domingo, 31 de março de 2013

O menino rato

Um belo filme, com roteiro e música sem pecados.
bello!

sábado, 30 de março de 2013

Vincent Van Gogh
















E quem nasceu em um 30 de março foi Vincent Van Gogh, um dos mais importantes pintores pós-impressionistas, famoso pela pincelada única e, principalmente, pelo brilhante uso das cores em suas obras.

Ainda hoje, o pintor neerlandês continua uma das figuras mais enigmáticas, fascinantes e importantes do mundo das artes, mas sua fama de fato só viria uma década após seu suicídio, tornando-o também um dos mais memoráveis casos de artistas incompreendidos e injustiçados em seu tempo. A rigor, o solitário Van Gogh foi um retumbante fracasso diante de seus contemporâneos.

Em "Van Gogh: A Vida", biografia com mais de 1100 páginas, Steven Naifeh e Gregory White Smith apresentam um profundo e admirável retrato do pintor, amparados pela mais extensa documentação histórica já reunida sobre sua carreira, cavando episódios, referências estéticas e até possíveis diagnósticos para os transtornos mentais que o tumultuaram em vida e o levaram, enfim, à loucura.

É absolutamente imperdível!

Na imagem, o autorretrato pintado em 1887.

Livro "Van Gogh: A Vida":

sexta-feira, 29 de março de 2013

VOCÊ APRENDE.....


com Abilio Machado e Raquel Gonçalves      

Direção Edna Gubert
Grupo do Curso Livre de Teatro do Centro de Artes Guido Viaro
sonoplastia base: Exercício de um amor livre de Fred Mércury (Queen)
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a 
sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma 
alma. 
E você aprende que amar não significa apoiar-se, 
e quecompanhia nem sempre significa segurança. 
E começa a aprender que beijos não são 
contratos e presentes não são promessas. 
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça 
erguidae olhos adiante, com a graça de um adulto 
e não com a tristeza de uma criança. 
E aprende a construir todas as suas estradas no 
hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais 
para os planos, e o futuro tem o costume de cair 
em meio ao vão. 
Depois de um tempo você aprende que o Sol 
queima se ficar exposto por muito tempo. 
E aprende que não importa o quanto você se 
importe, algumas pessoas simplesmente não se 
importam... 
E aceita que não importa quão boa seja uma 
pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você 
precisa perdoá-la por isso. 
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. 
Descobre que se levam anos para se construir 
confiança e apenas segundos para destruí-las, 
e que você pode fazer coisas em um instante, 
das quais se arrependerá pelo resto da vida. 
Aprende que verdadeiras amizades continuam a 
crescer mesmo a longas distâncias. 
E o que importa não é o que você tem na vida, 
mas quem você tem na vida. 
E que bons amigos são a família que nos 
permitiram escolher. 
Aprende que não temos que mudar de amigos se 
compreendemos que os amigos mudam, percebe 
que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer 
coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. 
Descobre que as pessoas com quem você mais se 
importa na vida são tomadas de você muito 
depressa, por isso sempre devemos deixar as 
pessoas que amamos com palavras amorosas, pode 
ser a última vez que as vejamos. 
Aprende que as circunstâncias e os ambientes 
têm influência sobre nós, mas nós somos 
responsáveis por nós mesmos. 
Começa a aprender que não se deve comparar com 
os outros, mas com o melhor que pode ser. 
Descobre que se leva muito tempo para se 
tornar a pessoa que se quer ser, e que o 
tempo é curto. 
Aprende que não importa aonde já chegou, mas 
onde está indo, e se você não sabe para onde 
está indo, qualquer lugar serve. 
Aprende que, ou você controla seus atos ou 
eles o controlarão, e que ser flexível não 
significa ser fraco ou não ter personalidade, 
pois não importa quão delicada e frágil seja 
uma situação, sempre existem dois lados. 
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o 
que era necessário fazer, enfrentando as 
conseqüências. 
Aprende que paciência requer muita prática. 
Descobre que algumas vezes a pessoa que você 
espera que o chute quando você cai é uma das 
poucas que o ajudam a levantar-se. 
Aprende que maturidade tem mais a ver com os 
tipos de experiência que se teve e o que você 
aprendeu com elas do que com quantos aniversários 
você celebrou. 
Aprende que há mais dos seus pais em você do que 
você supunha. 
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança 
que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão 
humilhantes e seria uma tragédia se ela 
acreditasse nisso. 
Aprende que quando está com raiva tem o direito 
de estar com raiva, mas isso não te dá o 
direito de ser cruel. 
Descobre que só porque alguém não o ama do 
jeito que você quer que ame, não significa que 
esse alguém não o ama com tudo o que pode, 
pois existem pessoas que nos amam, mas 
simplesmente não sabem como demonstrar 
ou viver isso. 
Aprende que nem sempre é suficiente ser 
perdoado por alguém, algumas vezes você tem 
que aprender a perdoar-se a si mesmo. 
Aprende que com a mesma severidade com que 
julga, você será em algum momento condenado. 
Aprende que não importa em quantos pedaços seu 
coração foi partido, o mundo não pára para que 
você o conserte. 
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar 
para trás. Portanto, plante seu jardim e 
decore sua alma, ao invés de esperar que 
alguém lhe traga flores. E você aprende que 
realmente pode suportar... 
que realmente é forte, e que pode ir muito 
mais longe depois de pensar que não se pode 
mais. Que realmente a vida tem valor e que 
você tem valor diante da vida! 

