sábado, 20 de outubro de 2012

Brinquedos feitos com garrafa pet


Brinquedos feitos com garrafa pet

A forma das embalagens PET dos refrigerantes é perfeita para construir objetos divertidos para as crianças. É possível criar móbiles, porta-lápis, cofre e jogos. E o melhor: a ideia ajuda a preservar o planeta

Dulla
Móbiles enfeitam e dão um ar alegre e divertido ao ambiente. Experimente fazer esta borboleta com os seus filhos
Foto: Dulla

Móbile, criatividade no ar


É muito fácil fazer esta borboleta-móbile, que traz bastante cor e alegria para o quarto de meninas e meninos. Basta pintar uma garrafa com tinta acrílica, criando os detalhes do corpo e da cabeça, recortar asas em EVA, transformar bolas de isopor em olhos e tampinhas em patas. 
Quer copiar? do ateliê Arte com Reciclagem, de São Paulo, ensina.

Material:
1 garrafa PET do refrigerante Fanta + Tinta acrílica nas cores: laranja, verde, azul-turquesa, preto + Verniz acrílico + Espaguete de plástico branco (3 mm) + Estilete + 2 bolas de isopor nº 40 + 20 cm de fita de tecido xadrez + EVA listrado de 2,5 mm + EVA branco de 2,5 mm + Pincel Condor (474/18) + Canetinha preta ou caneta de tinta permanente + Cola para EVA + Fita de tecido xadrez

Como preparar:
Com a tinta acrílica cor de laranja, pinte a base da garrafa e a parte de cima, delimitada pelo próprio formato. Pinte de verde a parte de baixo. Espere secar e, com a tinta laranja, faça bolinhas na barriga da borboleta. Deixe secar. Aplique uma demão de verniz acrílico em toda a peça para preservar a pintura. Corte o espaguete em 4 partes de 15 cm (para os pés) e duas partes de 10 cm (para os olhos). Para fixá-los, faça um corte de 1 cm com o estilete nos respectivos lugares e enfie a pontinha deixando 2 cm da extremidade dentro da garrafa.

Pés: são tampinhas pintadas com tinta acrílica preta que você fixa na extremidade do espaguete com um nó por baixo.

Asas: corte o EVA listrado de acordo com o formato sugerido. Para fixá-las, faça um corte com o estilete na lateral da garrafa, proporcional ao tamanho da “asa” que será introduzida. Encaixe o EVA na abertura, de maneira que fique 2 cm dentro da garrafa. Boca: corte um EVA branco no formato da boca e faça as listras com canetinha preta para fazer os dentes. Aplique na garrafa com cola para EVA.

Olhos: com a tinta acrílica azul, pinte uma bola grande. Com a tinta acrílica preta, faça uma bolinha menor sobre a bola azul. Para pendurar a peça no teto, utilize uma espiral de caderno. Com o estilete, faça um corte mínimo na parte de cima do “corpo da borboleta” e introduza o arame deixando uma voltinha dentro da garrafa. Arremate a peça com um laço de fita de tecido.
 
Dulla
Chame as crianças para criar cofrinhos econômicos e ensine-os desde agora como guardar dinheiro
Foto: Dulla

Cofre econômico

O porquinho ganha forma com uma garrafa de 600 ml revestida com EVA colorido. Um pequeno corte na estrutura da garrafa serve de passagem para as moedas. Depois de cheio, você não precisa quebrá-lo para retirar o dinheiro - é só abrir a tampa!

Material: 1 garrafa de 300 ml + EVA listrado de 2,5 mm + EVA amarelo de 2,5 mm + Tinta relevo amarela + Cola para EVA + 2 olhos móveis nº 10 + 4 contas grandes de plástico

Como preparar:Corpo: com cola própria para EVA, encape a garrafa com o EVA listrado, de maneira que a parte de cima e a base da garrafa fiquem descobertas.

Orelha: corte o EVA amarelo no formato sugerido, fazendo uma dobra na extremidade oval e com a cola aplique rente às listras. Olhos: com a cola, fixe os olhos móveis e utilizando a tinta relevo faça os cílios.

Rabinho: corte uma tirinha de EVA listrado, enrole em um lápis e esquente com secador de cabelo bem quente para modelar. Retire o lápis e o EVA estará com o formato de espiral. Com a cola, aplique na base da garrafa, de maneira que fique empinado para cima.

