sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Moliere - Jean Baptiste Poquelin

Moliere - Jean Baptiste Poquelin

Blog de marcosalves :teatro em todos os tempos por Marcos Alves, Moliere  - Jean Baptiste Poquelin
               Molière - pintura de Antoine Coypel

             Molière não era apenas autor de peças: era também ator, diretor, produzia suas peças, administrava teatros e uma companhia de atores.
             Nascido em Paris em 1622, seu pai era Jean Poquelin, e sua mãe era chamada Marie Cressé, e morreu quando Jean-Baptiste tinha apenas dez anos. Jean-Baptiste freqüentou um colégio Jesuíta até os dezesseis antes de mudar-se Orléans para estudar direito. Escolheu no entanto, a carreira teatral, debutando antes de 1643.  
              Associou-se a uma família de atores, os Béjarts, adotou o pseudônimo Molière e os ajudou a fundar uma nova companhia, "L'Illustre Théâtre" em 1644, que faliu 16 meses depois.Molière e os Béjarts deixaram Paris em 1646.
             O Duque de Épernon patrocinava a trupe. A trupe do Duque de Épernon basearam-se em Bordeaux antes de mudarem para Lyons em 1653. Nessa época Molière começou a escrever comédias, incluindo O Marido Ciumento.
             Em 1658 Molière e os Béjarts voltaram a Paris. Agora sob o patrocínio de Monsieur, irmão do Rei, a trupe passou a compartilhar um teatro com uma companhia italiana de commedia dell'arte muito popular na época. Um dos italianos, Tiberio Fiurelli, que fazia Escaramuche é tido como mestre de Molière, principalmente em estilo de interpretação, e Molière certamente se influenciou como autor. Em 1659, "As Preciosas Ridículas" lançou Molière como diretor.     
              Em 1663 Molière casou-se com Armande Béjart. Armande era supostamente irmã mais nova de Madeleine, mas inimigos de Molière alegavam que ela era na verdade filha de Madeleine e, portanto, que Molière seria seu pai.
             Nessa época, Molière tornou-se um dos autores favoritos do Rei, muitas vezes estreando na Corte antes mesmo de para o público em geral. Nos festivais de Versailles de1664 estreou “Tartufo”. Essa comédia, cujo tema era a hipocrisia religiosa, foi imediatamente proscrita e trouxe-lhe problemas, no entanto, manteve o prestígio junto ao Rei já que Louis XIV foi padrinho do primeiro filho de Molière.
               Louis XIV demonstrou ainda mais prestígio pelo autor tornando-se patrocinador da trupe. Em Dezembro de 1665 Molière, atuando como diretor, teve uma famosa discussão com um jovem autor de tragédias, Jean Racine, que transferiu sua peça para uma companhia rival e os dois jamais se falaram novamente.
            Molière reescreveu “Tartuffo” e tentou encená-la sob outro título, “O Impostor”, em 1667, no que foi novamente impedido. Tartuffo foi encenada finalmente em 1669, na versão que conhecemos hoje. Molière também colaborou com o compositor italiano Lully num gênero relativamente novo, a comédia-ballet , em “Monsieur de Pourceaugnac”.Molière retornou à comédia que o consagrou em “As Artimanhas de Scapino”.
              Em "O Doente Imaginário", Molière fazia o papel título quando ironicamente teve um ataque em pleno palco, durante a quarta apresentação em 1673.              
              Criou-se uma lenda em torno da morte de Moliere, no meio da classe artística convencionou-se dizer que ele morrera no palco, ma o fato é que morreu em sua casa, sem tomar os sacramentos já que dois padres se recusaram a dar-lhe a última visita, e o terceiro já chegou tarde.
            O fato de estar vestido de amarelo,  gerou na época a superstição de que esta cor é fatídica para os atores.
              Sua esposa Armande, pede, contudo, a Luís XIV que lhe providencie um funeral normal. O máximo que o rei consegue fazer é obter do arcebispo a autorização para que o enterrem no cemitério reservado aos nados-mortos (não baptizados). Ainda assim, o enterro é realizado durante a noite.            
              Os comediantes (atores) da época não podiam, por lei, ser sepultados nos cemitérios normais (terreno sagrado), já que o clero considerava tal profissão como a mera "representação do falso".
              Como Molière persistiu na vida de ator até à morte, estava nessa condição.

             Em 1792, os seus restos mortais são levados para o Museu dos Monumentos Franceses e, em 1817, transferidos para o cemitério do Père Lachaise, em Paris, ao lado da sepultura de La Fontaine. 

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