segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Aprendizado Do Copiar E Colar

   
Que profissional é este que estamos formando? Que diferencial competitivo ele conseguirá ter no mercado de trabalho? Como as empresas irão lidar com estes profissionais?

Quero iniciar este artigo com o olhar de uma educadora que vem percebendo uma deficiência na aprendizagem básica, sim, aquela que aprendemos há tempos, escrever, pensar, refletir, emitir opiniões que no meu tempo de escola aprendíamos, com relação a situações muito simples do cotidiano de nossos educandos. Por atuar com educandos de cursos profissionalizantes e universitários, na maioria jovens em busca de um espaço no mercado de trabalho, há algo que vem me preocupando, tenho identificado e compartilhado com colegas professores, sérios problemas na elaboração de textos, pensamentos reflexivos, quando sugiro ao educando a elaboração de um texto, percebo o “desespero” para elaborá-lo, claro que alguns por não terem sido orientados para isso, pois não posso ser hipócrita e não entender que a educação hoje, por ser um grande “negócio” perdeu seu foco, que deveria ser a aprendizagem em detrimento do interesse econômico, e outros por acomodação, ou seja, o jovem realmente não demonstra interesse em aprender, querer fazer algo diferente. O que me surpreende é quando solicito texto manuscrito, a insatisfação torna-se ainda maior o que aí já quer dizer que não escrevemos mais, só digitamos, lembro-me que pesquisávamos “palavras” no dicionário enquanto hoje com o advento do computador e, sobretudo da internet, o que se pesquisa são “textos prontos” a percepção que tenho é de total dependência, eles não conseguem mais raciocinar por conta própria e a internet passou a ser “ferramenta fundamental” tudo o que sabem fazer, na maioria das vezes é pesquisar no google, e o pior, muitos não se dão ao trabalho nem de entender o que estão pesquisando, já vivenciei trabalhos acadêmicos entregues com hiperlink (que dá acesso a outras páginas, se clicados) o que identifica que o “pesquisador” não leu nada do que estava escrito. Nunca fui contra a pesquisa virtual, sempre permito que façam, mas com critérios, confesso que também faço pesquisas on line, claro que existem sites confiáveis, porém, não consigo conceber um aprendizado onde apenas “copia-se” e “cola-se” algo sem entendimento do mesmo. Para finalizar trago algumas reflexões: Que profissional é este que estamos formando? Que diferencial competitivo ele conseguirá ter no mercado de trabalho? Como as empresas irão lidar com estes profissionais? São apenas algumas questões que me intrigam, porém, como educadora por formação e convicção quero acreditar que teremos dias melhores, que nossos educandos irão “cair na real” e perceber que precisamos ser seres pensantes, reflexivos e assertivos. Gostaria muito que todos os alunos opinassem sobre este artigo