Pés: com a cola, fixe as quatro contas de plástico na parte de baixo da garrafa.

Focinho: corte um círculo de EVA amarelo com o mesmo tamanho do diâmetro da tampinha e, sobre ele, aplique duas bolinhas menores de EVA preto. Cole sobre a tampa da garrafa com a cola. Abertura para as moedas: com o estilete, faça uma abertura na parte de cima da garrafa, entre as orelhas e o rabinho. Por ser a maior, uma moeda de R$ 1 real pode servir de medida.
Dulla
Esse joguinho é divertido e fácil de brincar. As crianças vão adorar
Foto: Dulla

Jogo da velha e caixa-sacolas

A brincadeira vai ficar muito mais divertida com este jogo personalizado, que pode ser levado pra lá e pra cá dentro de uma bolsinha. As peças são joaninhas e flores desenhadas sobre círculos de EVA e aplicadas em tampinhas. O tabuleiro nasce de um retalho de feltro pintado com tinta relevo. A caixa-sacola é montada a partir da base da garrafa PET. Muito lindo!

Material:
1 garrafa PET + Espaguete transparente (3 mm) de 15 cm + Caneta de tinta permanente + Tinta relevo nas cores: preto, vermelho, amarelo e laranja + Tesoura + Estilete + EVA nas cores vermelho e verde + Feltro amarelo + Fio preto encerado + 5 tampinhas vermelhas + 5 tampinhas verdes + Cola para EVA

Como preparar:Caixa-sacola: Com o estilete, corte a garrafa na horizontal 2 cm abaixo do rótulo. Com uma tesoura, faça picotes na vertical, nos gomos da garrafa (um sim, um não). O resultado serão cinco “pétalas”. Com a tesoura, arredonde a ponta das pétalas. Faça pontinhos com a tinta relevo, contornando todas as pétalas. A parte “solta” dos gomos decore com pintinhas feitas com a tinta relevo. Para produzir a alça, faça dois furos, fixe o espaguete e dê um nó por dentro. Na base da alça, amarre fitas de cetim formando um laço. Personalize a caixa-sacola colando uma flor e uma joaninha (veja como fazer abaixo) e escreva o nome do jogo com tinta relevo preta.

Peças do jogo: Corte 10 círculos de EVA branco com o mesmo diâmetro das tampinhas. Com o EVA vermelho, corte 5 círculos (com o mesmo diâmetro das tampinhas) e, com a caneta de tinta permanente, desenhe uma joaninha. Para fazer as antenas, corte 3 cm de fio preto encerado e com a cola própria cole-as entre o EVA e a superfície das tampinhas vermelhas. Com o EVA verde, corte 5 círculos (com o mesmo diâmetro das tampinhas) e com a caneta de tinta permanente, desenhe uma flor. Utilizando as tintas relevo, pinte as pétalas de vermelho e o miolo de amarelo. Com a cola, fixe as flores sobre as tampinhas verdes.

Tabuleiro: Corte o feltro formando um quadrado de 15 x 15 cm. Desenhe os nove quadrados de 5 x 5 cm com tinta relevo vermelha, fazendo pontinhos. 
Dulla
Use a sua criatividade e invente outros bichinhos para fazer este porta-lápis
Foto: Dulla

Porta-lápis divertido


Aqui, uma garrafa pequena vira porta-lápis fácil. No EVA você modela o sapo com boca vazada. Uma coroa de EVA estampado dá o charme á tampinha. Ah! E você pode criar outros bichos, como girafa, urso, cachorro...

Material: 1 garrafa PET + EVA verde + EVA vermelho + Tesoura ou estilete + Cola própria para EVA + Caneta de tinta permanente + Dois olhos móveis

Como preparar:
Faça o desenho do sapo no EVA verde, que deve ter tamanho proporcional a altura da garrafa, de acordo com a foto, e corte com a tesoura. Não esqueça de deixar a boca vazada. Ainda com a tesoura ou com o auxílio de um estilete, faça um recorte na garrafa com as mesmas medidas da boca do sapo.

No EVA vermelho, produza um recorte com o formato da língua. Com a caneta de tinta permanente, faça os traços e pontos que contornam o “corpo” do sapo, a língua, a abertura da boca e faça também as duas bolinhas do nariz. Com a cola própria para EVA, aplique a língua no centro, embaixo da “boca” do sapo. Com a cola, fixe o recorte de EVA na garrafa, centralizando a boca do bicho com a abertura feita no frasco.