"Nossas dádivas são traidoras e nos 
fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar." 

Willian Shakespeare

quinta-feira, 21 de março de 2013

Realismo-Arte busca objetividade


Realismo-Arte busca objetividade

Observe o quadro a baixo e tente descrever a cena. Quem são as pessoas? O que elas fazem? Você acredita que o artista estava no local da cena quando pintou o quadro?

Na segunda metade do século 19, surgiu na França, e depois se estendeu por vários países, um movimento artístico chamado realismo, que se contrapunha à artificialidade do neoclassicismo (que no Brasil influenciou a arte acadêmica) e do romantismo. Entre suas características, a necessidade de retratar a natureza como ela é e não de forma idealizada, a inspiração na razão e na ciência, além da referência à vida e aos costumes das classes média e baixa.


                                                                Jean-François Millet, "Lição de Tricô",
                                                                       c.1860, óleo sobre tela


pintura realista começou a se manifestar no tratamento dado à paisagem, que trocou a exaltação romântica para se ater à reprodução desapaixonada e neutra. A passagem do romantismo para o realismo expressa uma tentativa de romper com as concepções do ideal de beleza (inspirado nas tradições de Grécia e Roma).

Classes populares
No quadro retratado acima, temos um exemplo do gosto por cenas do cotidiano popular, característica típica do realismo. O quadro é retratado sem ornamentos, rico em detalhes. Não há seres imaginários ou fantásticos, cenas heróicas ou belezas idealizadas, como no romantismo.

Provavelmente o artista presenciou a cena, algo que os pintores realistas costumavam fazer. Eles iam ao o local que pretendiam retratar, faziam esboços e depois retocavam os desenhos em seus ateliês.

Além de Jean-François Millet (1814-1875), outros artistas foram marcantes no realismo, entre eles Jean-Baptiste Camille Corot (1796-1875) e Gustave Coubert(1819-1877).


                                         Jean Gustave Courbet, "Bom Dia, Senhor Courbet", 1854, óleo sobre tela

A representação realista, quando comparada a uma pintura romântica, não apresenta fortes expressões faciais; há preocupação com a exatidão do desenho e uma preocupação excessiva com o acabamento do quadro.

Torre Eiffel
Além da pintura, o movimento realista teve forte repercussão na literatura, na escultura e na arquitetura, que passou a utilizar novos materiais, surgidos com a Revolução Industrial, como ferro fundido e concreto armado.

