quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Concentração e a arte da mímica.


A Concentração e a arte da mímica.


Marcel marceau em cena do quadro "A Gaiola".

A concentração é uma das formas mais importantes para se chegar à essência da arte da mímica. Muitos artistas são “derrubados” no palco quando não estão em estado de profunda conexão consigo mesmos e com o público. Na condição de estudante, aprender as técnicas da mímica é fundamental o interessado buscar os estados que podem conduzi-lo a um mergulho na essência da técnica de mímica teatral: estatuísmo, mímica corporal, pantomima e outras formas de mímica que deseja estudar.
No estatuísmo, a concentração mais eficaz é a VUSUALIZAÇÃO.
Concentrar-se num ponto e manter a imagem viva na mente de si mesmo.
Quando o estudo aparece como proposta, é necessário que o aprendiz busque sempre fazer uma coisa de cada vez e de forma paciente. Lidar com a ansiedade e a pressa é uma das questões que fazem o estudante avançar ou recuar.
Para se aprender é necessário repetição e persistência, paciência e silêncio interno. A prática do silêncio interno é meditativa e está bem longe do nosso proceder cultural mas com a quebra de fronteiras e a globalização, hoje em dia temos acesso a essas técnicas acessando sites na internet, e observando leituras indicadas que podem ajudar a melhorar a atenção e o contato com o resultado que se quer atingir.
Acessar o “estado desejado” é uma das formas mais diretas e simples de se chegar a um contato mais pleno com o eu e mergulhar na prática que se pretende. Através do ESTADO DESEJADO, podemos antecipar sensações e visualizar na mente o resultado a que se quer chegar.
Uma dica para se chegar ao ESTADO DESEJADO é:

PRIMEIRO BLOCO
1 – Visualizar a imagem perfeitamente, com os olhos fechados e concentrar-se nela por alguns segundos.
2 – Imaginar movimentos para esta imagem dentro da mente sem mover os músculos do corpo.
3 – Repetir corporalmente os movimentos produzidos na mente, só que, desta vez, com os olhos abertos.

SEGUNDO BLOCO
4 – Lembrar de respirar lentamente 3 vezes e depois fazer uma respiração profunda, de olhos fechados.
5 – Fazer o mais absoluto silêncio enquanto executa cada passo do exercício de concentração.
6 – Retomar toda a sequência do primeiro e segundo bloco com os olhos abertos e de frente para os colegas.

EXERCÍCIO DE VISUALIZAÇÃO
1 – Criar uma imagem bem clara de uma estátua nos mínimos detalhes, uma coisa de cada vez. O detalhe da roupa, o tipo de pintura (maquiagem) a referência específica de onde ela surgiu (se de algum lugar e/ou algum livro como referência).
2 – Após todo o detalhamento da imagem, abrir os olhos e escrever de forma automática (sem elaborar) cada detalhe que foi pensado. Deixar a escrita fluir sem parar.
3 – Bucar num colega da sala a referência para esta estátua, ir até ele, vesti-lo de forma improvisada com lençóis disponíveis e/ou pedaços de jornal, de forma a se aproximar da imagem criada na memória.
4 – Explicar para os colegas cada detalhe que utilizou para recriar a imagem e após a imagem criada em um dos colegas (modelo), explicar o que falta na estátua para que possa ser comparada com o que de fato ele conseguiu de resultado.

A execução passo a passo desses exercícios acima vão exigir e ao mesmo tempo adestrar a mente para uma correta concentração e desenvolvimento do aprendiz.

Como medir a concentração:
Uma das maiores dificuldades que se tem quando se está estudando uma disciplina rigorosa como é a arte da mímica é “medir a concentração”. Devido a nossa forma “aleatória” de proceder e também pelo negativismo “cultural” de nossa mente, tendemos a achar que não avançamos em nada quando fazemos um determinado exercício.
Para que se perceba o avanço é necessário:
1 – Fazer a comparação do estado “atual” com o estado “anterior” e ver qual o “ganho” obtido durante o processo.
2 – O estado positivo da mente também é fundamental. É importante que se desenvolva rapidamente a idéia de que o caminho entre o “começo”e o “fim” já é um grande ganho, um movimento em relação ao resultado.
3 – Acreditar que não se pode aprender sem dar “um passo de cada vez” e que o resultado disso é “sempre um resultado”.
4 – Substituir a “expectativa” pela “visualização”, ou seja, ao invés de criar parâmetros externos, o estudante deve visualizar internamente o estado que deseja chegar.

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