sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Desenho de Observação:

 

DESENHO DE OBSERVAÇÃO

Fevereiro
desobserv6.jpgO desenho pode ser definido como a interpretação de qualquer realidade, visual, emocional, intelectual, ou outra, através da representação gráfica.
O Desenho de Observação assenta em quatro conceitos básicos: Enquadramento, Composição, Perspectiva e Proporções
O desenho de observação é sobretudo um meio para se adquirir o domínio sobre os fundamentos do desenho (que não são regras), sobre a percepção visual e sobre o espaço no qual se desenvolve, seja ela bi ou tridimensional.
No exercício do desenho de observação desenvolve-se o pensamento analógico e concreto, o senso de proporção, espaço, volume e planos.
A sensibilidade e a intuição são espicaçadas enquanto se passa a apreciar melhor os outros elementos da linguagem gráfica: textura, linha, cor, estrutura, ponto e composição.

 

 Trabalhos preparatórios


Para a tarefa de desenho de observação foi pedido aos alunos que realizassem alguns trabalhos preparatórios que consistiam na observação e desenho livre do objecto trazido de casa disposto em posição à sua escolha. Os resultados podem ser vistos aqui ou clicando no desenho.

Estrutura: Desenhar uma árvore



arvore2.jpg
Um velho amigo meu da província, um certo Leonardo, nascido numa aldeia ao pé de Florença – Vinci (código postal 50059) – era um homem muito curioso. Passava horas a observar as plantas e depois desenhava-as. Tirava notas de tudo o que ia compreendendo da maneira como as plantas se ramificam e de outras coisas do género. (…) Este Leonardo sabia muitas coisas, não só sobre as plantas não só sobre as plantas mas sobre tudo o que o rodeava. Ou melhor, até inventava coisas que não lhe estavam próximas, como, por exemplo, o helicóptero, sabia como desviar um rio, como funcionavam os órgãos do corpo humano e também sabia pintar – um quadro seu, pequeno mas famoso, está num grande museu de Paris.
Bruno Munari

O que de tão extraordinário descobriu o amigo Leonardo? Apenas isto: a regra de crescimento comum a todas as árvores que constitui a essencia da sua forma. 
Cada ramo é sempre mais fino do que o ramo que o precede e, começando no tronco, a árvore pode ramificar-se de várias maneiras, dividindo-se em dois, três ou mais ramos. 
Depois a espécie, o sítio, a temperatura, o vento, etc. fazem o resto mas a estrutura é sempre a mesma.
(textos e imagens retirados deste local)
Bruno Munari, num dos seus livros apresenta alguns desenhos (muito simples) de árvores. Podes vê-las clicando aqui. (fonte APEVT)

arvores-munari.jpg

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