A Torre Eiffel, do engenheiro Gustave Eiffel, monumento símbolo da cidade de Paris construído em 1889, foi a primeira construção francesa que adotou o ferro fundido em toda sua estrutura. Com 300 metros de altura, foi a construção mais alta da época. Uma manifestação realista na escultura.

                                                                          Torre Eiffel, Paris, França



Fonte: Uol

Teatro de revista- Sátira e vedetes


Teatro de revista-Sátira e vedetes

Chamamos de teatro de revista ao espetáculo teatral composto de números falados, musicais e coreográficos, humorismo, etc. Esse gênero teatral alcançou grande popularidade no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, pela crítica bem-humorada com que enfocava certos aspectos do cotidiano do país.

O teatro de revista brasileiro surgiu em 1859, no Teatro Ginásio, no Rio de Janeiro, com o espetáculo "As Surpresas do Sr. José da Piedade", de Justiniano de Figueiredo Novaes. A revista recorre a um modelo francês denominado voudeville: um enredo frágil que serve como ligação entre os quadros que, independentes, marcam a estrutura fragmentada do gênero.

Seu ingrediente mais poderoso é a paródia, recurso do teatro popular que consiste em denegrir um aspecto, fato, personagem, discurso ou atitude da cultura erudita ou, em outras palavras, da classe dominante.

Outro elemento fundamental do teatro de revista é a música. Contudo, diferentemente do gênero musical como imaginamos hoje, o teatro de revista trazia um certo tom de exagero, com bailarinas (as conhecidas vedetes) vestidas de forma mais ou menos exuberante (com plumas e lantejoulas).


                                                 Cena da Companhia de teatro Tro-lo-ló na década de 1920.

Fases

O teatro de revista brasileiro pode ser dividido em três fases.

A primeira, que teve seu auge com as peças de Arthur Azevedo, é caracterizada pela valorização do texto em relação à encenação e pela crítica feita com versos e personagens alegóricos. Nas revistas de ano - apresentadas no início de cada ano, como resumo cômico do período anterior -, as cenas curtas e episódicas que parodiavam acontecimentos reais eram ligadas por uma história conduzida, em geral, por um grupo de personagens que transita pelo Rio de Janeiro à procura de alguma coisa.

A segunda foi marcada por duas características importantes. Uma delas é a influência norte-americana na música, com a companhia de Jardel Jércolis substituindo a orquestra de cordas pela banda de jazz e a performance física do maestro, que passou a fazer parte do espetáculo. Outra foi a vinda da companhia francesa Ba-ta-clan, na década de 1920, que trouxe novas influências para o gênero: desnudou o corpo feminino, despindo-o das meias grossas. O corpo feminino passou então a ser mais valorizado em danças, quadros musicais e de fantasia, não apenas como elemento coreográfico, mas também cenográfico.

Nessa fase, a revista foi marcada pela existência de uma "rivalidade amigável" entre as primeiras estrelas de cada companhia, na disputa pela preferência dos espectadores.


                                             Virginia Lane, em foto dos anos 50, a vedete "preferida" de Getúlio Vargas.

A terceira e última fase foi a do investimento em grandes espetáculos, em que um elenco formado por numerosos artistas se revezava a cada temporada. Havia a ênfase à fantasia, por meio do luxo, grandes coreografias, cenários e figurinos suntuosos. A maquinaria, a luz e os efeitos passaram a ser tão importantes quanto os atores.

Aos poucos, contudo, a revista começou a apelar fortemente para o escracho, para o nu explícito, deixando de lado uma de suas bases: a comicidade. Assim, entrou em um período de decadência, praticamente desaparecendo na década de 1960.



Fonte: Uol

Teatro grego-Comédia e tragédia



O teatro na Grécia Antiga surgiu a partir de manifestações a Dioniso, deus do vinho, da vegetação, do êxtase e das metamorfoses. Pouco a pouco, os rituais dionisíacos foram se modificando e se transformando em tragédias e comédias. Dioniso se tornou, assim, o deus do teatro.

