quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Curiosidade da última ceia

De antemão aviso que esta história tem detratores e defensores de sua veracidade, possivelmente os primeiros estejam com a razão. Mas mesmo assim resolvi publicá-la por resultar muito pitoresca e até certo ponto edificante. Segundo diversas fontes sobre o assunto, tanto a forma que Leonardo encontrou o modelo, como o final da história é bastante diverso. Leiam, vocês vão gostar.


Leonardo Da Vinci levou sete anos para completar sua famosa obra entitulada "A Último Ceia". As figuras que representam os 12 apóstolos e Jesus foram tomadas de pessoas reais e a pessoa que seria o modelo para ser Cristo foi a primeira em ser selecionada.

Quando souberam que Da Vinci pintaria esta obra, centenas de jovens se apresentaram ante o artista para serem selecionados. Ele buscava um rosto que mostrasse uma personalidade inocente, pacífica e ao mesmo tempo bela. Buscava um rosto livre das cicatrizes e os duros traços deixados pela vida intranqüila do pecado. Finalmente, após alguns meses de busca selecionou um jovem de 19 anos de idade como seu modelo para pintar a imagem de Jesus. Por 6 meses Leonardo trabalhou para pintar somente o personagem principal da magnânima obra.

Durante os 6 anos seguintes, Da Vinci continuou sua obra buscando às pessoas que representariam os 11 apóstolos; deixando para o final àquele que representaria Judas, o apóstolo "entregão" que traiu Cristo por 30 moedas de prata. Por semanas ele procurou um homem com uma expressão dura e fria. Um rosto marcado por cicatrizes de avareza, decepção, traição, hipocrisia e crime. Um rosto que pudesse identificar uma pessoa que sem dúvida alguma trairia seu melhor amigo. Após muitas frustradas tentativas na busca deste modelo chegou aos ouvidos de Leonardo que existia um homem com estas características no calabouço de Roma.

Este homem estava sentenciado a morte por ter levado uma vida de roubo e assassinatos. Leonardo viajou a Roma assim que soube isto e pediu para ver aquele homem sob a luz do sol. Ele se deparou com um homem sem vida, todo maltratado com os cabelos longo caindo sobre seu rosto e escondendo dois olhos cheios de rancor, ódio e ruína. Enfim Leonardo encontrara a face para modelar Judas em sua obra.

Por meio de uma permissão do rei, este prisioneiro foi transladado ao estúdio do artista em Milão e por vários meses o homem sentou-se silenciosamente em frente a Da Vinci enquanto ele continuava dando vida ao personagem na obra de arte.

Quando Leonardo deu a última pincelada de seu quadro, voltou-se aos guardas do prisioneiro e solicitou que levassem-no dali. Mas quando saíam do recinto o prisioneiro soltou-se e correu para Leonardo gritando:

- "Da Vinci! Olha para mim! Não reconheces quem sou?" Leonardo Dá Vinci estudou-o cuidadosamente e respondeu:

- "Nunca te vi em toda minha vida, até aquela tarde no calabouço de Roma." O prisioneiro levantou seus olhos ao céu, caiu de joelhos ao solo e gritou desesperadamente:

- "Será que caí tão baixo assim!", depois voltou novamente seu rosto ao artista e disse:

- "Leonardo! Olhe-me novamente, pois, eu sou aquele jovem cujo rosto escolheste para representar a Cristo há sete anos..."


A primeira vez que ouvi esta história foi numa aula de catecismo quando Dona Cidinha, a professorinha do primário, tinha a clara intenção de induzir-nos ao caminho do bem. Não há comprovação histórica e é uma das muitas lendas que envolvem o nome do genial Leonardo Da Vinci.

Alguns historiadores afirmam que a obra foi concluída em três anos, enquanto outros ressaltam que demorou quatro anos para ser concluída. Mas todos concordam que ela sofreu vários retoques, dados pelo próprio Leonardo da Vinci, ao longo dos 20 anos seguintes.


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