sexta-feira, 1 de agosto de 2014

TEATRO FRANCÊS

TEATRO FRANCÊS
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O teatro medieval floresceu sobretudo na França e começou com as representações sacras, organizadas pelo clero para difundir os episódios religiosos mais interessantes. Nesse teatro, destacamos: os dramas litúrgicos, os milagres, os mistérios, a "sotie".
Os dramas litúrgicos representavam-se após a Missa, nos dias das grandes festividades, tendo como tema principal as cenas do Natal, da Paixão ou da Ressurreição de Cristo. No século XII, os Milagres substituíram os dramas litúrgicos. Nessa nova forma, os versos dão lugar à prosa e o latim vê-se preterido pelo francês. Além disso, os autores já não eram apenas sacerdotes, mas leigos, e as representações passaram a ser realizadas fora das igrejas, abandonando o interior dos templos.
Uma outra característica distingue os Milagres: enredos profanos,embora de significação ou fundo moral.
O teatro religioso da Idade Média atingiu o seu clímax no século XV, quando apareceram os Mistérios, apresentados nas praças. As cenas da história bíblica, assunto principal, viam-se intercaladas com episódios cômicos - as farsas - , o que evitava a monotonia dos espetáculos, geralmente muito longos.
O teatro da Idade da Idade Média refletia a atmosfera medieval,de cunho religioso.Nas igrejas ou nas praças, o povo assistia aos Mistérios, aos Milagres, às farsas, caracterizando-se como uma dramatização de fontes bíblicas. A própria "Divina Comédia", de Dante,foi uma obra poética com características de teatro, e marcada também pela visão das coisas divinas.



No século XVII desenvolve-se na França intensa atividade teatral . A dramaturgia é baseada na realidade e escrita em versos de métrica rigorosa passando a ser a diversão preferida da corte e da aristocracia . Embora essas exigências caibam para as tragédias , para as comédias elas são mais flexíveis .
As peças de Pierre Corneille (A Ilusão Cômica , O Mentiroso , A Verdade Suspeitosa ), as de Jean Racine (A Tebaida, Mitrídates, Andrômaca), e as de Molière ( Médico à Força , Artimanhas de Escapino, Escola de Mulheres ) destacam-se por sua beleza literária e pelo alcance de sua temática.



Na França, os jeux (jogos) contam histórias bíblicas. A proibição dos mistérios pela Igreja, em 1548 já na idade moderna, tenta pôr fim à mistura abusiva do litúrgico e do profano. Essa medida consolida o teatro popular. Os grupos se profissionalizam e dois gêneros se fixam: as comédias bufas, chamadas de soties (tolices), com intenções políticas ou sociais; e a farsa, como a de Mestre Pathelin, que satiriza o cotidiano. Seus personagens estereotipados e a forma como são ironizados os acontecimentos do dia-a-dia reaparecem no vaudeville, que no século XVII será apresentado nos teatros de feira.



Depois do desaparecimento de Molière, Corneille e Racine, o teatro francês passou, por um longo tempo, a viver das glórias desses três grandes autores, sem que aparecessem outras figuras com o talento criador necessário, não para ultrapassá-los, mas ao menos para igualá-los. Para dar continuidade ao teatro francês foi criada uma companhia permanente, Commédie-Française, em 1680, 11 anos após a morte de Molière, mas ainda em vida Corneille e Racine.



Mas o teatro viu o seu público aumentar quando saiu dos templos e passou a ser apresentado nas praças; embora as peças tivessem sempre uma atmosfera religiosa, o tema era um pouco mais livre; chamavam-se peças "profanas".
Uma delas tinha o nome de "sottise" - palavra francesa que significa "tolice", "loucura". Todas os personagens fingiam ser loucos e diziam todas as verdades que desejavam falar, sem que fossem presos ou perseguidos, pois estavam, para todos os efeitos, "representando". Essas peças satíricas agradavam bastante o público. Nos papéis de loucos, os atores podiam dizer o que os espectadores não ousavam.



O teatro profano eventualmente tinha suas próprias sociedades de atores. As sociedades freqüentemente apresentavam peças em três modos: primeiro uma sotie, um esboço satírico; depois uma moralité, uma peça didática e alegórica; e por fim uma farça. Por volta de 150 farças sobreviveram desde os séculos 15 e 16. A maioria tem menos de 500 linhas e envolve montes de personagens atuando em histórias como aquelas de fábulas. Elas são formadas por rimas de versos octassílabos e podem incluir músicas. a melhor é "La Farce de maistre Pierre Pathelin" (1465), uma história travessa envolvendo um astuto advogado e um desajeitado pastor, entre os vários cômicos personagens .



A proibição dos mistérios pela Igreja, em 1548, já na idade moderna, tentou pôr fim à mistura abusiva do litúrgico e do profano. Essa medida consolidou o teatro popular. Os grupos se profissionalizaram e dois gêneros se fixaram: as comédias bufas, chamadas de soties (tolices), com intenções políticas ou sociais; e a farsa, como a de Mestre Pathelin, que satirizava o cotidiano. Seus personagens estereotipados e a forma como eram ironizados os acontecimentos do dia-a-dia reapareceram no vaudeville, que no século XVII foi apresentado nos teatros de feira.
Autores medievais - No século XII, Jean Bodel foi o autor do Jogo de Adam e do Jogo de Saint Nicolas. Os miracles (milagres), como o de Notre-Dame (século XV), de Théophile Rutebeuf, contavam a vida dos santos. E, nos mistérios, como o da Paixão (1450), de Arnoul Gréban, temas religiosos e profanos se misturaram. A comédia era profana, entremeada de canções. O Jogo de Robin et de Marion (1272), de Adam de la Halle, foi um dos precursores da ópera cômica.

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