quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E o professor e a inclusão...

ÚLTIMOS DIAS PARA INSCREVER SEU GRUPO DE ARTES NO FRINGE 1012







domingo, 27 de novembro de 2011

A morte da arte...



"Nenhum homem é uma ilha. completa em si mesma, cada homem é um pedaço do continente, uma parte da principal; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, assim como se um fosse um promontório, como se fosse a casa do teu amigo ou a tua própria; morte de qualquer homem me diminui, porque estou envolvido na humanidade e, portanto, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram; eles dobram por ti." (John Donne)




Nem é necessário pesquisar, só pelo disse me disse sabemos a quantas andam as moções sobre cultura e seus frutos. Somos derivativos e conservadores demais, num momento em aceitar o velho o que está, em outro para aceitar o novo, pois simplesmente é novo, sem criação e sim adaptação, dizem-se criei em si, mas lá no fundo se tem a consciência de que nada mais se cria e sim se ADAPTA, pois se evolui, se anda...
Mas para um falemos de outro, o que é morrer?
Morrer é sair, ser ceifado, é partir desta para melhor dizem uns, morrer é deixar de amar, profunda esta. Na Bíblia se diz ‘para tudo há seu tempo. Tempo para nascer e tempo para morrer’. Morte e vida são contrárias ou não, fazem parte do mesmo ciclo de existência, como o dia, amanhece e se finda ao por do sol... note que não deixa de ser dia, nem mesmo parte de nós, está ali, palpável...
Assim é nossa arte, não deve se findar, faz parte de nós, mesmo não fazendo parte do grupo que a manifesta, eu estarei ali representado. ‘A morte transcende com sabedoria, com respeito e cautela numa reverência pela própria vida’ como disse meu professor Ocir Andreata, e eu disse a ele que dia desses será mais humano cuidar de quem está moribundo, será instituído uma área que cuidará somente destes que estão em seus últimos momentos, alguém terapêutico que o acompanhará, um psicólogo que cuidará de seu fim e não somente do luto, do depois. Seria eu indicador de uma nova disciplina para a psicologia? Ele se riu e disse: Talvez...
Mas imaginemos profissionais cuidando da transição, para que ela seja suave, sem dor, sem medo, com amigos por perto, sem aparelhos mantenedores, o saber se há diferença entre uma célula viva e uma morta já fizeram, e descobriram o óbvio, a massa e a química eram as mesmas... Houve apenas uma transformação, uma falta de comportamento ou movimento que não é o caso das cancerígenas que mesmo mortas se alimentam e se proliferam...
Elucidar, a literatura espírita diz que o processo a um e a outro são iguais, que aos espíritos que adentram a este mundo é como uma morte ao outro, e a nós aqui morremos para nascermos lá, simples e fácil de entender, este nascer físico e este nascer espiritual, morte e vida são portais para os acontecimentos.
Mas e a morte da arte? Como a morte física ou espiritual algumas dores, alguns sofrimentos fazem sentido, mas outras não, e na arte toda uma cultura de um povo está em jogo, quando quem administra a cultura não se assunta sobre o que é, como faz, como realizar, pode num piscar de olhos transformar a cultura geral da região, pois interveio na manifestação livre da arte feita por artistas, que são os que glorificam e elegem as manifestações seja ela dentro do folclore, do teatro, das danças, das plásticas, do artesanato, do tudo que é espelho deste povo, desta região.
Quanto a esta transformação Cecília Meireles sentiu assim: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...” Esta referência que submeto agora é falar sobre isso, sobre o processo deste morrer da arte e descobrir-se depois sem o colorido do tudo que faz a diferença, e perpeturamo-nos apenas como um nada, quando em nossa cultura erroneamente são introduzidos ouros costumes, seriam benéficos se não adentrassem para substituir, pois vemos com o passar dos anos que para nós, principalmente campolarguenses, é que somos propensos a eleger como belo o que vem de fora, o que é moda, o que nos empurram goela abaixo. Ou porque queremos parecer dentro do grupo x ou y ou sei lá qual outro grupo, adoramos alguém que nos faça pensar que de nada sabemos que se aproxime com belas palavras, cheio de auto-estima e discurso pré (parado), talvez nem mesmo entenda, mas voltou daquela palestra como um papagaio, repetindo tudo, mesmo que não compreenda... Mas fala bonito e assim eu compro sua história e acabo fazendo dela minha, mesmo que no futuro eu pague o preço, eu? Ou minha prole? Porque quem veio se vai...