                                                                     Teatro de Dioniso, em Atenas
 
Atenas é considerada a terra natal do teatro antigo, e, sendo assim, também do teatro ocidental. "Fazer teatro" significava respeitar e seguir o culto a Dionisio.

O período entre os séculos 6 a.C. e 5 a.C. é conhecido como o "Século de Ouro". Foi durante esse intervalo de tempo que a cultura grega atingiu seu auge. Atenas tornou-se o centro dessas manifestações culturais e reuniu autores de toda a Grécia, cujos textos eram apresentados em festas de veneração a Dioniso.

O teatro grego pode ser dividido em três partes: tragédia, comédia antiga e comédia nova.

A tragédia

Do grego "tragoidía" ("tragos" = bode e "oidé" = canto). Canto ao bode é uma manifestação ao deus Dioniso, que se transformava em bode para fugir da perseguição da deusa Hera. Em alguns rituais se sacrificavam esses animais em homenagem ao deus.

A tragédia apresentava como principais características o terror e a piedade que despertava no público. Para os autores clássicos, era o mais nobre dos gêneros literários.

Era constituída por cinco atos e, além dos atores, intervinha o coro, que manifestava a voz do bom senso, da harmonia, da moderação, face à exaltação dos protagonistas.

Diferentemente do drama, na tragédia o herói sofre sem culpa. Ele teve o destino traçado e seu sofrimento é irrefutável. Por exemplo, Édipo nasce com o destino de matar o pai, Laio, e se casar com a mãe. É um dos exemplos de histórias da mitologia grega que serviram de base para o teatro.

Autores trágicos

Por se tratar de uma sociedade antiga, deve-se muito à arqueologia o resgate dessa memória. A partir de alguns registros, acredita-se que foram cerca de 150 os autores trágicos.

Os três tragediógrafos que conhecemos, Ésquilo, Sófocles e Eurípedes escreveram cerca de 300 peças, das quais apenas 10% chegaram até nós.

Ésquilo (cerca de 525 a.C. a 456 a.C.)

Considerado o fundador do gênero, sete peças suas sobreviveram à destruição do tempo: "Os Persas", "Sete contra Tebas", "As Suplicantes", "Prometeu Acorrentado", "Agamêmnon", "Coéforas" e "Eumênides".

Sófocles (496 a.C. a 406 .a.C.)

Importante tragediógrafo, também trabalhava como ator. Entre suas peças estão a trilogia "Édipo Rei", "Édipo em Colona" e "Antígona".

Eurípides (485 a.C. a 406 a.C.)

Pouco se sabe sobre sua vida. Ainda assim, é dele o maior número de peças que chegaram até nós. São 18 no total, entre elas: "Medéia", "As Bacantes", "Heracles", "Electra", "Ifigênia em Áulis" e "Orestes".

A comédia antiga

A origem da comédia é a mesma da tragédia: as festas ao deus Dioniso. A palavra comédia vem do grego "komoidía" ("komos" remete ao sentido de procissão).

Na Grécia havia dois tipos de procissão que eram denominadas "komoi". Numa, os jovens saiam às ruas, fantasiados de animais, batendo de porta em porta pedindo prendas, brincando com os habitantes da cidade. No segundo tipo, era celebrada a fertilidade da natureza.

Apesar de também ser representada nas festas dionisíacas, a comédia era considerada um gênero literário menor. É que o júri que apreciava a tragédia era nobre, enquanto o da comédia era escolhido entre as pessoas da platéia.

Também a temática diferia nos dois gêneros. A tragédia contava a história de deuses e heróis. A comédia falava de homens comuns.

Um gênero ligado à democracia

A encenação da comédia antiga era dividida em duas partes, com um intervalo. Na primeira, chamada "agón", prevalecia um duelo verbal entre o protagonista e o coro.

No intervalo, o coro retirava as máscaras e falava diretamente com o público para definir uma conclusão para a primeira parte. A seguir, vinha a segunda parte da comédia. Seu objetivo era esclarecer os problemas que surgiram no "agón".