BRINQUEDOS ECOLÓGICOS



Pais ecologicamente corretos, a PIX achou os brinquedos ideiais pro seu pimpolho brincar
e ainda exercitar a imaginação e criatividade.
São casas de bonecas, foguetes, tubarões e até castelos!
Tudo feito com papelão e super bonitinho.
Outro detalhe, como o papelão vem sem estamapa alguma,
seu barrigudinho ou barrigudinha pode desenhar nele o que quiser!

CABANA INDÍGENA
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CASINHA DE BONECA
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CASINHA TIPO AS DA TURMA DA MÔNICA (PRA QUEM É DOS ANOS 80)
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CASTELO
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TELEVISÃO (PROS MINI JORNALISTAS) E TUBARÃO
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Escultura de papelão...

 

 


Cada vez mais a gente tá vendo o papelão ser usado de maneira criativa e inovadora, né?
Esta história de aquecimento global e reciclagem parece mesmo ter mexido com o lado inovador do povo, e de criação!

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ovelhinha pet e eva

Cortina com garrafa pet













Vaso com flores com garrafas pet o miolinho da flor e feito com bolinha de isopor

jardineira de pet

enfeite de natal de garrafa pet

Como fazer uma estante de papelão


Com materiais facilmente recicláveis e mais ecológicos do que os móveis de madeira, reaproveitar caixas de papelão para confeccionar estantes, mesas, cadeiras, é dar um destino mais digno para as árvores derrubadas para se obter as tais caixas.
É possível decorar a casa inteira com este material, com tantos móveis disponíveis no mercado, que levam o papelão como a matéria-prima. E não é difícil montá-los. A única ferramenta necessária são suas mãos e um pouco de criatividade.
E, para quem quiser se aventurar a fazer os seus próprios móveis de papelão, o artista plástica Abilio Machado dá a dica: com uma caixa de TV e usando as tampas como divisórias, é facil criar uma estante do seu jeitinho e na medida certa para tudo. “Há muito tempo que faço móveis de papelão; é fácil, barato, e ecológico… e mais, sem grana dentro de casa!”. 
E não é que se torna uma brincadeira divertida mesmo?
 

Para fazer uma estante de papelão, não há grandes mistérios:
  • Peguei uma caixa de papelão grande e recortei fora as tampas.
  • Encaixei os pedaços dentro e fiz as prateleiras horizontais, colando primeiro com fita crepe para fixar no lugar.
  • Depois, com pedaços menores de papelão, fiz as divisões verticais.
  • Com tudo fixado no lugar, passo fita gomada em toda ela, reforçando bem as junções.
  • Em seguida, dou um banho de cola branca.
  • Aí, é só pintar a gosto com tinta latéx.
Depois de muito tempo fazendo móveis de papelão, descobri que os franceses fazem muito disso. 
E a dica é na sua busca procurar por : “meubles en carton” você encontrará uma infinidade de móveis confeccionados com papelão. 

Os móveis de papelão são muito resistentes e, se bem cuidados, podem ter uma vida útil bem longa. Basta evitar que o móvel fique exposto ao tempo ou em contato com umidade. Com baixo custo, originalidade, qualidade e muita diversão, é possível ser ecologicamente correto também na hora de decorar nossos próprios espaços!

Experimentem dar uma olhada nos sites abaixo e inspirem-se:

Imagens:

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

6 ª Semana Literária...

Já é a 6ª semana literária, projeto iniciado pela ex coordenadora Rozeli Massanhã em conjunto com a turma da Poesia que agora virou Academia... parabéns... pena que muitos agentes locais foram esquecidos... prestigiem....Tentei colar ara vocês aqui a programação mas dá inviabilidade de aceitação, fomatação distorcida...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

“CÓDIGO H2O”

O Departamento de Cultura o Ministério da Cultura e a Caterpillar tem um convite especial pra você!