A morte da arte bate à porta, não só da minha cidade, bate na do estado, quando verbas são colocadas nas mãos de produtores que não sabem da arte e simulam um entendimento que não comportam, tive experiência com um trabalho recentemente que deixou-me de boca aberta, com o dinheiro envolvido daria para realizar um projeto esplendoroso, que ficou fadado a ensaios e a poucas apresentações, e algumas sem a preocupação com o público, pois ao produtor o que era interessante o valor já em conta,a ponto de jogar isto em alto e bom som demonstrando total desrespeito pelos atores e colaboradores que o acompanharam no trabalho, mas contar com quem? Onde estaria os órgãos fiscalizadores? Nem mesmo uma só vez apareceram para verificar como e onde estavam sendo usado aquele benefício, pois a lei de incentivo é um benefício.
Um dia escrevi por que só quem não faz arte é chamado de artista? Me crucificaram, tempo depois me disseram: ‘pois é você tinha razão, invés de me colocarem no departamento levaram fulano’. Outro dia me chamaram, pois passava perto do departamento e me disseram: ‘um dia quando você falou que estávamos fazendo apresentações apenas para a administração e eu tinha de lhe dizer, na hora eu não gostei, mas com o passar do tempo percebi que tinha razão, na hora em que discutíamos sobre o fato me veio você falando naquele dia’.
A arte é uma forma de o ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio do todo, então por que deixamos ela aos poucos enfraquecer e submeter-se?
A arte e sua manifestação é pura aula de história, ela é retratante de um período de vida, de situação, baseados em pilares que não podem ser sobrepujados de si mesmo que é o belo, a verdade e o bem.
Ela fugiu do abandono para ser crítica por isso é tão odiada por alguns, através da arte, manifestação da cultura é que o homem descobriu como realizar suas pequenas revoluções seja ela familiar, trabalhista ou social, de governo e de domínio, através de simples símbolos nascida para difundir idéias, para organizar, nela veio a escrita, a filosofia, a psicologia, nos infundir facilidades.
A arte de um povo é sua identidade não deixe isso morrer, pois se morrer você também se irá aos poucos minguando ao nada.

Noite feliz em algum lugar...



Na fot a talentosa Claudete Pereira Jorge, em Medéia, mãe de minha querida Helena Portela.




Entrem... Façam de conta que a casa é de vocês. Estou feliz que chegaram a tempo, sabe como é tem sempre aquele parente que quer causar frisson e chega mais tarde, aí nem dá para confraternizar, colocar a comida na mesa por que senão esfria; aí o arroz à grega fica uma grudadinho à grega, e depois tem de esquentar e fica com gostinho de fundo queimado; e o que dizer da troca de presentes? Senão chega atraso tudo, e ao invés de ter comentários de prazer em ver, se tem comentários e ansiedade; principalmente dos pequenos, dos pequenos, cadê os pequenos?

Estão todos reunidos, já?

Acho que podemos começar... Tio Z... Veio? Não ainda?

Eu não disse? Vê? Será que o filho da puta não percebe que ferra tudo? Senão ia chegar no horário porque se comprometeu em ser o papai Noel este ano?

Sei é porque está barrigudo, também já perceberam quando senta à mesa? Parece que está privado sem comida como os ratinhos das aulas de AEC, aqueles branquinhos winstar da disciplina de Marilza e Felipe, privados e quando lhe liberam a água, seguram o bico de aço com as duas mãozinhas. Ele é assim, promete e promete e nada...