A comédia antiga, por fazer alusões jocosas aos mortos, satirizar personalidades vivas e até mesmo os deuses, teve sempre a sua existência muito ligada à democracia. A rendição de Atenas na Guerra do Peloponeso, no ano de 404 a.C., levou consigo a democracia e, conseqüentemente, pôs fim a comédia antiga.

Aristófanes (447 a.C. a 385 a.C.)

Considerado o maior autor da comédia antiga, escreveu mais de 40 peças, das quais conhecemos apenas 11, entre elas: "Lisístrata", "As Vespas", "As Nuvens" e "Assembléia de Mulheres".

A comédia nova

Após a capitulação de Atenas frente a Esparta, surgiu a comédia nova, que se iniciou no fim do século 4 a.C. e durou até o começo do século 3 a.C. Essa última fase da dramaturgia grega exerceu profunda influência nos autores romanos, especialmente em Plauto e Terêncio.

A comédia nova e a comédia antiga possuem muitas diferenças. Na primeira, o coro já não é um elemento atuante, sua participação fica resumida à coreografia dos momentos de pausa da ação, a política quase não é discutida. Seu tema são as relações humanas, como por exemplo, as intrigas amorosas.

Não existem mais as sátiras violentas. A comédia nova é mais realista e procura, utilizando uma linguagem bem comportada, estudar as emoções do ser humano.

Menandro (343 a.C. a 291 a.C.)

Principal comediógrafo dessa fase, mais de 100 peças suas chegaram recentemente até nós. Muitas conhecemos apenas por título ou por fragmentos citados por outros autores antigos, com exceção de "O Misantropo", uma de suas oito peças premiadas, cujo texto completo, preservado num papiro egípcio, foi encontrado e publicado em 1958.



Fonte: Uol

Teatro no Renascimento (1) A comédia como a conhecemos hoje


Teatro no Renascimento (1) A comédia como a conhecemos hoje

Durante a idade média, na Europa, o teatro tinha um papel muito importante para a igreja católica. A produção e a apresentação de peças religiosas atingiram seu auge no século 14. Mas a situação se transformou no século 15, com a decadência do teatro ligado à religião, devido ao impacto do renascimento. O homem, e não Deus, passa a protagonizar a cena!

                                                         Jean-Baptiste Poquelin, dito Molière.
 
Não foi por acaso que a figura do bobo da corte se tornou popular durante o renascimento, embora o personagem tivesse nascido na antigüidade. Depois de ter passado sem destaque durante a idade média, o bobo ganhou espaço no teatro renascentista, articulando as dúvidas e incertezas de um momento de grande transformação ideológica.

A "Commedia dell'Arte"

Surgiu na Itália, ainda durante a idade média. Eram espetáculos teatrais populares, apresentados nas ruas, sem texto fixo. Caracterizavam-se também pela utilização de máscaras e pela presença de personagens como Arlequim, Pierrot, Colombina, Polichinelo, Pantaleão, Briguela.



                                                  "Pierrot, Arlequim e Colombina", por Di Cavalcanti (1922).

Provavelmente você já ouviu falar de alguns desses personagens, que fazem parte inclusive do carnaval brasileiro.

O sucesso dessa comédia popular instigou a curiosidade dos príncipes e intelectuais. O apelo a todos os sentidos, por meio da música, dança e mímica explica a aceitação que o gênero ganhou entre o público. Das ruas, a comédia passou aos palácios, onde se aperfeiçoou e enriqueceu. Com a "Commedia dell'Arte", a Itália viu nascer os primeiros atores profissionais em companhias organizadas.

A base da comédia atual

O tema das peças tinha diversas fontes: comédias antigas, pastorais, contos, peças populares, eruditas etc. Muitas vezes falava de um casal apaixonado que precisava fugir para se casar, pois o pai da mocinha opunha-se ao enlace. Os criados cômicos eram os personagens mais conhecidos. Em geral era uma dupla, um inteligente e ardiloso e o outro, meio idiota.

