sábado, 28 de maio de 2011

Menino_ homem: Brasil



Menino_ homem: Brasil




Por Poetha, Abilio Machado.







Menino levado esse Brasil, peraltices não lhe faltam no currículo, teve sua fase criança com tranqüila ingenuidade e abençoada proteção nos seus primeiros dias de mundo novo, mas como toda criança linda, promissora e cheia de riqueza pessoal, qualidades de ouro.

Teve sua intervenção do velho e logo foi elevado a condição de colônia quando do seu tempo de internato, que durou bons anos que lhe incutiram os primeiros desvios de sua já esquecida personalidade e assim, pobre menino tornou-se um adolescente malcriado, desajeitado e indiferente consigo mesmo.

Para que se tentasse mudar, mas apenas em vãs teorias conseguiu em subconsequente conduta a vários tutores que viajaram em suas vontades, fizeram-no passear por diversos regimes, passou pela liberdade nativa, foi escravista, foi império, independente, republicano, militar, ditador, uma parte de direita, outra foi centro e principiou pela esquerda e perdeu-se em si, onde já não sabe de mais nada.

Sabe, porém, que alguns costumes ainda persistem, a falta de memória, pobre rapaz, reelege confessos corruptos e beija a mão dos corruptores como afilhado bem devoto, e ambos parentes que o tutelam escapam ainda por que fazem seus juramentos de que o que fazem é para o bem do jovem Brasil.

Para falar deste garoto temos que coloca-lo em um cenário, seus dias são marcados por algum fato que traz um determinado assunto ou ocorrência em discussões que infelizmente ficam nisso, discussões.

O ‘abris’ passam e o parente seu que teve como custo a própria vida, na insanidade da traição, o Joaquim foi enforcado, picado, distribuído pelos centros rebeldes do país como exemplo do que pode acontecer se ousar inquirir um acesso de rebeldia.

Lutar pela defesa do menino era considerado subversão. Fico ainda curioso com Joaquim, hoje quais seriam seus ideais, já que patriotismo, nacionalismo, cidadania por amor à Pátria, o que seria se tudo pelo que lutou caiu por terra?

Pois ainda existem aqueles que pensam que globalização nada mais é que todos os aparelhos de televisão sintonizados na rede Globo.

Neste ainda acontece o aniversário de Brasília, 21, que é linda em arquitetura, em projeto de urbanismo, que teve como desejo de realização Juscelino e que já no passado havia sido idealizada pelo Marques de Pombal e até mesmo demarcada na 1º Constituição, no artigo 3º em 1891. (Conhecer Atual, vol.14).

No outro dia, 22, temos o chamado descobrimento, que na verdade foi um achado para registro, pois a corrida de navegação entre Portugal e Espanha dirigia-se quase a uma guerra aberta nos seus mares e no comércio europeu. E que pela falta de orientação as naves poderiam ter ficado em Abrolhos, rebentadas nos corais e rochas. Na brincadeira ficamos sem pau-brasil, sem ouro e pedras preciosas.

Hoje estamos ficando sem a Amazônia pela invasão de organizações não governamentais e entidades religiosas, que estão no estado e na mata sem qualquer fiscalização e nossa farmácia natural e desconhecida acabará nas mãos dos chamados protetores que escondem em si talvez muita coisa escusa, como interesses de terceiros.

Qual é a reação do garoto Brasil?



Que reação meu querido terá com o intruso que se aproxima às escondidas para levar o seu pão?

Primeiro foi Vera, e depois Brasil, confundiram a sua sexualidade em seus primeiros dias.

E o engraçado que os colonizadores deram um dia para os donos da terra, e hoje ele só tem o dia dezenove de abril.

Sofreram mudanças em seus costumes, em suas maneiras, sua vida arrebanhada e modificada em nome de um progresso que vemos dia a dia ruir a natureza ingênua e pura. E como revolta o invasor pinta a sua cara, clamando que este povo também crie esta reviravolta mundial.

A falta de memória é não aprender com a própria história, daquilo que causa dor, destruição, morte, fome, miséria.

Curioso é que no mês também se cultua a mentira, e sendo o inverso da verdade, dá-nos a chance de avaliarmos o que é esta verdade. Eu proponho agora que se crie o “dia da verdade”. Dia em que a verdade será dita. Fico a imaginar os políticos em todas as bases abrindo o jogo, os empresários, os trabalhadores, os policiais, os marginais, o homem de família, o professor, o aluno, a mulher que se diz divina...

Um só dia e o caos imperaria. Filhos e pais, pais e filhos...

Um único dia para que começassem a aprender o sentido verdadeiro da verdade...

E o maio inicia. Dia do Trabalho. Não do trabalhador. Um dia sindicalizado, que oferece permuta com prêmios pelas greves e dizendo nas entrelinhas: - Vejam só trabalham porque eu deixo.

O dia em que o pobre coitado vê seus direitos de sobrevivente ser colocado à prova com o mínimo que lhe oferecem, enquanto lá no reto campo das estruturas de cimento, os corações petrificados, tem no salário um gordo aumento, esmero e defesa pessoal.

Nos dias que decorrem mais tios aparecem envolvidos em falcatruas e o menino fica perdido, pois seu tutor que ganhou mais uns anos em voto, vai ao visinho pactuar em negócios e deixa o tudo ao ócio.

E o menino Brasil tenta sobressair-se agora sugerindo ao mundo umas novas fontes de energia, mas será que também aos novos produtos colocarão umas mulatas em trajes mínimos acreditando assim aumentar as vendas e não o turismo sexual sobre o garoto travesso?

Vou...

Tenho ainda de comprar um presentinho, é maio, além de noivas, que mães também serão. A elas dedicarei minhas últimas linhas, pela coragem, amor perpétuo pertence às mães. Sábias pessoas que tentam nos indicar sempre o caminho, ainda acredito que lá, nos pratos trocados, um virado, mães os tenham tidos.

Pois vemos o nosso dia ser achacado por absurdos como churrasco na cadeia com direito a pagode e carne de primeira; a greves que fazem prejuízo a terceiros, causam danos e causam mortes; a um grupo que detém o poder dos ares e oferecem atrazos e apagões. Qual é o real significado da greve?

Direitos sim, mas desde que não atrapalhem ninguém, pois a quem deveria atrapalhar não conseguem, pois vão onde querem só que não de ônibus e nem de trem. Aos que gostam das mentiras, que levantaram o cobertor de Vera Cruz, deixando os nato_brasileiros a descoberto e sem seu domínio, apenas reservas; aos trabalhadores que teimam na loucura da persistência pelo dia melhor; às mães, senhoras maravilhosas que são mais que heroínas, são símbolo de tudo que requeira força e vida; lembrei que as datas passam e nós deixamo-las despercebidas irem, e eu para não fugir à regra também deixei algumas, mas o que vale é lembrar que cabe a cada um de nós o crescimento deste menino-homem, chamado Brasil.

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