quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Édipo em Colono... Mais de 2400 anos depois...


Material enviado aos meios de comunicação de Campo Largo...




Os atores campolarguenses Abilio Machado (Coro/ Eumênides/ Teseu) e Douglas Sartori (Coro/ Eumênides/ Polinices) estrearam neste último 27 de outubro a peça clássica de Sófocles ' ÉDIPO EM COLONO' produzida pela Aldeia Produções Artísticas, tradução de Péricles Andrade e Maria Cominus e com a brilhante direção do grande dramaturgo paranaense Luthero de Almeida.

Édipo em Colono é um dos sete grandes escritos de Sófocles (495-405 aC) que foi o mais estimado dramaturgo em seu tempo. Ainda jovem, participou em corais de odes e tragédias de outros dramaturgos e, mais tarde, quando ele mesmo passou a criar tragédias, foi ele quem mais vezes foi o premiado. Sófocles introduziu um terceiro ator e isto permitiu intrigas mais elaboradas, já que em alguns episódios surgem três personagens em cena, além do próprio coro. Apesar da pequena diferença de tempo entre ele e Ésquilo (em algumas ocasiões ambos disputaram o mesmo prêmio), Sófocles deu um grande passo em direção ao aprofundamento da psicologia de seus personagens.

O teatro de Sófocles é lírico, menos solene que o de Ésquilo, mas bem mais profundo e humano. A religião não desempenha um papel tão importante e em algumas de suas obras os personagens lutam contra uma fatalidade impiedosa. Sófocles é considerado como o artista mais harmonioso de seu tempo. Aristóteles registrou em seu estudo sobre as tragédias gregas que Édipo Rei é a mais perfeita entre todas.

Em Édipo em Colono é o momento em que este grande personagem da história resolve parar sua peregrinação pelo mundo, escolhendo a entrada de Atenas e a proteção de suas deusas e de seu rei Teseu que o acolhe para seu exílio final em seu encontro com thanatos (morte), de diálogos fortes, emocionantes e cheios de verdades e crenças humanas e suas relações conturbadas, paixão, família, poder e mitos dentro de um mesmo espaço que é a jornada de um homem que se atreveu a tentar contrariar a voz dos deuses e se viu perdido no meio de um turbilhão que era sua própria vida e destino.

Escrita a mais de 2400 anos e ao mesmo tempo tão atual em história, expurgos e purificação humana.

Com cenas e frases impactantes esta montagem traz ao seio dramático brasileiro uma tragédia como ainda não vista, com belíssimos quadros sob uma iluminação excepcional de Elaine Pereira e sonoplastia do jovem Thiago Lima, com excelentes atores como: Ivo Prati (coro/ Estrangeiro e Tirésias) e José Plínio (Creonte), atrizes como: Helena Portela (Antígona), Verônica Rodrigues (Coro/ Ismêne) e Amaranta Chagas (Coro/ Eumenides/ Stand by). Contando com a Assistência de Direção e Coreografia de Ronald Pinheiro (Coro/ Eumênides/ Xamã) e com Antonio Sergio Busnardo como Édipo.

Serviço:

ÉDIPO EM COLONO

Direção Luthero de Almeida

TEATRO JOSÉ MARIA SANTOS (Teatro da Classe)

de quarta a domingo às 20 horas.

Rua 13 de maio (atrás da Igreja Nossa Senhora do Rosário, Largo da Ordem)

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