As peças tinham três atos, precedidos de um prólogo, e muita rixa, acessos de loucura, duelos, aparições, pancadaria, disfarces, raptos, enganos e desenganos. A estrutura, basicamente, sobreviveu e chegou até as comédias dos dias de hoje.

Molière, pai do teatro francêss

O comediógrafo francês mais importante foi Molière, cujo nome real é Jean-Baptiste Poquelin (1622-1673), considerado o patrono dos atores franceses. Além de escritor, foi encenador e ator. Sua obra tem forte influência da "Commedia dell'Arte".

Durante 12 anos, Jean-Baptiste excursionou como ator pelo interior da França, iniciando também sua carreira de autor. Em 1643, fundou a companhia de teatro (Trupe) e em 1645 adotou o pseudônimo Molière.

Fazer rir é mais difícil

A companhia faliu, e Molière foi parar na prisão, por causa de dívidas. Fundou depois outra companhia com a ajuda do mecenas (patrocinador) Príncipe Conti. Em 1658, em Paris, representou no museu do Louvre, diante da Corte de Luís 14.

Produzindo numa época em que a tragédia era mais respeitada, por ser considerada "a única forma digna de homens sérios", Molière procurou elevar a comédia à mesma categoria.

Segundo suas próprias palavras: "Talvez não se exagerasse considerando a comédia mais difícil que a tragédia. Porque, afinal, acho bem mais fácil apoiar-se nos grandes sentimentos, desafiar em versos a Fortuna, acusar o Destino e injuriar os Deuses do que apreender o ridículo dos homens e tornar divertidos no teatro os defeitos humanos". ("Crítica da Escola de Mulheres")

Também é considerado o primeiro diretor teatral, da forma como concebemos hoje: ensaiando longamente os espetáculos, atento aos menores detalhes. Criou textos que ressaltavam suas qualidades. Para explorar os melhores talentos de sua trupe, adaptava os papéis aos atores.

Suas principais peças foram "As Preciosas Ridículas", "Escola de Maridos", "Escola de Mulheres", "A Crítica da Escola de Mulheres", "Tartufo", "Don Juan", "O Misantropo", "Georges Dandin", "O Avarento" e "O Doente Imaginário".

A comédia francesa

Originalmente, a "Comédie-Française" foi a Sociedade dos Comediantes Franceses. A designação serviu para diferenciá-la da Sociedade dos Comediantes Italianos e da Comédia Italiana.

Foi fundada por Luís 14, em 1680, para juntar duas companhias parisienses, a do Hôtel de Bourgogne e a do Teatro Guénégaud - no caso desta, surgida após a morte de Molière, com atores de sua companhia.

A "Comédie-Française" ou "Théâtre-Française" é o único teatro, atualmente, a ser gerido por uma sociedade ao mesmo tempo artística, comercial e estatal (o governo francês participa com 80% do orçamento) e um dos únicos com uma companhia permanente de atores.

Na Inglaterra, o teatro renascentista também teve muita importância.



Fonte: Uol

Teatro no Renascimento (2) Inglaterra de Shakespeare se destaca



Entenda como a Inglaterra se tornou palco de importantes produções teatrais durante o renascimento. Conheça o contexto histórico em que o teatro se desenvolveu no país, características e principais nomes.

Contexto histórico

O período elisabetano na Inglaterra é o que compreende o reinado da rainhaElizabeth I (1558-1603), considerado a era de ouro da história inglesa. É o auge do renascimento naquele país, com os maiores destaques para a literatura e a poesia.

                                         Gravura do século 18 retrata William Shakespeare

No reinado da rainha Elizabeth I, a Inglaterra conseguiu assumir o posto de potência mundial, já que a Espanha, que mantinha o "cargo", estava em decadência. O comércio inglês se impôs e se expandiu pelo mundo, preparando as condições favoráveis à prosperidade econômica e ao progresso da burguesia.