Tem razão, a ansiedade provoca um aumento na percepção das coisas, parece que tudo é maior, não é? Um grãozinho de arroz parece um panelaço argentino.

Ainda estou preocupado cadê as crianças, por que não veio a B, a N, o P, o V... Costumo dizer que eles são a alegria da casa, quando estão aqui é claro, podiam até ter trazido aquele vira lata que rasgou a ponta da toalha d natal passado lembram? Como eu fiquei furiosa, havia comprado naquela bancada de tanto leve por tanto, eu gosto de comprar assim nos cestões que daí não preciso ficar pechinchando por descontos com aquelas atendentes com cara de que já atingiu a comissão do mês e não estão nem aí para você...

Que é que está havendo... Já fui ao portão uma centena de vezes, e ele não chega...

Mas não fiquem aí me olhando com estas caras de idiotas, venham e sentem, coloquei uma mesinha ali este ano, tem uns petisquinhos, nada exuberante mas espero que notem a toalha, os enfeites, paguei mais caro nos enfeites que nos ingredientes para montar os ratos, quero dizer os pratos...

É, você se superou mãe este ano, este seu vestido está... Você está muito bonita, mas o que é isso? Porque quer fazer isso comigo, sabe que sou atleticano, do caldeirão, não o do Hulk, mas o da Arena, é parece um antigo coliseu onde se digladiam no tapete de grama e também na arquibancada, mas tenho de falar você minha ex mãe, não me olhe assim, é ex mãe querida teve de usar um colar verde na sua roupa? Isso é um ultraje a mim, que serve todos os anos um banquete a vocês... Olha! Um brinco para combinar?

Olha aí está você J. lembrou-me agora esta posição sua o papai e aquela sua barba, hoje sei que daria um bom papai Noel, imaginou papai tão sisudo fazendo ho-ho-ho? É mesmo disse tudo agora, não daria certo ele era muito magro, assim como meu mindinho, e falando em mindinho olha este outro aqui, sabe que quer dizer não? Nada de ficar contando piadas sujas igual faz nos velórios, lembre-se que é natal... Dia de presentes, alegria, felicidade, afeto entre toda a família, não é verdade? Vejo que trouxe sua própria bebida... Olha lá a M. vai pegar o chantili do bolo antes da hora...

M. sua nojentinha, que é que está pensando? Tem de ficar tudo bonitinho para a hora, o que importa é a hora, aquela coisa maravilhosa, acender o pinheirinho este ano coloquei quinhentas luzinhas, aumentei o tamanho da árvore, hahahahahaaha, quase não coube na sala, mesmo a minha sala sendo do tamanho da sua casa, eu bem disse à sua mãe para não se casar com seu pai...Ela não teria futuro com ele e veja só...aí nasceu você e fudeu de vez...Pobre da minha irmã...

Muita água passa no rodaminho... Nada fica onde está... Tudo muda de lugar... Vejo agora ali sentado o mesmo homem que me tomou a adolescência, era ele meu deus, meu mundo, meu tudo e hoje não consigo olhar para a sua cara que tenho vontade de vomitar, regurgito todo este passado ao lado dele, lembrar de suas mãos me tomando o corpo, sua carne rasgando minhas entranhas, ah deus!

Nojento, salafrário, por que não me procura mais?

Tem outra tenho certeza, fica ali sentado me olhando com cara de pena... Pena de mim? Eu sou Filomena, a nena, a única e tudo, sou dona de mim, do meu nariz...

Não sou dada a fraquejar, sou forte, agüento todas... Lembrei agora até mesmo da escola, eu fazia com que todos me respeitassem, lá eu era ouvida, senão eu... Vou me acalmar sim, tomei aqueles malditos remédios, ta são benditos, não vou me esquecer... É fui expulsa algumas vezes, quantas? Hahahahahaha, claro que sempre tive orgulho, deixa ver, foram na minha história... Seis expulsões e ‘my god’ se não errei 43 advertências, e diga-se que estas contas são só das educacionais... Pois é bati o recorde foi nas desbravadoras, durei exatos nove minutos, mas a X merecia bem mais que perder aquele dois dentes parecendo a Mônica do Maurício. Não gosto nem de lembrar, quando a vi olhando o instrutor que eu já tinha visto, afinal entrei para as desbravadoras por causa dele, para ficar ali pertinho, próxima, sentindo o seu cheiro de sabonete barato, a barba mal feita, vou mudar de assunto que me deu um calorão...