Em anexo: Convite eletrônico Código h2o 
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Segundo a UNESCO, a cultura deve ser lembrada como o desenvolvimento permanente de um conjunto de características espirituais, materiais, intelectuais e emocionais relacionadas a uma sociedade ou grupo social. Ela abraça - em conjunto com as artes e a literatura - estilos de vida, modos de se relacionar, sistemas de valores, tradições e crenças . O modo como utilizamos e valorizamos os recursos naturais constituem uma parte importante da identidade cultural de uma sociedade.
A vida na Terra e o desenvolvimento do homem em todos seus aspectos - cultural, social e econômico - foram, desde o início, pautados pelos quatro elementos. A descoberta do fogo, as diversidades geológicas e a manipulação do solo, as condições atmosféricas e a abundância ou falta d’água criaram modos de vida distintos e culturas completamente diferentes ao redor do globo. Contudo, dentre todos esses fatores, a água é o único fator essencial para vida como a conhecemos, e através de seus ciclos - do ar para a terra para o mar e de volta para o ar - a água molda nosso planeta e praticamente cada aspecto das nossas vidas. Todos os seres vivos precisam de água - ela é essencial para as reações químicas da vida.
Por causa de seu papel fundamental na vida, a água tem uma forte dimensão cultural. Sem uma melhor compreensão e consideração dos aspectos culturais das questões relacionadas à água, nenhuma solução sustentável pode ser encontrada.
Dessa forma, promover o diálogo cultural para encontrar soluções para os problemas relacionados à água é de extrema importância. O método para atingir tal objetivo é proporcionando um espaço para expressões artísticas relacionadas às questões da água, de maneira que informação e conhecimento sejam trocados. Ilustrações, fotografias, materiais audiovisuais e artes cênicas são as ferramentas necessárias para levar essa mensagem para além das fronteiras culturais.
Dessa maneira nasceu a ideia para a realização de “CÓDIGO H2O”, uma instalação cênica para crianças e adultos onde, com a ajuda das ferramentas descritas acima, informações relacionadas à água e cultura sejam criadas, trocadas e disseminadas na comunidade, envolvendo famílias, escolas e organizações civis. 

Você é nosso convidado especial!
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Att
 Ministério da Cultura, Caterpillar e Depto de Cult. de Campo largo

sábado, 25 de agosto de 2012

Por que algumas pessoas são mais inteligentes?




Existem, pelo menos, três razões. A primeira é a herança genética: cerca de 75% a 85% da variação de QI entre os adultos vêm dos genes que herdamos. Isso foi comprovado cientificamente de diversas maneiras, embora o teste de QI meça apenas alguns tipos de inteligência.

Geralmente relacionado com a performance na escola ou no trabalho, o QI não verifica as inteligências emocional e musical, por exemplo. Outro aspecto que precisa ser observado são os fatores ambientais, incluindo as condições no útero da mãe, danos durante o parto, nutrição ao longo da vida, doenças e outros estressores.

Porém, as ideias e conceitos (os chamados “memes”) que as pessoas carregam as tornam mais ou menos inteligentes. Isso inclui os idiomas que aprenderam e a educação formal. Os memes são ferramentas para pensar, o que significa que crianças expostas ao pensamento crítico, argumentos hábeis e ao desejo de conhecimento terão maneiras melhores de reunir novas ideias e se tornarão adultos mais inteligentes. (S.B.)

Imagens que desafiam os sentidos


Os estímulos que recebemos são reconstruídos ativamente pelo nosso sistema nervoso; em palestra em São Paulo o neurofisiologista Marcus Vinicius Baldo analisa ilusões visuais e fala sobre como o cérebro organiza a realidade
 
© Kochneva Tetyana/Shutterstock

Por que a Lua parece maior quando está próxima ao horizonte? Aristóteles (384-322 a.C.) e Ptolomeu (87-151 d.C.) consideravam que o satélite tinha suas proporções ampliadas por algum efeito misterioso da atmosfera. Outros estudiosos acreditavam que ele estaria mais próximo da Terra. Hoje, a maioria dos neurocientistas concorda que a discrepância de volume entre a Lua “baixa” e a elevada no céu existe apenas em nossa mente.


“A imagem projetada na retina, no zênite, tem sempre o mesmo tamanho”, esclarece o neurofisiologista Marcus Vinicius Baldo, professor do Departamento de Fisiologia e Biofísica da Universidade de São Paulo (USP), no artigo “Ilusões: o olho mágico da percepção” (Revista Brasileira de Psiquiatria, 2003). De fato, fotografias tiradas em diferentes momentos da aparente trajetória da Lua no céu não mostram alterações em sua proporção. Ou experimente simplesmente enganar sua mente, curvando-se e olhando o satélite entre suas pernas – ele aparentará ter sempre o mesmo volume. Por que isso acontece? Não se sabe ao certo. Uma das explicações é que nosso cérebro compensaria a distância do objeto observado atribuindo tamanho maior ao corpo mais distante. A “ilusão da lua” e outros efeitos visuais serão analisados por Baldo na palestra Ilusões: uma janela para a percepção, no auditório da Estação Ciência, em São Paulo, no dia 18 de junho.