Era um momento de rápida transformação em todos os setores da sociedade, o comércio marítimo influenciava a moda, o transporte (com o uso das carruagens), a arquitetura, os costumes, como, por exemplo, o uso de garfos (trazidos da Itália) e o tabaco (trazido da Índia e da América).

Esse foi o momento no qual o teatro elisabetano cresceu e autores como Shakespeare escreveram peças que rompiam com o estilo com o que a Inglaterra estava acostumada.

A reforma protestante e o humanismo introduziram novos elementos nas representações. Foi através de grupos de atores mambembes (como na "Commedia dell'Arte") que surgiu o profissionalismo teatral.

Elizabeth 1 deu proteção ao teatro da época, pois seu gosto pelos espetáculos populares conseguiu contrabalançar as tendências puritanas do reino. Bailados, mágicas, representações cênicas de todo tipo eram apresentadas por onde quer que a rainha fosse.

Os homens do rei

O primeiro teatro londrino foi fundado em 1576. O mais famoso, porém, é o Globe, fundado em 1599, às margens do rio Tâmisa. Idealizado e construído por Shakespeare e sua companhia, The King's Men (os homens do rei), seguia os padrões do que chamamos hoje teatro elisabetano.

A disposição do palco era ideal para a ação dramática e para uma peça que se desenrolava sem interrupções, rápida e com grande número de figurantes. Havia pouco ou quase nenhum cenário, os papéis femininos eram representados por rapazes, pois na época as mulheres ainda não podiam representar. As mulheres raramente apareciam na platéia, com exceção de prostitutas. As demais, quando iam ao teatro, usavam máscaras.

O Teatro Globe não era coberto. As apresentações só ocorriam durante o verão. Também eram suspensas quando havia algum surto de peste, o que era freqüente, de modo que, para ganhar a vida, a companhia fazia turnês pelo interior. Em algumas de suas peças, Shakespeare faz referência a isso, como em "Hamlet", quando um grupo de atores mambembes chega ao Castelo de Elsenor para uma encenação.

Sonetos em tempos de peste

Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos são obras de arte e permanecem vivos e atuais, retratados freqüentemente no cinema, no teatro, na televisão e na literatura.

O escritor nasceu numa cidade pequena, Stratford-on-Avon, onde começou seus estudos. Casou-se aos 18 anos com Anne Hathaway, com quem teve três filhos. No ano de 1588 foi morar em Londres e, em 1592, já fazia sucesso como ator e dramaturgo. Entretanto, eram seus sonetos e não suas peças que eram aclamados pelo público, já que de 1592 a 1594, os teatros londrinos tiveram que ser fechados por causa de um surto de peste.

Em 1594 ingressou na Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, mesmo ano em que escreveu sua primeira peça, a "Comédia dos Erros". Desde então, escreveu mais de 38 peças.

Sofrimento do herói em cena

Ainda que inspiradas pelos valores do teatro clássico, as tragédias shakespearianas têm uma diferença marcante que é a morte e/ou o sofrimento do herói em cena, aos olhos do público. Nas tragédias gregas isso jamais ocorria.

Quando Édipo, num ato de desespero, fura seus olhos com os alfinetes da roupa da mãe, ou quando Medéia mata seus filhos, é um arauto ou um outro personagem que vem a cena para narrar o episódio ao espectador.

Com as tragédias no Renascimento, especialmente em Shakespeare, a cena trágica, violenta, o sofrimento do herói é no palco, aos olhos de todos. Esse escritor tinha uma predileção por temas ligados à própria história da Inglaterra e posicionou-se apaixonadamente em relação aos problemas de poder e do destino.

Entre as tragédias escritas por Shakespeare é impossível não destacar "Romeu e Julieta", que se tornou a história de amor por excelência e "Hamlet", cuja frase "Ser ou não ser: eis a questão" é uma das mais conhecidas da língua inglesa. "Macbeth", "Rei Lear", "Otelo", "Ricardo II", "Ricardo III", "Henrique IV", "Henrique V", "Henrique VI" e "Henrique VIII" também estão entre suas tragédias mais famosas e encenadas até hoje.

