terça-feira, 3 de janeiro de 2012

MEUS BRINQUEDOS (exposição de artes: ilustração, bonecos, poesia e contação de histórias)

A Praça é do Artista... esta tela representa o começo da exposição onde mostra claramente o lugar onde nas quartas e sáados artistas locais mostram suas artes, sejam elas desenhos, pinturas, designs, colagens e artesanato dos mais variados do papel ao cimento poroso.

Muitos, digo da nova geração talvez não saibam que toda a rodovia 277 era cercada por pinus e eucalíptos em ambas as margens e para o escoamento da água da rodovia, suas margens tinham grandes valetas e nós moleques aproveitávamos para levantarmos cabanas entre as árvores, aproveitando sua proximidade uma das outras, e a cobertura fazíamos com as ramíneas do pinus que são folhas finas e compridas e ue enlaçadas protegiam até mesmo das chuvas, e nos valetões nós os cobríamos e forravamos com estas ramíneas caídas, passávamos os fins de semana brincando de acampamento sem que soubessem que estávamos ali... uhm, mas nossos pais sabiam onde estávamos, esse é um fato importante.

Carrinho de rolamentos, de rolimã, há tantos nomes... Atrás de onde morava, que era ali na Vila Silka, se encontra a Ilha, chamada assim porque era uma porção de terra cercada pelo rio e pelo banhado, onde já fou Chrisller, depois TMT e agora é a Carterpillar, havia um morro perto do olho d'água (lugar abençoado que nos salava nas épocas de seca) nós construímos uma pista e nos divertíamos descendo com nossas invenções sobre rodas, nesta pista tinham dois cupins enormes, um era no topo, bem no começo da pista, onde nós escondíamos nossos tesouros, figurinhas, algumas fotos proibidas e infelizmente uns cigarros que pegávamos escondidos de nossos pais. (aqui é a deixa para falar sobre o mal do cigarro e do ver pornografia), voltando à pista, aquele cupim do meio era o sinal de quem era ou não bom piloto, pois invariavelmente quem fosse ruim caia ao desviar dele, aquele do retrato caindo era eu, raramente conseguia passar ileso por ele...



Este quadro chama muita a atenção, pois a primeira pergunta é ;
__Quem já tomou banho pelado no rio?
ou __ Quem tem vontade de tomar banho pelado no rio?
Pois é, este rio, onde está aqui representado é hje uma valeta, e quando eu era pequeno nós pescávamos neste rio, peixes assim ó.------------------... grandes, traíras, bagres, cascudo e carás.
Mas infelizmente ele não foi cuidado, e aos poucos ele foi definhando, definhando até quase desaparecer por completo. Neste tempo aqui, que não é tanto tempo assim não, nós estancávamos o rio para que ele ficasse mais fundo e passavamos tardes inteiras em suas águas e bem perto de nós, à direita as mulheres e moças da vila lavavam suas roupas, batendo-as em tábuas ou pedras, e nós e elas convivíamos com o maior respeito por que a maldade e a malícia sempre existiram, mas ela nasce primeiro aqui ( na cabeça) para depois afetar as pessoas, então nós tem controlar o que produzimos aqui (cabeça) para nos relacionarmos com as pessoas... E quanto ao rio, hoje queria mesmo era ao invés de estar aqui mostrando uma reprodução de uma experiência eu queria que você etivesse vivendo isso, mas o rio não está mais lá, por isso você deve ajudar a proteger os rios que ainda restam onde você mora, para que você ou suas crianças possa ter a experiência que eu tive, de nele tomar um banho pelado. Recilclar, reutilizar e reaproveitar devem ser uma regra... ( este material era distribuido no fim da visita)...

Até o jogar um papel de bala no chão pode causar uma grande catastrofe, imaginem sua sala de aula, as tias resolvem não limpar a sala mais, e vocês continuam jogando papéis de doces e balas, folhas de caderno pois é mais fácil arrancar do que apagar, não é mesmo? quanto lixo vocês acham que ficaria acumulado? E isso muito, e vejam qe é só uma sala, agora imaginem todas as salas, depois as casas, as instituições, as fábricas... Então temos que fazer a nossa parte, certo?!