Segundo o neurofisiologista, a mente cria representações do mundo, podendo “ver” um mesmo objeto (ou problema) de formas diferentes. Com a metáfora o “mito da caverna”, Platão (428-348 a.C.) teorizou sobre a submissão da realidade perceptiva aos nossos sentidos: homens confinados em uma gruta acreditavam que o mundo real eram sombras que viam projetadas na parede de pedra – essas, porém, não passavam de ilusões. Na verdade, o que podemos perceber, conhecer ou vivenciar depende não só da realidade com a qual lidamos, mas dos recursos de que dispomos para isso: órgãos sensoriais e sistema nervoso. A apreensão da realidade é sempre mediada. “Somos capazes de enxergar apenas uma estreita faixa do espectro eletromagnético, que chamamos de luz. Conseguimos ouvir vibrações mecânicas compreendidas em uma estreita faixa de frequências, que identificamos como som”, exemplifica Baldo.
De acordo com o médico e físico alemão Hermann von Helmholtz (1821-1894), a percepção surge a partir de inferências que inconscientemente fazemos sobre o mundo à nossa volta. Elas são contrastadas com informações que o organismo colhe do ambiente. Toda vez que essas expectativas não são correspondidas, ajustamos nosso aparelho perceptivo, testando novas conjeturas. Ou seja, os estímulos que recebemos são reconstruídos ativamente pelo nosso sistema nervoso.


A aparência distorcida que um lápis adquire quando colocado dentro de um copo d’água e o fenômeno do arco-íris são exemplos de ilusões visuais. Artistas vêm jogando com a percepção – há séculos ilusionistas nos induzem a criar expectativas em nossa mente, que fazem nossa imaginação precipitar-se e completar ciclos de eventos sem se dar conta do momento em que foi ludibriada. “Da Vinci dizia que a perspectiva nada mais é do que ver algo através de uma vidraça transparente. O que enxergamos depende estritamente de nossas expectativas. Ver não seria simplesmente tentar adivinhar o que existe lá fora, atrás da camada de vidro?”, questiona Baldo. A palestra é gratuita, parte do ciclo Neurociência, arte e filosofia – Um sábado por mês, entre junho e novembro, um especialista falará ao público.

Cores em movimento


Pinacoteca de São Paulo expõe ilusões visuais do venezuelano Carlos Cruz-Diez, um dos principais nomes da arte óptica
 
INDUÇÃO CROMÁTICA Nº 53. PARIS, 1973/DIVULGAÇÃO

Escrito nos anos 20, o conto de ficção científica A cor que caiu do céu gira em torno de uma pequena comunidade agrícola americana aterrorizada por algo “impossível de imaginar”, vindo de outro mundo. O monstro criado pelo autor H. P. Lovecraft não é um alienígena ou um ser vivo – é, na verdade, uma cor estranha. Ela destrói plantações e mata animais. Quem depara com ela passa a questionar a própria razão e fica a ponto de enlouquecer. A narrativa é uma alegoria do atordoamento da mente diante de um estímulo sensorial a que o cérebro não está habituado. De certa forma, a mostra Carlos Cruz-Diez: cor no espaço e no tempo remete à história de Lovecraft. Retrospectiva de 60 anos de trabalho do artista venezuelano, ícone da op art (arte óptica), as 150 obras expostas na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, são resultado da experimentação de matizes em diferentes contextos de iluminação e espaço, traço marcante da obra de Cruz-Diez.

Logo no início da exposição o público é convidado a tomar um “banho” de cor na instalação Duchas de indução cromática, onde o espectador entra em tubos de plástico rígido e fica exposto a luzes de diferentes tonalidades. A obra brinca com o fenômeno de afterimage, ou persistência retiniana, isto é, o cérebro continua a “enxergar” um estímulo com o qual se acostumou, como se fosse uma imagem fantasma – a sucessão de cores diferentes contra a superfície leva os neurônios da retina a ver matizes que não existem.

