domingo, 8 de maio de 2011

Helena Mãe

Helena Mãe




O que falar ou o que dizer

Nestas horas, nestes dias...

Minha mãe se chamava Helena

Minha Helena de Tróia

Minha protetora, minha jóia



Sempre lembro dela, quase todos os dias

Às vezes entro pela cozinha

pareço vê-la sentada ao caixote de lenha

aqueles olhos azuis que entravam pela alma

e me abriam por inteiro...

Ela lá a me fitar, chimarrão à mão

A me dar aquele sorriso largado das minhas brincadeiras.

Ela sempre me achou meio palhaço

Como também me lembro das suas queixas

Sobre minhas atitudes,

Tão erradas de adolescente,

Mas só hoje as reconheço...



Me entristeço, tenho essa vontade de ficar só

De recolhido lhe dar um tempo

Só às boas lembranças

Ela tão linda e eu ainda criança

Lembrar das suas dores,

Lembro do vestido preto de seu luto

Lembro de querer abraçá-la em meus cinco anos

e dizer que a vovó ia voltar

Eu apenas queria que ela parasse de chorar...



E depois como me senti estranho

Quando ela caiu no rio

Duas crianças ao colo

Tentava manter apenas a ela fora d’água

E eu pequeno impotente

Gritava por ajuda

E gritei a Deus me leva no lugar dela

E como milagre ela se pôs em pé



(como chorei neste dia,

ela tentava me acalmar

dizendo que Deus não iria cobrar

...logo aquela dívida)



Tantos outros momentos

E estes vieram em meu pensamento

Só para mostrar

Que hoje depois de tantos anos de sua partida

Você ainda faz parte de todos os meus momentos...



Seu dia é estar em mim todos os dias, Helena querida!

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