas que lhe duraram parte dos anos, também era o que os malucos chamam de arregado, quando tinha dinheiro a despensa ficava cheia e não só a dele, dos que sabia estarem desprovidos e de alguns irmãos que a ele corriam quando estavam apertados com uma continha aqui ou outra acolá, teve este aprendizado na própria pele.

Suas desventuras vividas no regalo dos vícios por muitos anos.

Drogas e sexo, sexo e bebidas e rock in roll e sexo.

Chegou a ponto de fazer sexo por arte, considerava-se um artista no trato carnal às mulheres que levava para cama e a alguns homens disfarçados também...

Disfarçados sim, pois se entregam ao heterossexualismo por medo dos comentários, da famílias e de suas posições mas aos braços de Geraldo eram pequenas mulheres à mercê da luxúria...

Arrimo de família, este homem teve que se virar, assim por vários anos cuidou do próprio nariz, na sua primeira fase sem os pais era um sem futuro, logo depois se aninhou e tempo não faltou quando a ex-esposa lhe deixou, levou os filhos sobre um caminhão de mudanças que a sua família providenciou para auxiliar a levar o que juntos haviam conseguido em uma década.

Tentou tocar a vida do jeito que ela lhe vinha. Trazendo seus deleites sexuais novamente à tona...

Depois de muito tempo em suas pedaladas uma nova oportunidade apareceu, uma nova pessoa surgiu e ali floresceu uma comunhão, como a tudo dádivas são como rosas vêem acompanhadas de espinhos, ele subjugado a todas as intempéries adoeceu.

E todo o pouco que haviam conseguido esvaiu-se devido a intervenções, a medicamentos, o desfalecimento era evidenciado, fechou o negócio, buscou outros caminhos fechados pela sua herança que para muitos é moda: uma cicatriz que lhe dividia o peito nem mesmo ia à rua de calção ou bermuda pela marca na sua perna.

Mas poucos anos depois o céu lhe ofereceu um presente foram ambos abençoados por mais uma criança, linda, nascida em uma manhã fria.

E hoje pobre ‘comedor’ Geraldo nada mais é que um pobre homem na fila imensa do SUS, não faz sexo como antigamente, é praticamente sustentado pela mulher, ama-a tanto que às vezes dói... Amor é assim dor?

Outra noite olhava a árvore de Natal toda cheia de penduricalhos e uma lágrima enfeitou seus olhos, ouvindo a reprise do discurso da Dilma, mais uma vez promessas... e viu-se misturar as letras do nome da mulher e um rigoroso arrepio lhe passou a coluna... Di Mal?! Será?

Sexualidade...

Por Abilio Machado. Poetha.



Como enxergar um conceito do que é gênero e sexualidade quando quase não se há acesso a este tipo de assunto, e quando a pouco começou a se entornar vieses sobre esta conceituação passou-se a uma banalização tão efêmera quanto era no passado com seus tabus profícuos de uma moralidade tão falsa quanto os atos cometidos pela mesma sociedade que castrava.

As famílias mesmo com problemas jamais tocavam no assunto, um assunto proibido, não era decente falar que haveria a chance de existir algo que fosse diferente do que caracterizava de homem-mulher, masculino - feminino, o menino da menina, mas nestes dias de sobrevivência evolutiva as transmutações são mais visíveis, existem terceiras, quartas e quintas e se perdem cada um querendo criar sua própria vertente de separativismo inconsistente, e assim surgem profícuos procedentes e clausurados preconceitos, pois se antes não se bastasse ser homossexual diferente agora nesta rápida exigência por aceitação querem ser diferentes deles mesmo com outros nomes que lhes androginam e lhes separam cada vez mais.

Saber discernir o que é uma sexualidade e o que é um gênero é para que se aplique ao dia a dia, para que se conheça e esclareça, para refrescar as mentes seja na família, no trabalho e na escola.

Na escola é claro que ainda é de muito velado, existente medo de que haja rebelados, mesmo sabendo que o que é proibido gera curiosidade e procura entre o meio adolescente que esta fervilhando em hormônios delirantes para saber e conhecer, saber e experimentar, para muitas vezes fazer para contestar... É aí de você que mente ou tenta amaciar as doces verdades, pois quando a experimentabilidade saciar a curiosidade e tua insensatez for descoberta você perdeu o elo que te atava a aquele que queria por outras vias proteger por vã ignorância.

O papel escolar é ensinar, mostrar, participar! E nestes assuntos traçar perspectivas conscientes de que deve comentar e exercitar a fé na própria missão e se coibir a ter pensamentos preconceituosos e causar induções de homofobias e incentivos a escárneos e dogmatizações.