Principal obra da exposição, Cromointerferência mostra como as cores podem influir até mesmo na percepção dos contornos dos objetos. Trata-se de um grande espaço branco no qual dois planos de cor ondulam constantemente em faixas projetadas nas paredes e no piso, deformando visualmente tudo que há ao redor, inclusive o corpo dos visitantes. “A cor não é apenas um pigmento, mas uma ‘situação’ que resulta da projeção da luz sobre o  objetos e da maneira como essa iluminação é processada pelo olho humano”, diz Cruz Diez. Vídeos sobre o processo criativo do artista e fotografias de algumas de suas intervenções urbanas completam o acervo.

Carlos Cruz-Diez: cor no espaço e no tempo. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, São Paulo. Informações: (11) 3324-1000. Terça a domingo, das 10h às 18h. R$ 6. Grátis às quintas e aos sábados. Até 23 de setembro.

Faces entre luzes e sombras


Exposição de máscaras teatrais evoca o conceito arquetípico de persona
 
MAURO MAGLIANI
APOLLO (acima) e O bosque de máscaras
A máscara está presente na história da humanidade desde tempos remotos. Em rituais religiosos e pagãos e no teatro ganhou papel significativo. Na Grécia Antiga, com o nome de persona, tinha dupla função: ajudar o ator a compor a estética do personagem e amplificar sua voz. Seja nos ritos, no carnaval, nos bailes, no teatro romano, na famosa Commedia Dell’Arte da Idade Média ou no teatro novo, as máscaras seduzem, desconcertam, provocam risos, mas, sobretudo, dissimulam.

A exposição A máscara teatral na arte dos Sartori - da Commedia Dell’Arte ao mascaramento urbano, em cartaz no Rio de Janeiro, propõe uma viagem imaginária rumo à história dessa magnífica arte, desde as origens até sua expansão em espaços arquitetônicos abertos. São 186 obras produzidas pelos célebres escultores italianos Amleto Sartori (1915-1962) e seu filho Donato, cujos nomes remontam à redescoberta da máscara teatral no século XX. Além das peças, estão expostos documentos, imagens, desenhos e esboços pertencentes à coleção Sartori, Itália.

Entre as principais atrações da exposição estão O bosque de máscaras (feita para a trilogia de Ésquilo, Oréstia, encenada na França em 1955) e a instalação de máscaras medievais utilizadas no teatro popular e no folclore de matriz pagã.

Os sentidos das máscaras, porém, são muitos e vão além dos palcos teatrais. Algumas sociedades pré-industriais acreditavam que quem as usava adquiria poderes mágicos; já para a literatura, o cinema e as artes em geral simbolizam a incorporação de uma outra identidade. No campo da psicologia, o mascaramento ganhou nova dimensão a partir da psicologia analítica de Carl Gustav Jung (1875-1961), que resgatou do teatro grego o termo persona para referir-se ao arquétipo da adaptação social, espécie de “aparência” psicossocial que forjamos para viver entre nossos semelhantes. No entanto, trata-se da primeira defesa a que devemos abdicar rumo à nossa essência, ao nosso self, durante o processo de individuação (busca do equilíbrio entre forças inconscientes e conscientes para exercermos nossas potencialidades de modo pleno). Ao “cair a máscara” é inevitável o encontro com a face desconhecida de nós mesmos, a que Jung denominou Sombra, na maioria das vezes enigmática e assustadora, porém correspondente a uma parte essencial de nossa psique, plena de aspectos imaturos, inferiores ou reprimidos, mas também de grandes atributos ainda não desenvolvidos.

Arte aprimora cérebro infantil


Motivação e atenção sustentada modulam circuitos cognitivos
 
©YVAN DUBÉ/SHUTTERSTOCK
Atividades culturais ajudam crianças a apreender informações
De que forma a arte influencia a cognição das crianças? Essa pergunta audaciosa começa a ser respondida por Michael Gazzaniga, um dos mais respeitados neurocientistas da atualidade e autor de Ciência psicológica – Mente, cérebro e comportamento (Artmed, 2005). O psicólogo da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara está à frente de um estudo que começou há três anos e ainda deve se estender por mais cinco, mas alguns resultados preliminares já foram divulgados.

