domingo, 1 de maio de 2011

Fermento em pó em bolo de aniversário...

Fermento em pó em bolo de aniversário... 1ª parte.




Este título tão simples acarreta uma avalanche de sentimentos adquiridos em situações que passam despercebidas para alguns, outros preferem esconder sob várias formas sendo a mais comum se seguirem palavras como: se assim fez não foi por mal ou deixe de ser orgulhoso.



Geraldo era homem assim nem tão trabalhador e tampouco tão preguiçoso, era o tipo que sobrevive, sempre seguiu sua vida, fez algumas tentativas que lhe duraram parte dos anos, também era o que os malucos chamam de arregado, quando tinha dinheiro a despensa ficava cheia e não só a dele, dos que sabia estarem desprovidos e de alguns irmãos que a ele corriam quando estavam apertados com uma continha aqui ou outra acolá, teve este aprendizado na própria pele.

Suas desventuras vividas no regalo dos vícios por muitos anos.

Drogas e sexo, sexo e bebidas e rock in roll e sexo.

Chegou a ponto de fazer sexo por arte, considerava-se um artista no trato carnal às mulheres que levava para cama e a alguns homens disfarçados também...

Disfarçados sim, pois se entregam ao heterossexualismo por medo dos comentários, da famílias e de suas posições mas aos braços de Geraldo eram pequenas mulheres à mercê da luxúria...

Arrimo de família, este homem teve que se virar, assim por vários anos cuidou do próprio nariz, na sua primeira fase sem os pais era um sem futuro, logo depois se aninhou e tempo não faltou quando a ex-esposa lhe deixou, levou os filhos sobre um caminhão de mudanças que a sua família providenciou para auxiliar a levar o que juntos haviam conseguido em uma década.

Tentou tocar a vida do jeito que ela lhe vinha. Trazendo seus deleites sexuais novamente à tona...

Depois de muito tempo em suas pedaladas uma nova oportunidade apareceu, uma nova pessoa surgiu e ali floresceu uma comunhão, como a tudo dádivas são como rosas vêem acompanhadas de espinhos, ele subjugado a todas as intempéries adoeceu.

E todo o pouco que haviam conseguido esvaiu-se devido a intervenções, a medicamentos, o desfalecimento era evidenciado, fechou o negócio, buscou outros caminhos fechados pela sua herança que para muitos é moda: uma cicatriz que lhe dividia o peito nem mesmo ia à rua de calção ou bermuda pela marca na sua perna.

Mas poucos anos depois o céu lhe ofereceu um presente foram ambos abençoados por mais uma criança, linda, nascida em uma manhã fria.

E hoje pobre ‘comedor’ Geraldo nada mais é que um pobre homem na fila imensa do SUS, não faz sexo como antigamente, é praticamente sustentado pela mulher, ama-a tanto que às vezes dói... Amor é assim dor?

Outra noite olhava a árvore de Natal toda cheia de penduricalhos e uma lágrima enfeitou seus olhos, ouvindo a reprise do discurso da Dilma, mais uma vez promessas... e viu-se misturar as letras do nome da mulher e um rigoroso arrepio lhe passou a coluna... Di Mal?! Será?

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