Há tanto venho planejando este dia, melhor esta noite, ela vai ser única, maravilhosa, meu vestido comprei na melhor loja da cidade, já falei do pisca? Tem mais lâmpadas que as do Silvano monta para a Cocel, minha casa está toda iluminada, para se ver de longe, quero que os outros bairros sintam inveja desta noite que preparei só para nós... Eu, você, você, você...

Os pequenos, neguinho, chica, pérola... Onde estão eles...

Eu queria mesmo é ter minha casa toda cheia de luz, para que a cidade a visse e dissesse: olha lá, é a casa da Nena! Vamos ver, é Natal...

E eu riria muito, din go bel din go bel, acabou o papel...Hahahahahaha...

Ontem e hoje passei em cada lugar para compra o necessário para que tudo fosse perfeito... Até o escroto do meu marido em casa... Que delícia...

A hora está chegando, é Natal, e aquele desgraçado não chega.

Será que eu vou ter que além de fazer tudo para vocês ainda me vestir de papai Noel para distribuir presentes? Eu sempre disse que fui achada na lata de lixo, não combino... Ou melhor, vejam... Você mãe, eu disse que estaria de preto e vermelho e o que você faz? Coloca um colar e brincos verdes na minha casa, será que não percebeu que nem mesmo a árvore é verde?!

J. desde que chegou sentou aí, trouxe esta garrafa na mão e não larga, sendo que eu comprei da melhor champagne, melhor vinho, sou realizada na minha profissão, sou doutora, sou onde sou o funil da disciplina, só quem passa por mim, pelo meu crivo é que consegue se formar, chegar a algum lugar.

E você? Que desde que entrou por aquela porta está aí sem dizer nada... Ah deixa para lá... Minha cabeça gira, minha memória parece que vai e volta não sei o que acontece, estou acho que ficando zonza...

E esta nojentinha, esta aí que fica pegando pedaços de coisas e colocando nos saquinhos, já te disse para parar de passar os dedos aí...

Aquele ‘filha da puta’ não apareceu, meu natal está ruindo, por que estas pessoas entram e saem, o que estão carregando aí, o que são estes sacos pretos grandes, eu cozinhei, mas não fiz tanta sujeira...

Por que está me olhando assim mamãe? E você seu abobado, sempre teve esta cara desde que casei com você, eu sempre que tive de tomar iniciativa, em fazer.

Porque me chamaram de Medéia? Não compreendo...

Medéia é uma... Mulher que fez o possível e o impossível para ter e mostrar o quanto amava seu marido... E eu nem mesmo suporto este... Desg... Amor, não deixe que me toquem, me protege, preciso de proteção, de carinho, só você sabia me conter... Me continha em todos os lugares...só você, os outros não... Eles eram todos passageiros na minha vontade de ir ao limite, como o que sinto por você... As noites que te espero que entre por aquela porta...

Quem são estes homens? O que fazem aqui?

Você convidou essa gente para o meu natal? Hoje a noite é bela vamos à capela...

Hahahaaha... Lembra?

Parem vocês de me chamar de louca, de Medéia... Medeia?

A ‘mon Die’, os pequenos onde estão que não os vejo, desde a hora que preparava a ceia de natal, e você falou que não viria...

Como fiquei brava, ‘Jesus’, fiquei tão fora de mim, que se eu visse alguém eu era capaz de fazer atrocidades...

Aonde vamos?! Me contem porque estou zonza, por que estou com estas algemas na mão? Me contem, não me empurra... Esta a minha casa, este é o meu natal, o melhor natal, é para ser uma Noite feliz...