Comédias: lirismo, farsa e sombras


Nas comédias escritas por Shakespeare há forte influência da "Commedia dell'Arte". Ainda assim, podem-se identificar em sua produção vários tipos de comédias, desde as mais leves e farsescas, como "A Megera Domada", às líricas, como "Sonho de Uma Noite de Verão", até as mais sombrias, como "Medida por Medida".

Outras de suas obras mais importantes nesse gênero são "Comédia dos Erros", "Muito Barulho por Nada", "A Tempestade", "Tudo Está Bem Quando Acaba Bem", "As Alegres Comadres de Windsor", "Péricles".



Fonte: Uol

segunda-feira, 18 de março de 2013

AMACIANTE GENÉRICO.



5 litros de água fria


1 litro de água quente ( sem ferver )


2 colheres ( sopa ) de glicerina liquida


1 garrafinha de leite de rosas


1 sabonete lux luxo branco ou dove

Esquente bem 1 litro de água ( sem ferver ), 


desligue o fogo e coloque o sabonete ralado.

Tampe e deixe algumas horas para amolecer.


Depois volte a panela no fogo baixo mexendo delicadamente sempre sem deixar ferver para derreter totalmente

.
Despeje num balde e acrescente a glicerina, o leite de rosas e os 5 litros de água fria


Misture e engarrafe.








































Observação : Na hora que se faz fica líquido, mas no dia seguinte fica bem cremoso. Se quiser, acrescente gotas de essência ou colônia para bebê.

SABÃO A PARTIR DO ÓLEO DE COZINHA


Material:


5 litros de óleo de cozinha usado


2 litros de água


200 mililitros de amaciante

1 quilo de soda cáustica em escama


Preparo:


Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente


Coloque, com cuidado, a água fervendo


Mexa até diluir todas as escamas da soda


Adicione o óleo e mexa


Adicione o amaciante e mexa novamente


Jogue a mistura numa fôrma e espere secar


Corte o sabão em barras


ATENÇÃO: A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. 

O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.

domingo, 17 de março de 2013

Carteira Carton – porta moedas.


Carteira Carton – porta moedas.
Carteira Carton
Tempo total  1 hora Idade  em idade escolar
Reciclar uma caixa de leite ou suco de laranja em uma bolsa de transporte inteligente para a mudança, cartões comerciais, e muito mais. Tampa A embalagem mantém a carteira fechada.
O que você precisa
·         Meio litro de leite ou suco de caixa com tampa de plástico, enxaguadas
·         Tesoura
·         As toalhas de papel
·         Fita
·         Modelo carteira
·         Caneta esferográfica
·         Governante
·         Faca artesanal (opcional)
·         Faca de manteiga
Como o fazer
1.  Carteira Caixa - Etapa 1
Corte abra a caixa para que ele fique liso, como mostrado; pôr de lado a tampa para agora. Secar o interior com as toalhas de papel. Tape omolde na parte superior da embalagem de cartão de modo a que as linhas de topo círculo acima com o bico. Marcar o contorno do molde com uma caneta esferográfica. Utilizando uma pressão firme, traçar o círculo inferior e as linhas a tracejado do molde de modo que a transferência para a embalagem. (Isso vai marcar as linhas para facilitar a dobragem.) Um governante vai ajudar você marcar as linhas retas. Cortar a forma da embalagem.
2.  Carteira Caixa - Etapa 2
Use a tesoura para cortar o círculo inferior como marcado. (Dica:. Para cortar o círculo mais fácil, primeiro faça um X com uma faca artesanal) Use uma régua e uma faca de manteiga para marcar ainda mais as linhas de dobra.
3.  Carteira Caixa - Etapa 3
Seguindo as linhas de dobragem marcadas, criar uma dobra de acordeão em cada lado da carteira.
4.  Carteira Caixa - Etapa 4
Fortemente apertar as dobras acordeão. Dobrar a aba de cima para baixo, empurrando o bico através do buraco. Aparafusar a tampa para manter a ponta no lugar.