Usando técnicas de imageamento cerebral, o pesquisador observou que a participação em atividades artísticas, bem como a apreciação de obras de arte, leva a um alto grau de motivação que produz atenção sustentada e ativa diversos circuitos cognitivos do cérebro. O teatro afeta positivamente a memória, pois a criança aprende a manipular grandes quantidades de informação semântica. O gosto pelas artes plásticas está associado ao temperamento mais flexível e à maior atividade de genes relacionados ao neurotransmissor dopamina.

Gazzaniga alerta, entretanto, que quando os resultados envolvem a genética é difícil saber o que é causa e o que é conseqüência. Por isso mesmo, a próxima fase do estudo tem o objetivo de investigar se existe predisposição inata para o senso estético, ou se, ao contrário, o desenvolvimento deste é capaz de modular a expressão gênica no início da vida.

Cores estimulam atividade cerebral


Pesquisadores verificaram que o vermelho ajuda na concentração e atenção e o azul libera a mente
por Jordan Lite
Image © iStockphoto/bluestocking

Você sempre usa “aquela” caneta azul que lhe traz sorte nas provas? Talvez você devesse usar uma vermelha...

Pesquisadores da University of British Columbia (UBC) avaliaram o comportamento de 600 pessoas que executaram tarefas que exigiam atenção a detalhes (como revisão de textos) e outras que exigiam criatividade (como resolver um problema). Eles se saíram melhor nos testes que exigiam atenção aos detalhes, quando o plano de fundo do computador que estavam usando era vermelho, e apresentaram melhor resultado nos testes de criatividade quando o plano de fundo era azul. Os resultados da pesquisa foram publicados na Science Express em 6 de fevereiro.

Mesmo que estejamos acostumados a associar vermelho ao perigo e azul à tranqüilidade, a relação entre cores e desempenho cognitivo não é tão óbvia quanto parece, avalia a co-autora do estudo Julia Zhu, professora assistente de marketing da UBC. “As pessoas não têm noção dos diferentes efeitos das cores: elas sempre pensam que o azul vai ajudá-las a fazer as coisas melhor,” Zhu recomenda que “se a tarefa exigir atenção aos detalhes, use vermelho, mas se pedirem para você pensar em situações genéricas, o azul vai ajudar.”

Essas descobertas complementam os resultados do professor de psicologia Andrew Elliot, da University of Rochester, que publicou uma pesquisa em 2007 mostrando que as pessoas que observaram um painel vermelho antes de realizar um teste de QI tiveram pior desempenho, provavelmente por causa da associação negativa da cor com as marcas feitas pelo professores nas provas e trabalhos escolares. A idéia é que ─ ao menos em situações de desempenho de aprendizagem ─ o vermelho nos faz lembrar dos erros cometidos e queremos evitá-los. Pintar paredes ou partes do ambiente de vermelho pode inibir nossa criatividade porque estamos muito preocupados em evitar erros, avalia Markus Maier, professor assistente de psicologia social da Stony Brook University, em Nova York.

“A atenção pode ser muito útil em tarefas que envolvem detecção, e desvantajosa em tarefas envolvendo resolução de questões mais complexas,” avalia Maier. “Se tiver que resolver um problema muito complicado concentrar-se e manter a atenção é quase sempre doloroso, porque você gostaria ter um olhar mais abrangente, mas não consegue.”

Portanto, o contexto importa, sim. Em 2008, Elliot mostrou que homens se sentiam mais atraídos por mulheres com roupas vermelhas que se estivessem usando vestimentas de outras cores. Pode-se dizer, então, que no domínio da sedução, o vermelho melhora a performance.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SUMI-E, A PINTURA DO ESPAÇO VAZIO