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__Só se for uma noite feliz em outro lugar, mas não aqui! Abaixa a cabeça, isso, agora se comporta senão damos outro sossega leão. Vamos ‘play’, direto para a décima, esta vai ficar um bom tempo de molho com a gente...

__É sempre assim nestes plantões de natal...Hohoho!

Meu amor... Minha vida: __ Uma estrada indefinida.

Meu amor... Minha vida: __ Uma estrada indefinida.




Por Kátia Pérola e Abilio Machado. 26.11.2011



Amor acho que meu rabisco de agora

Me apavora...

Oh!Que porcaria...

O mel derrama sobre a hora.





Não... Não diga nada!

Fique assim calada...

Deixe minha mão pousar no teu seio

Quero sentir o pulsar deste coração

Assim tenho a certeza que saio desta solidão...



Minha pele... Um amor!

Tua pele... Sou feliz!

Me faço pequeno indecente

Me faço ainda menina aprendiz...



Cala!

Me abraça forte

Te preciso agora

Sem cortes...



Me alicie em desejos

Me aconchego

Me livra das dores

Me envolva

Me pinte das cores...



Agora! Livra-me deste ócio

Deste assossego!

Me tome em um gole

Derrame o suor sobre meu colo...

Tua alva luz sobre o corpo nu!

É! É tu...

Me abrace apertado

meus lábios e teu peito nu.





Quero guardar com ternura

este precioso momento.

O aroma da paixão trazido pelo vento!





Nada mais importa!

Você é tudo que sempre quis

Vem iluminar o meu sorriso,

dar mais vida a luz do meu olhar infeliz.





Você arrancou um pedaço de mim.

E eu? Pedaço de um você.

Vem, está tudo aqui guardado

Achei o que procurava...



O calor devasso

De meus sonhos

Indecifráveis de desejar um grande amor!



Não... Não ria ao ler...



Deixe-me aqui acalentar o passado

E por momentos me refugiar da dor!





http://poethaabiliomachado.blogspot.com/2011/11/meu-amor-minha-vida-uma-estrada.html

terça-feira, 15 de novembro de 2011

AS HEROIDES

Inspirada nas cartas de amor de heroínas mitológicas, escritas pelo poeta latino Ovídio, AS HEROIDES é a nova peça da VOLÁTIL CIA. DE TEATRO.


Sete cartas foram escolhidas para compor a encenação: Penélope a Ulisses; Ariadne a Teseu; Fílis a Demofoonte; Fedra a Hipólito; Safo a Fáon; Dejanira a Hércules; Medéia a Jasão.

Sete cartas foram escolhidas para compor a encenação: Penélope a Ulisses; Ariadne a Teseu; Fílis a Demofoonte; Fedra a Hipólito; Safo a Fáon; Dejanira a Hércules; Medéia a Jasão.

A concepção artística destaca a metamorfose contida nos mitos, nesse sentido, a dança-teatro de Pina Bausch foi a ferramenta utilizada para que a paixão, matéria-prima das cartas, dialogasse com a contemporaneidade sem perder de vista os elementos de construção presentes na obra de Ovídio.


Outro ponto a ressaltar é o fato de o espetáculo ter sido arquitetado através de ensaios abertos. Antes da estréia, que acontecerá dia 22 de novembro, a peça foi apresentada no formato working process nos seguintes eventos: Mostra SESC de Artes Universitárias (2009); Festival de Curitiba (2009); IV Simpósio Antigos e Modernos-UFPR (2010).

No mais, o processo criativo foi honesto com os sentimentos, o jogo estético aconteceu e as atrizes agora desejam encontrar a plateia.



SERVIÇO



AS HEROIDES

Direção: Geisa Mueller

22 a 26 de novembro às 20h

27 de novembro às 19h

TEUNI – Teatro Experimental da UFPR

Praça Santos Andrade (Prédio histórico da Universidade Federal do Paraná)

Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)



*NOS DIAS 22 E 23, MEDIANTE IDENTIFICAÇÃO INSTITUCIONAL, O ESPETÁCULO É GRATUITO PARA COLABORADORES E ALUNOS DO GRUPO EDUCACIONAL UNINTER E DA UFPR. NESSES DIAS, SUGERE-SE RETIRAR O INGRESSO NA BILHETERIA COM UMA HORA DE ANTECEDÊNCIA.



