sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eu?! Era um ser desigual...


Eu?! Era um ser desigual...




Sonhava tanto com sonhos

Me via assim quase um estranho de mim

Eu era um ser desigual

Um tanto fora do normal.

Gosto da noite, do entardecer

A magia que me acolhe é luz de simplesmente ser...



Escrevo à noite, começo à tarde

Me desembaraço

Minha mente flutua

Meus dedos contam as teclas

E logo me vejo mais uma poesia

Ou mesmo uma história...



Hoje nesta noite não haverá lua cheia

A chuva desce pelo telhado

Pela goteira na minha sala

Os barulhos dos gotejões são marteladas úmidas

E minha mente voa



Nas palavras sou outro mundo

Sou verbetes, frases

Sou afirmações e sou anseios

Sou sonhos não vividos

Sou uma base real com um tudo ficção...



Me perco quando ultrapasso os sentidos

Me vejo sentido o cheiro

O resultado de tamanha concentração

Meu corpo responde aquilo

Como se você estivesse aqui

A pegar a minha mão...



Assim sei que esta solidão de escritor

É tão passageira quanto um breve instante

Que me basta no medo de mim mesmo

Correr ao quarto e sob o edredom

Me deixar ser todo teu...

Como homem e como mulher

Um ao outro realizando desejos e...

Oferecendo prazer!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente o que achou do texto se foi doseu agrado e ofereça sugestões... Obrigado.