A aquarela japonesa, originária da caligrafia chinesa, retrata o instantâneo da alma, em breves traços, usando o vazio em sua composição, pintando temas tradicionais como a orquídea selvagem, o bambu, a ameixeira e o crisântemo.
Por Nydia Bonetti
O sumi-ê é uma arte subjetiva, evolução do suiboku-ga, desenho derivado da caligrafia chinesa, que chegou ao Japão no século XIV, com forte influência zen-budista. Retrata o instante da alma num momento único, e não permite correção ou indecisão, para manter a pureza do sentimento revelado nos traços, que devem revelar a “pobreza pura” – a mais perfeita imperfeição.
“Sumi” significa tinta preta e “ê” significa pintura, desenho. Mais do que uma bela e incomparável forma de arte, é também uma filosofia.
A inteligência intelectual deve ser deixada de lado e o essencial se torna “a devoção interna” para que possa surgir o belo e o natural. O espaço em branco revela o que não foi expresso e com o que o pincel não traçou completa-se a perfeição. Se houver erro, o desenho está morto e a obra se perde.  Os traços devem revelar o “wabi” – pobreza pura que se basta a si mesma; e o espaço em branco, chamado “yohaku”, representa o que não foi expresso. A perfeição completa-se com o que o pincel não desenhou.
Os praticantes do sumi-ê pintam essencialmente o que chamam de “os 4 nobres”, revelando a ligação imensa desta arte com a natureza. São eles: A orquídea selvagem, o bambu, a ameixeira e o crisântemo, todos, com fortes simbologias e significados.
A orquídea selvagem representa o verão, espírito jovem e é símbolo da graça e virtudes femininas. Esta flor cresce no local mais inspirador de todos, onde a montanha encontra a água.


O bambu representa o inverno e significa a simplicidade da vida e a humildade. O tronco simboliza a força e as virtudes do sexo masculino. As subdivisões do tronco representam as etapas da vida. O centro oco remete ao vazio interior pregado no zen-budismo e por fim, a resistência do bambu representa a estabilidade e caráter inabalável.


A ameixeira é o símbolo da esperança e da tolerância. O tronco retorcido inspira dureza e ainda assim carrega consigo a promessa da primavera, que se confirma com o aparecimento dos primeiros delicados brotos em janeiro.




O crisântemo por antecipar o inverno desafiando o frio do outono. Representa a perseverança, a lealdade e a modéstia. Também simboliza a vida familiar devido ao seu formato circular. É a flor-símbolo da Casa Imperial.


São elementos básicos do sumi-ê: simplicidade, simbolização e naturalidade. A expressão livre surge através da cor da tinta negra e dos movimentos do pincel, refletindo o caráter e a personalidade do autor, sob a inspiração do momento.
A fragilidade do material utilizado é mesmo proposital. Se o pincel permanecer muito tempo sobre o papel, este é transposto e tudo se perde. A cor branca que fica de fundo é comparada ao Universo, onde nunca se vê um fundo definido, característica do vazio.
Há uma tendência atual de colocar cores em algumas partes da pintura, principalmente onde a cor demonstra o espírito do objeto, como por exemplo, nas pétalas de flores.
Hoje no Japão, sabemos que muitos executivos e pessoas de altos cargos praticam o Sumi-ê, como forma de relaxamento, busca de paz interior e também como forma de melhorarem a sua eficiência e a tomada de decisões, que necessitam ser cada vez mais rápidas.
Ao contrário do ocidente, que desenvolveu estilos de pintura baseados na realidade, com técnicas de sombras, cores, espaço etc., o oriente focou no significado, especialmente quando se trata do sumi-ê.
A expressão nessa pintura é ditada pela percepção do essencial. É sugestiva e insinuante, com traços breves e de poucos contornos a pintura convida a uma interação que liberta a imaginação e o sentimento. São os grandes espaços em branco na pintura Sumi-ê que dão vida ao desenho, assim como na arquitetura o espaço vazio criado entre as formas e o entorno, dá valor e significado a uma construção.
O Sumi-ê possui uma dicotomia interessante. Preto-e-branco, concreto e abstrato, água e terra, autocontrole e espontaneidade são manifestações presentes nessa arte, que, a partir do século XV, passa a retratar também pássaros, flores e paisagens. Alguns dos artistas mais importantes do Sumi-ê são desse período, destacando-se Sesshu, o primeiro a criar uma linguagem peculiarmente japonesa para o estilo.
O sumi-ê, portanto, carrega o espírito do artista. Todo traço é como um golpe de espada, único e cheio de vida, por esta razão, muitos samurais o praticaram. Muitos, no entanto o praticam como forma de exercitar a paciência, a humildade e a simplicidade.
Onde a montanha encontra a água nasce a flor. nos traços a mais perfeita imperfeição. No espaço em branco (no que não foi expresso) a perfeição. o vivo instante retratado num flash.
Fontes:
Bruno Kaneoya: http://www.nipocultura.com.br/?p=450
Sumi-ê – Um Caminho para o Zen (Jordan Augusto, 2002)