LAB_09 BAGAGEM danças que carrego comigo (projeto BAGAGEM IMP)




LAB_09 BAGAGEM danças que carrego comigo (projeto BAGAGEM IMP)



O projeto BAGAGEM IMP deseja carregar pelo mundo as experiências, danças e memórias dos integrantes do núcleo, assim como compartilhar com o público as reverberações dessas experiências pessoais que hoje estão incorporadas no coletivo através desta mostra de processo de criação. No LAB_09 apresentamos a primeira etapa de realização deste projeto, composta por 4 cenas interligadas e elaboradas a partir de diferentes pontos de vista sobre nosso tema de pesquisa.



O conceito de olhar estrangeiro, daquele que vê pela primeira vez, a sensação de estranhamento ou de fascinação pelo novo, pelo outro, as fronteiras que delimitam espaços, a adaptação e a contaminação são elementos que nos transformam internamente, transformam nossa relação com o mundo e porque não dizer transformam nossa relação com a própria arte, com o movimento. É com este olhar estrangeiro que aqui estamos, dançando as danças que carregamos.



Artistas Criadores: Ailen Scandurra, Bel Nejur, Carolina Beltrame, Cínthia Lago, Douglas Satori, Gabriel Machado, Juliana Chinasso, Maíra Lour, Mariana Mello, Michelle Camargo e Regiane Kusnick

Orientadora: Juliana Adur

Colaboradores: Alexandre Zampier, Cintia Napoli, Daniel Kleiber, Juliana Kis e Sarah Rosenkrantz



Realização: IMP - Investigação do Movimento Particular e Vila Arte Espaço de Dança

Apoiadores: Pé no Palco Atividades Artísticas, WTF?!filmes e Padaria América



dias 19 e 20 de novembro, às 18h no Vila Arte Espaço de Dança

rua Saldanha Marinho, 76 - sala 03
contato: (41) 3233 8034

entrada franca





segunda-feira, 14 de novembro de 2011

É...Édipo...enfim...decidiu...morrer.


Neste último domingo, 13 de novembro, encerrou-se a temporada de ÉDIPO, EM COLONO,
pelo menos para este grupo e esta concepção campezina e bem ilustrada
deste mágico que é Luthero de Almeida, que discursou, agradecendo a cada participante em particular por sua doação, quando nós é que somos gratos a ele, pela decisão incontida de nos convidar a fazer parte desta história muito bem contada por ele, em suas palavras falou sobre o teatro e os projetos paranaenses que infelizmente já nascem com data marcada para morrer...em agosto nascem sabendo que em novembro serão enterrados...bem como lembrou da necessidade de que os responsáveis pelos projeto, de os liberarem ao menos uma vez surpreendessem e se fizessem presente para ver de perto o que foi realizado com o dinheiro do povo, um teatro maravilhoso ao povo...




o trabalho de costura intensa,
cheia de ação, com a colaboração de Ronald Pinheiro, seu assistente de direção... menino cheio de molejos e fururus, que deram às deusas de Colono movimentos, circulares, quebrados e dançantes...nossa injeção de ânimo aos rodopios e rastejos...



Este trabalho veio trazer um grande aprendizado a todos que integraram esta experiência,
todos gostaríamos que como é comum o trabalho fosse levado por muito mais tempo,
cito-me como exemplo pois Morte e Suco de Laranja completou sete anos em apresentações
exporádicas porém contínuas, sem mudanças no elenco, apenas na técnica (som e luz),



Amor e Loucura ficamos dois anos, e contando com 16 membros...



e agora Dr. Mouse entrará para o segundo ano, e assim vai, somando-se a repertório do grupo... aos 'esquecidos', 'dona norma', 'cinema italiano' entre outros



Luthero fez um agradecimento emocionadíssimo, o elenco colocou o seu 'tudo de bom',
o trabalho fluiu, fizemos acontecer...
Um curto período onde conheci figuras espetaculares como esta menina, que tem o nome e sobrenome de minha mãe, e pasme a mesma maneira de ser, me comovia a cada momento... Pois Helena, para mim sempre é Helena...ainda mais quando é Portela.