“Se Deus é menino e menina... Sou masculino e feminino...” já se dizia a canção de Pepeu Gomes.

A escola deve estar presente para esclarecer e tirar dúvidas, não deve ser o pivô de conflitos optando por colocar os instintos à flor da pele baseados em preceitos religiosos, políticos ou pessoais.

Como seria não ser utópico e sim real, o aluno ter na escola um reduto de procura para lhe auxiliar a se entender, a se aceitar, a se compreender antes de tudo como ser humano.

Sei o que pensa... Na verdade esta educação é na verdade seccionadora, é sim preferencialmente natalizadora... Como sei que lá no fundo você sabe que na hora ‘H’ a disposição do assunto é tolher algumas informações com o medo de retaliações de uma direção, de uma secretaria, de um movimento e até mesmo normas institucionais ainda presas lá no passado, mas que causa hoje a diferença.

Mesmo as catedráticas que se dizem seguidoras de Freire lhe falham quando ao transferir seus conhecimentos transferem também a própria construção de mundo não deixando ao adolescente a sua própria descoberta, até mesmo criam leis que impossibilitam tais experiências, deveriam no mínimo de suas condutas se resolverem pois ao colocar os pés em sala de aula deverão estar de mente aberta ao mundo de inquisições que sofrerão, pois jovem quer saber e não faltará indagações bastará estar aberto para recebê-las. Nós professores, facilitadores, oficineiros temos que ter em conta tais necessidades, pois em algum momento vai surgir o assunto seja ele dentro da sala ou no pátio, no parque ou na piscina, no clube ou na praia e daí está preparado a falar sobre sexualidade e gênero sem atravessar?

Abrir o jogo é uma obrigação da escola, sem ser vulgar, pois para se mostrar ou criar uma discussão sobre o assunto não é necessário banalizar, palestras com profissionais competentes para a orientação, qualquer faculdade coloca a disposição alunos que tenham realizado seminários sobre o tema basta a escola procurar, saber o caminho das pedras.

Não quero dizer aqui que o docente não seja competente, apenas que cada um deve se focar em sua área, e pode até ser mais esclarecedor o trabalho realizado por um terceiro.

Conhecer a sexualidade neste momento é fundamental para que não se crie mitos quanto ao próprio sexo. A orientação sexual é de suma importância para que se busque amenizar a gravidez precoce e a promiscuidade das doenças sexualmente transmissíveis, e aí nosso maior monstro a AIDS. Mostrar aos alunos a questão de gênero na nossa história sempre foi machista, mostrar que a situação das mulheres em todas as sociedades, desde os seus primórdios tinha uma submissão com questão de gênero e de sexualidade, pois a mulher não podia até pouco tempo mostrar seus desejos, fantasias sexuais, pois se mostrasse era apontada como mulher vadia.

Mas hoje a nossa sociedade já não tem mais esta visão?

A mulher tem outro papel, é mais independente, não tem mais o casamento como uma obrigação, ela casa se quiser, e isto não ocorria em certos períodos.

A mulher hoje esta nas mais variadas profissões inclusive nas profissões nominavelmente masculinas, criava-se mitos culturais sobre esta relação tão adversa.

Que dizer da sexualidade na terceira idade? Se fala pouco pensando que idosos não tem vida sexual ativa.

E quanto a sexualidade infantil? Ainda ficaremos presos nos casos de que uma cegonha doidona veio e deixou uma cestinha sob o lençol aos pés da cama?

A sexualidade em situações especiais – as deficiências motora, visual, auditiva e mental?

Ouvi outro dia em uma palestra que deveríamos tomar cuidado ao falar de sexo, sexualidade e gênero para não fazer com que os alunos levassem o sexo do lado errado... Cá entre nós há lado errado de sexo? O lado errado é deixar de fazê-lo respondi.

Ps.: E ela parou a palestra e ficou apenas me olhando, não fez nova referência e mudou rapidamente de assunto.

Volta e me deixa

Roda de mlheres

 Roda de mulheres,
com um novo movimento.




Recomeçaremos em Maio...



A roda é uma oficina arteterapeutica que se utiliza de todas as formas de arte que uma mulher possa fazer, para criar em grupo um momento de trocas, de criação e de possibilidade de falar de coisas de mulheres... a intenção é a troca, o aprendizado e o sagrado espaço da vivencia em grupo... feito os chás da tarde de antigamente, onde segredos eram trocados, novas soluções eram descobertas, lagrimas podiam ser derramadas e a alegria era trazida de volta...



venha com a gente....ou divulgue entre pessoas que voce conhece...



gratas



Karim e Simone



www.roda-de-mulheres.blogspot.com