Quem conhece este jogo? É isso! Bete ao ombro, hoje se adaptarm com outros materiais, se compram os bastões, usam bolinhas de tênis e garrafas pet, mas em nossa época nós fazíamos nossos bastões, a casinha eram três paus encostados (não amarrados), e a bolinha, esta era o grande trunfo para a brincadeira durar, pois ela era feita de meias velhas, assim tinha um peso, não ia tão longe, fantastico exercício de trabalho em equipe, um dos primeiros tratados de como se trabalhar diferenças entre diferentes... Inclusive a porquice de seco e molhado, que na verdade era uma boa cuspidela num dos lados do bete, para a escolha de qual dupla começaria a atacar e qual defenderia sua casinha.





E que dizer do pneu? Rolar pneus era uma das melhores brincadeiras, pois morávamos próximos de borracharias, BR 277, chegávamos a achar pneus por todos os lados, um brinquedo barato, totalmente de uso a todas as classes sociais, e quando achávamos um grande levávamos para aquela pista de carrinho de rolamentos e entrávamos dentro do pneu e descíamos loucamente até pararmos no banhado que era onde terminava a pista... E o pneu tem muitas utilidades, dá para fazer a cadeira do balanço com ele...


Cm pneus fazíamos cavalos de mesa, onde usávamos dois pneus e os cavalos duravam tempos, até desenterrarmos e darmos fim... Com os pequenininhos brincavamos de aro e argola... E é claro com suas câmeras usavamos no rio, principalmente nas épocas de chuva em que o rio enchia, quantas vezes descemos o rio sobre boias de câmeras... Bem como íamos à Serraria do Sr. Schultz e pegávamos madeira e fazíamos caixas enormes, vedávamos com pixe e descíamos o rio nas cheias, várias vezes chegamos até atrás do Colegio Sagrada Família pela correnteza do rio, ou com as bóias ou com os caixotes vertendo água...





Brincar de bang-bang, índio, polícia e ladrão era o divertimento em certa temporada do ano, na Ilha que comentei agora pouco, fazíamos uma verdadeira Guerra dos Botões (assistam ao filme) uma vila contra a outra, era a Vila Silka contra a do Bassani, que hoje é Ferrari, eram batalhas épicas, onde sabíamos a melhor madeira para fazer os arcos, usávamos pãina para as flechas para evitar machucar, nossas armas eram esculpidas em madeiras, é lá da Serraria do Schultz, e usávamos um mecanismo de elásticos onde atirávamos projéteis de madeira em forma de L, armas de madeira com gatilho e tudo. Nossos cavalos nem sempre eram apenas pedaços de madeira entre as pernas, às vezes fazíamos suas cabeças de saco de estopa cheios de palha de milho ou capim, os olhos colávamos ou costrávamos botões grandes, e hoje podemos fazer de garrafas pet, com a maior simplicidade como verão adiante, os cocares às vezes usávamos penas de galinha e pintávamos com corante de bolo, coisa que dava muitas cintadas quando as mães descobriam... E tinha algumas vezes que queríamos ser índios de verdades e corríamos nús pela Ilha, com nossas calças colocadas sobre as cabeças para fazer os cocares e o rosto riscado a carvão ou a tinta guache...


Este conjunto chama a atenção, por que forma um painel, onde as telas são conectadas por fios de alumínio coloridos e também saem duas pipas enormes e multicores que ficam dispostas no teto do espaço, neste trabalho é retratado a importânica de se fazer o trabalho pedindo a ajuda dos pais ou responsaveis para auxiliar a procurar o material, a recortar, a montar, a experimentar, em ver a beleza da Raia, Pipa, Papagaio, Cafifa, Rabiola, Pandorga, Curica, Cangula, Casqueta, Chambeta, Morcego, Lebreque, Coruja,Quadrado, Gaivota, Maranhão, Estilão, Barrilete... Estes são alguns nomes regionais só no Brasil...
Mais o barato é fazer caprichado e com quem você gosta de brincar... nada de querer fazer cerol para usar, pois é muito perigoso... sei que alguns vão dizer que nos céus é uma guerra para derrubar e apanhar a raia do outro, mas várias pessoas se machucaram e até mesmo foram a óbito.


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