Pude, conhecer e trabalhar com o filho de uma grande amiga, e por dias eu não sabia que ele era ele, vim a saber dias depois...Sartori...é um bom menino...estudante do corpo e seus movimentos pela dança...



Realizei meu grande desejo de a muito trabalhar com este meninão, que me deu um baita susto pois em um momento de explosão quis fazer um carinho sádico no produtor...Por alguns dias implantou-se o clima do hades ...mas como todo grande homem fez o que deveria fazer... e agiu assim... ganhando mais admiração ainda...


Mas, esse carinha aí é de uma doação incrivel, a cada dia partilhava alguma coisa, se não fosse o café, a água, a bolacha, até aconstumou mau minha bebe, a Alexia, que quando eu chegava já vinha na mochila e o tio mandou bolacha?



Esse menino-homem é sábio, cheio de conselhos, como disse acima, a cada dia vinha e sussurrava com o seu vozeirão maneiras de se interpretar, o uso da voz, das entonações...e neste ontem de fim, coloquei uma palavra a mais, pois sua personagem desde os ensaios era por demais cretina, muito cretina, acima de cretina...Creonte era um misto do político e do fanfarrão... Obrigado Plínio, mesmo.


(Teseu (Poetha) confrontando Creonte (José Plínio)- no elevado.

Que dizer desta pessoa? Tivemos um pequeno entreverin... Resolvido graças a Diós... Mãe de duas figuraças... Ela como eu às vezes tinha de levar a crinçada junto aos ensaios, pois nossos pequenos cobram presença...





E Ivo Prati, este sujeito é muito gente boa, meio chato às vezes, mas acho que é a idade..hahahahahahaha...
aprendi com ele... com cada um  que comigo pisou este espaço santo, Teatro é um espaço santificado, que merece nosso respeito, nossa devoção..


Enfim, ele, o responsável pelo projeto, que teve a loucura de juntar todo e este povo... Vê os olhos fechados? foi quando descobriu que trabalhar com atores...é sim! uma loucura!







Temos os agregados também... Amaranta, veio somar ao time, uma meninota mãe de um piazito que é muito bom, que fez muita bagunça comigo, e deu para perceber que tem uma ligação perceptiva muito grande com a arte como a mãe...



aí tinha o carinha que desenhou as roupas, o Burigo, vocês não acreditam mas fiz curso de figurinista também, em 1985, quando voltei do quartel, a convite então do pesidente do FITAP- Federação Independente de Teatro Amador do Paraná... o inesquecível Divonsir Ferreira, substituindo  Laerte Ortega..


Também chegou para somar o guri, de uma mão extraordinária e um jeito só dele...o Marcelo


também seu ajudante, putz, esqueci o nome dele, mas saiba que está aqui, registrado, ambos sempre prestativos...

A Sonoplastia ficou por conta de Thiago Lima, meninão que conheci quando ainda bem jovem, ele, é claro, numa noite dia que nos conhecemos decidimos montar Uma família quase perfeita, e quase estive com ele na peça...

Como a minha amiga Elaine Pereira que cuidou da iluminação, esta mulher é marrenta que só, mas gente da melhor qualidade,  com seu esposo Brás... baixinho invocado... só propaganda enganosa...hahahahaha...


Viajamos juntos outrsa vezes  a trabalho, com a peça Nosso Lar...



Mas enfim...Édipo, acompanhado por Teseu galgou outros andares, foi para seu espaço etéreo, sob uma luz extraordinária, deixando a Grécia com mais uma história, mais um mito, e agora temos mais um complexo a descobrir, a relação edipiana com Thanatos ( a morte)...
Como as figuras do Sítio Sagrado de Colono... Eumênides ou Erínias... Sacerdotisas ou Emancipadas... Seriam elas as primeiras Walquírias ou as primeiras Vestais?



Deixando um povo, uma terra, uma história até hoje explorada de tantas e tantas formas, gregos um povo aguerrido, cheio de inteligência nas medidas sobre o real e o fantástico, num tempo em que o perdão e o amor era usado de maneira simples e radical, sem meio tons, com a força que merecia a cada escolha...




Uma época de representação sob máscaras, de grandes escritores e grandes tragédias, mas não seriam eles apenas anuciadores dos comportamentos vindouros?
não vemos em nossos dias Édipos, Antígonas, Ismenes, Estrangeiros, Tirésias, Creontes, Polinices, Teseus, Xamãs e um povo meio que perdido no turbilão que se chama vida?

Quantos de nós ao olharmos no espelho pela manhã não escolhemos nossa melhor máscara como dizia-se na abertura de SÓ ACONTECE NA CASA DO VIZINHO!' (1998 -2003) pelo Ministério Cênico Angelo's Marianos...




Qual máscara? Qual você escolhe?
Para esta produção, montei 32 máscaras para serem escolhidas apenas 07...




























Eis alguns dos modelos feitos, e entre eles alguns dos escolhidos... Adoro trabalhar oferecendo dimensões aos meus trabalhos...
alguns agradam e outros nem tanto...Como a marmorização realizada sobre a madeira... que precisava ser feita, dá para se notar pelas expressões do diretor que o cenário estava encruado e isso uma semana e meia antes da estréia...



 Este ...o dia em que ele me pediu se eu faria o trabalho sobre os praticáveis que estavam já até edscascados a mão de tinta que haviam colocado sobre os laminados...






É assim que pensei ... e devia não ter pensado.... que a idéia era para que fosse duradoura, pensava que seguiríamos além do projeto, e dentro de uma visão de distância... como as obras impressionistas... mas a 'quem não pensasse' assim...






mas no contexto final tudo ficou bonito...


 Com papel craft, lembrando bem aqueles tempos de Igreja onde decorávamos os presépios da capela...




 A colocação das folhas e das barbas de pau, vieram dar um ar mais lógico sobre o papel que estava cru e ainda guardando umidade...

Assim se fez Édipo... Uma peça como todas as outras, com uma diferença... Um texto com mais de 2400 anos... que passou por incríveis gerações e dele fiz parte pela primeira vez realzado no Brasil...
A cada um de vocês que participaram foi um grande prazer estar lado a lado com vocês durante os ensaios e durante as apresenrações...
um beijo grande em cada coração...


 Cada dedo apertado no spray para criar estes panoramas nos tecidos....

cada dia que estive a fazer estes praticáveis, contando com a companhia de minha bebe, pois tinha de levá-la junto...

 Quando levei a roupa do coro para lavar, as experiências no tecido....
 El Negrón...ao telefone, este menino és impossíbile...
Ivo Prati, se arrumando...

 Uma visão do cenário à craft sem iluminação...

A cena mais cretina de Creonte quando ele diz que sofre pelo abandono de Édipo...

Imagem de início da coxia...

o ritual de abertura de Luthero e suas batidas relembrando Moliere

Nosso terceiro sinal... Moliere

A fortíssima cena de Polinices e Édipo...

Visão do publico do início...

Visão de lado, coxia esquerda do início...

Entrada das eumênides no início, para deixareem a luz...

A entrada do Xamã....

Creonte enfrenta o povo para tripudiar Édipo



O fim...


 Teseu volta da guerra contra Creonte para recuperar as filhas de Édipo que foram raptadas


Hoje...é só...se acaso me deparar com mais alguma foto do espetáculo postarei para ao menos matar a saudade diária de cada um de vocês.
MAS, NÃO ME CHAMEM DE LOUCO...
ASSIM ÉDIPO DECIDIU MORRER
AOS 13 DE NOVEMBRO DE 2011...